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domingo, 7 de junho de 2020

"O" João

Na noite em que li isto, larguei tudo o que estava a fazer e sentei-me nos degraus da escada que ia subir. Li uma segunda vez, pousei o telemóvel e enterrei a cabeça entre as mãos. Larguei uma lágrima que rapidamente limpei, levantei-me e subi o resto das escadas ainda com as pernas a tremer.
 
Sabem quantas vezes já agarrei no telefone para lhe ligar? Já perdi a conta. Ainda não consegui. Eu, que gosto de escrever, que gosto de falar (embora haja aqui sempre um nervoso miudinho de discursar em público), não sei o que lhe hei-de dizer.

Até porque não há muito a dizer... o que há a fazer é dar um abraço, daqueles sentidos e sinceros e que se lixe o covid! Um abraço assim, destes, apadrinhado pelo Hugo Miguel Sousa e tudo!


Que grande prova, de ambos, que ainda há dias fez 3 anos. Aqui fica o meu relato e o dele.

Dias antes do anúncio do João tinha estado a falar dele, de como me inspirou e continuará sempre a inspirar para ser melhor pessoa e melhor atleta. Não necessariamente mais rápido, mas melhor! Se tenho 5 maratonas feitas (e que este ano na loucura iriam passar a 8) muito o devo ao João e aos seus relatos, sobretudo aquele de Barcelona que muito me tocou e emocionou. Pois bem, a minha sexta, seja ela quando for, vai ser especial e inteiramente dedicada a ti.

Grande abraço, João! E coragem para o futuro!

sábado, 5 de janeiro de 2019

2019

Quase um mês depois, volto aqui a escrever.

Nestes dias aconteceu tanta coisa, a nível pessoal, profissional e, obviamente, no que diz respeito a corridas. Nem tudo foram coisas boas, mas isso é algo para o qual temos que estar preparados em todas as alturas da nossa vida. Fiquem tranquilos, do mau não vou falar. Apenas uma curta referência ao facto da minha mazela do trail de Alcanena ainda não estar debelada a 100%. A ferida ainda não sarou na totalidade e por vezes sinto um ligeiro desconforto e dor no joelho. Há-de passar.

Estive atento ao que foram escrevendo pela blogosfera fora, mas só hoje comentei algumas das coisas que fui lendo. Estou, novamente, actualizado nesse capítulo.

Desportivamente, tivemos um final de ano repleto de emoção, com um treino de Natal bem porreiro e com uma São Silvestre que, de acordo com muitos dos presentes, nada ficou a dever às oficiais. E o abastecimento no final, com bolo-rei quentinho em barda oferecido por uma pastelaria local foi a cereja no topo do bolo que ninguém esperava e que caiu que nem ginjas. Para além disso, usando a expressão anterior, também havia cerveja no topo do bolo(-rei). Foram 80 pessoas, números redondos. Para o ano quero 100! É um evento que muito me toca, confesso, mas que não seria possível sem a fantástica equipa que me acompanha nestas aventuras.

Para terminar o ano desportivo, outro momento muito aguardado: a São Silvestre de Lisboa que foi a minha centésima prova. Ainda não consegui escrever sobre o assunto, mas será para breve!

A todos os que estão por aí, votos de um fantástico ano, a todos os níveis!

Assim que me passar a preguiça volto a treinar. Raio do frio e, sobretudo, da humidade que voltou a despertar o asmático que há em mim. Há-de passar, também, que há muitas provas pela frente e algumas têm "Maratona" no nome!

"We will be victorious" ouço enquanto escrevia esta linha final. Soa-me bem!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Vida de um corredor

E não, não estou a falar dos corredores dos supermercados.
Pronto, vamos substituir por "atleta amador". 

É uma vida muito repetitiva e previsível. Estamos sempre a fazer o mesmo. Todos. Vou meter uma lista de coisas que fiz durante a última semana, por exemplo. Vejam lá bem e metam a mão no ar se  também fizeram o mesmo que eu num ou em vários dos seguintes casos:

- passear pelos sites de lojas online para procurar por material desportivo em promoção
- fazer a inscrição numa maratona
- participar numa prova durante o fim de semana
- procurar por fotos dessa mesma prova
- dar likes, kudos, palmadinhas nas costas e afins ao ver as provas que os nossos amigos fizeram e partilharam

E pronto... é isto!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Em boa companhia

Uma pessoa combina há semanas ir treinar com outras pessoas muito especiais. Marca-se um treininho de recuperação da Meia Maratona dos Descobrimentos, escolhe-se o lugar, combina-se o ritmo e fica tudo apalavrado.

Depois chega-se ao dia e... não, ninguém desmarcou! O que aconteceu foi que o treino foi feito com uns Adidas Solar Boost nos pés. Pura coincidência, mas uma coincidência daquelas boas.



O treino em si foi tudo menos calmo como idealmente planeado. Houve séries e escadas e cenas que me fazem recordar que sou pouco atlético, pouco flexível e muito desengonçado. Ainda estou a pensar se os glúteos só vão doer amanhã ou se eu fiz tudo de forma tão incorrecta que nem sequer chegam a doer.

A companhia foi agradável como esperado. É sempre bom passar para a vida real quem nos acompanha virtualmente. Obrigado! E sim, isto dos ténis foi fixe mas foi apenas a cereja no topo do bolo!

Mas... falando dos ténis... fiquei  logo agradavelmente convencido quando me foi dito que os Solar Boost são os seguidores dos meus Energy Boost - os tais que estão a pedir reforma do topo dos seus 1000kms - portanto se eu me dou bem com uns iria adorar os outros. E assim foi, gostei mesmo deles! Veremos o que se segue... O Natal está mesmo aí, não é? 

Por outro lado tenho ali uns Joma StormViper II que ganhei e que ainda não saíram da embalagem e que estava a contar serem os meus companheiros em Madrid. Já que a marca é espanhola e tal, pode ser que ajude. 

Mas... Adidas...!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Maratona de Valência

Não, caros leitores, não fiz a Maratona de Valência. Participo em muitas provas, mas ainda não tenho o dom da omnipresença, pelo que não conseguiria estar nos Descobrimentos e em Valência ao mesmo tempo. Notem que eu digo que ainda não tenho... 

O que foi omnipresente na minha semana foi o acompanhar dos dias finais de preparação para a prova e de todas as sensações boas e não só que isso acarreta. As borboletas no estômago, as ansiedades, o querer que a prova comece e não querer que ela termine para se desfrutar do ambiente e da festa, mas ao mesmo tempo querer terminar e cruzar a meta.

Acompanhei, sobretudo, a preparação do João Lima que foi a Valência concluir ontem a sua décima, juntamente com o Vítor e a Isa que atingiram a mesma marca. E estava no sábado à tarde a trocar umas últimas mensagens de apoio com ele quando entrei no Instagram e vejo... isto:


Ali está o nome do João no mural de atletas inscritos para a prova. Mas... Espera lá... 
Pois é, quis o destino que eu estivesse também a acompanhar o Fábio Lima e há a coincidência, na qual eu nem tinha pensado antes, de ambos terem o mesmo apelido e ali terem estado lado a lado.

Depois terminaram a prova bem distantes, um ligeiramente abaixo das 3:30 e o outro um pouco acima das 4:50, mas ambos verdadeiramente felizes e com muitos motivos para se sentirem orgulhosos com o seu desempenho. É essa também a beleza da prova rainha!

Ao João, ao Fábio, à Isa e ao Vítor deixo aqui os meus sinceros votos de parabéns por terem completado mais uma Maratona e um agradecimento por serem os atletas e as pessoas que são que nos inspiram para continuar neste mundo. Acompanhem-nos também nas suas aventuras. Prometo que não se vão arrepender!


sábado, 24 de novembro de 2018

Oh pá...!

Na mesma noite, quase ao mesmo tempo, fico a saber que:
 
- vamos mesmo ter companhia para a aventura em Madrid. Havia muitos comentários a mostrar interesse, mas agora já há mesmo confirmações e há cada vez mais gente na calha para se juntar. Para quem guardou segredo da inscrição durante um mês e meio e estava a planear apenas revelar a notícia na véspera da prova, agora estou muito contente por saber que não estarei sozinho. Vamos a isso, malta!
 
- há outra grande amiga minha que está a preparar-se para fazer a Maratona do Porto em 2019. Em dois dias consecutivos duas enormes amigas deste mundo partilham esta notícia comigo. Caramba, querem matar-me do coração? Fazem-me isto no ano em que eu não estou a pensar em ir ao Porto? Está-se mesmo a ver que tenho que repensar os planos...

sábado, 10 de novembro de 2018

2019

Está cumprida uma comprida semana de descanso pós-Maratona. Ok, ainda não voltei a correr, portanto até isso acontecer ainda estou em fase de ressaca. Mas uma ressaca boa, desta vez, ao contrário dos outros anos em que toda a bolha de excitação da Maratona rebentou numa onda de cansaço, preguiça e, acima de tudo, uma sensação de vazio pós-prova. Este ano não, este ano ainda tenho objectivos nas provas que me faltam fazer. Um deles é fazer a prova de trail na qual estou inscrito e lutar contra a vontade de me baldar na véspera se estiver a chover copiosamente. Adiante...!

2019 está já ao virar da esquina e já estou inscrito em três provas, para além de ter também renovado a inscrição no troféu das localidades cujo calendário para Oeiras começa ainda este ano. Até ao fim de Abril o meu, supostamente famoso, Excel está assim:



Ainda faltam algumas provas ali pelo meio cujas datas não estão confirmadas. A Scalabis, por exemplo, que deve ser no fim de semana antes de Madrid e na qual gostava de continuar a marcar presença. Para o resto do ano há ideias, há planos, algumas incertezas mas, sobretudo, muito tempo para decidir o que fazer.

Para a semana há nova prova, portanto agora é voltar aos treinos. Hoje não. Amanhã também não. 2a feira, ok?


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Massa, massa, massa

É certo que a preparação para uma Maratona envolve muito tempo prévio - tempo que nem sempre temos. Envolve muitos quilómetros, vários treinos longos - de preferência pela manhãzinha, o que corta horas de sono - muitas escolhas pessoais em termos sociais. O apoio de família e amigos é fundamental. Isto que digo não deveria ser novidade para quase ninguém, não há assim nada de novo nas minhas palavras. 

Mas calma, nem tudo são agruras nos meses que antecedem o grande evento! Na semana antes vem uma parte porreira que consiste em enfardar o maior número de hidratos de carbono possíveis para que o corpo os armazene e os use depois durante aqueles 42kms. Pronto, em termos técnicos não é bem assim, mas na realidade é como uma pessoa gosta de pensar que vai ser. À pala disso, tenho massa suficiente para dar e vender e, se necessário, para comer em todas as refeições do dia, pequeno-almoço e lanches incluídos!

Se tudo o resto falhar, pelo menos aquela "maçada" de ter que acordar para treinar ao fim de semana mais cedo do que se acorda para trabalhar durante a semana transforma-se numa "massada" em termos alimentares. Não que eu precise de uma boa desculpa para comer um bom prato de massa, diga-se.

A excitação e o nervosismo para domingo estão cá. Suponho que nunca passem, independentemente do número de maratonas que já tenhamos corrido. Daqui a umas quantas digo-vos. Por agora vou continuar o meu carboload ao mesmo tempo que faço um marathonload. Já vi que o IPMA e o WindGuru apresentam uma previsão de chuva para domingo que deverá começar a cair durante a prova. Uma "maçada", se assim for, mas são aquelas coisas que não conseguimos controlar.

Agora já só cá devo voltar depois da prova para contar como foi. Espero regressar aqui como tri-maratonista e, sejamos ambiciosos, com um tempo final abaixo das 4:40. Mas se o cronómetro marcar mais não vem mal nenhum ao mundo, não será nenhuma "maçada".

O que é uma "maçada" é ter que esperar um ano inteiro para passar por este turbilhão todo de emoções!

Boa prova para todos! Lá nos encontraremos!
Até breve!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

30 dias

Está na hora. Faltam 30 dias para a Maratona do Porto.



Está na hora:

- de deixar de lamentar os quilómetros que devia ter corrido e não corri.
Neste que é o terceiro ano em que lá vou fazer a mítica distância, neste que é o ano em que eu disse que ia ser mais rigoroso, é também o ano em que menos quilómetros vou fazer nos meses antes da prova. E sim, tenho um excel com os treinos para a Maratona todos registados, cheio de fórmulas e cálculos, que me mostra a comparação com 2016 e 2017.

- de voltar a devorar tudo que é informação, texto, vídeos, etc sobre maratonas.
O que eu gosto dos serões passados no YouTube a navegar entre vídeos feitos por atletas durante maratonas, documentários sobre a prova, textos antigos de outros bloggers. E, de vez em quando, reler aquilo que eu próprio escrevi. E também ler tudo aquilo que vocês me disseram, tanto aqui como na rede social.

- de começar a tomar o meu doping: vitaminas e magnésio.
Há dois momentos que não esqueço na preparação para a primeira maratona. Um foi a altura em que o percurso da Meia Maratona Vasco da Gama se fundiu com o fim da Maratona de Lisboa. Vi gente a passar mal, gente a alongar no passeio, gente à procura de forças para acabar. E quem ia na Meia estava relativamente tranquilo. O outro foi o momento em que, no Porto, o meu mentor que me ia a acompanhar me disse - pouco antes de me "abandonar" aos 32km - que a partir dali eu iria ver muita gente a alongar no passeio...... mas que nem por sombras isso me iria acontecer porque andei a tomar magnésio precisamente para evitar câimbras!  É claro que isto tudo pode ser só psicológico, mas um mês antes das maratonas repito o ritual e para além de me sentir com mais energia durante o dia-a-dia, nunca sofri de câimbras na prova. A Prozis agradece e tem aqui um cliente fiel.

- de pensar já na próxima!
Obviamente! O dilema mantém-se o mesmo: um ano quero fazer a de Lisboa. É para o ano? Se for, não consigo voltar ao Porto porque são demasiado próximas e, embora conheça quem faça ambas, eu não arrisco isso. Mas o Porto é sempre o Porto e a cada ano que passa há sempre alguém que faz planos para lá ir no ano seguinte e eu não consigo deixar a malta ir sozinha, não é verdade? Depois também há uma Maratona que tenho debaixo de olho, ali em Dezembro, mas que para além de ser ainda mais longe que o Porto é dura como o raio. Um excelente desafio, portanto.

- de decidir como cruzar a meta!
Não há nada mais importante! Primeiro porque é sinal que fica feita, mas também é um momento único. Ninguém se vai lembrar de como cruzámos o pórtico dos 5km, pois não? Pensando bem, depois dos 15km eu festejo em todos os pórticos. Os que têm imagens comprovam isso. Mas sejamos honestos, uma pessoa não pode acabar 42km e cruzar a meta de forma banal. E eu já ando há imenso tempo a pensar nisso. Juro! Hei-de decidir entre os 35 e os 40 quilómetros enquanto tento saltar o Muro!

Pessoal, está na hora! Vamos a isso!

domingo, 29 de julho de 2018

A pior coisa...

... de regressar de férias é saltar para a balança. Eu sei, podia não o fazer, mas faço. Acho que são mais uns 3kg em cima, algo que já comecei a combater com o treino longo que fiz esta manhã. O primeiro treino nas últimas 3 semanas (as várias jogatanas à bola durante as férias não contam como treino, ou contam?) e isso também explica os quilos a mais, portanto tudo controlado.

Entretanto descobri que um dos meus posts antigos foi destacado pela organização de uma prova. Como é que é aquilo dos objectivos de vida? Plantar uma árvore, escrever um livro blog e isto?

Agora que já li as actualizações dos blogs todos - menos um, que tenho que ler com calma - já posso pensar em contar novidades sobre mim: o Alive, as férias e eventualmente algumas outras coisas mais antigas como o concerto de Queen. Isto tudo ao mesmo tempo que preparo uma maratona, entre outras coisas. Siga!

domingo, 8 de julho de 2018

Hello darkness, my old friend

Não há volta a dar. Às vezes a vida é uma treta e deixa-nos tristes, irritados, desmotivados e deixa-nos marcas que demoram a passar. No meu caso o que faço é fechar-me no meu casulo e isolar-me de tudo e de todos, incluindo daqueles que me querem bem e daquilo que me faz bem. É um traço de personalidade que nunca vai mudar - e acreditem que já tentei. Resolve os problemas? Nem por isso. Ajuda-me a ficar melhor? Não, mas é mais forte que eu.

Entretanto, num assunto completamente não relacionado com o parágrafo anterior, este semana há NOS Alive. O que era suposto ser só um bilhete para o dia 14 transformou-se num passe de três dias. Vamos a isso, já que este ano é muito mais musical que os anteriores. Ainda não vos falei da minha experiência no concerto de Queen e em Setembro também há Imagine Dragons. Umas das minhas bandas de eleição - os Snow Patrol - vai actuar já no dia 12. E para o ano estão no Campo Pequeno em Fevereiro em nome próprio. Não há fome que não dê em fartura! Como sei que têm álbum novo tenho andado a devorá-lo em loop, ajudado pela minha mania de tentar fazer tudo o que seja tarefas domésticas com música de fundo, sobretudo aquelas relacionadas com a cozinha: estender/apanhar roupa; tirar/meter a loiça na máquina; etc.

O álbum começa assim:


"Life on Earth"
Snow Patrol
 
(...)
"It shouldn't need to be so fucking hard
This is life on earth
It's just life on earth
It doesn't need to be the end of you, or me
This is life on earth
It's just life on earth"


(...)

E continua assim:



"Don't Give In"
Snow Patrol
 
(...)
"Don't give in
Don't you dare quit so easy
Give all that you got on the soul"

(...)

Porra, que esta malta voltou em grande estilo! E inspirado pelas letras destas músicas - e do resto do álbum - hoje de manhã fiz-me à estrada e fui correr! Um treino em ritmo de Maratona e com muito calor, mas aquele calorzinho bom que eu gosto tanto de apanhar!


Em breve falo de outra banda pela qual me apaixonei novamente nos últimos dias e que também tem estado em loop sucessivo na minha playlist caseira. E são portugueses, já agora!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Haja pernas!

O plano de festas para a segunda metade do ano é mais ou menos assim:









E como ainda há fins de semana livres, há espaço para:
- um possível trail em Setembro. Sim, uma cena dessas!
- mais duas Meias Maratonas em Outubro, sempre para serem feitas em ritmo de treino longo.
- o Grande Prémio de Natal em Dezembro, se ainda tiver coragem...
- uma prova "mistério" onde só vou decidir se me inscrevo depois de saber a data.
- a São Silvestre de Lisboa, pelo convívio e para fazer um trocadilho espectacular!

Peço-vos... Se me virem cair para o lado, parem o meu relógio e façam upload no Strava, ok?
Obrigadinho!

domingo, 24 de junho de 2018

"...em Setembro conversamos."

Em Março, no rescaldo daquela prova única que foi a Meia Maratona do Eixo Norte-Sul, escrevi o seguinte:

"Foi a minha 15ª Meia Maratona e foi a 5ª que terminei abaixo das duas horas. E se a ideia é apagar resultados menos conseguidos do passado, então alguém avise a Meia das Lampas que em Setembro conversamos."

Como sou pessoa de cumprir com as minhas promessas, a inscrição foi feita a meia da semana e paga hoje. Será sempre feita já bem dentro da preparação para a Maratona do Porto em Novembro, mas com a ideia de fazer melhor do que fiz na única vez que tive o prazer de estar presente nesta prova.

42ª edição - número mítico!


Depois há várias particularidades que me faziam querer regressar este ano como o facto de ser a edição número 42. E o facto da prova se realizar nas proximidades do meu aniversário faz com que tenha por ela uma estima particular. Num destes anos há-de calhar no próprio dia e desconfio que lá estarei nessa edição. Este ano há outra novidade interessante: a Meia Rampa!

Quem conhece o percurso sabe que passamos pela meta aos 13km, portanto este ano vai haver uma prova exactamente com essa distância para quem não se quiser aventurar na Meia Maratona. Assim de repente, e sem fazer grandes pesquisas, desconfio que seja a única prova de estrada desta distância no calendário. E quem "só" fizer este percurso já fica com uma excelente ideia da razão pela esta prova é carinhosamente apelidada da Meia das Rampas. Para quem não conhece, a altimetria dos 21km é assim:

Lindo!!

Vamos a isso, que o meu plano de treinos para o Porto é de 20 semanas e já começou na segunda-feira sem eu ter reparado. Querem vir às Lampas? Vejam aqui, vá.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Próxima paragem...

... não são as Fogueiras.

Ainda se lembram disto? Hoje foi divulgada nova edição em Lisboa, portanto voltei a pegar na troca de e-mails quando reclamei e onde me disseram que me iriam ressarcir pelo acontecido, mas a coisa ficou assim em águas de bacalhau sem nunca ser concretizada. Pedi a oferta da inscrição e o pedido foi prontamente aceite. Lá está, não é pelo valor que são só 3€, mas gostei que tivessem mantido a palavra e também há que destacar essa abertura.

Portanto... pronto... Siga!


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Não há tempo para respirar

A prova de domingo está feita. Resta aguardar pela reunião para balanço final do evento.
A nossa reunião está feita, os próximos eventos estão em marcha: já neste domingo, já na próxima 5a feira (estou nervoso por antecipação, confesso), talvez em Setembro, de certeza em Outubro, de certeza no Natal e no Fim de Ano novamente.
E eu com vontade de me meter numa brincadeira à parte para Agosto, mesmo sabendo que é meio utópico e logisticamente complicado.

No meio disto tudo há uma Meia Maratona para fazer na Régua e eu começo a achar que a prova terá sempre um elemento extra de dificuldade ao qual não consigo escapar. Em 2016 aconteceu durante o mês de Maio tudo aquilo que alguns de vocês sabem e que não vale a pena recordar. Pimba, desisti ao km 15. Em 2017, na 5a feira antes da prova torci o pé durante o último treino e as palavras mágicas da nossa enfermeira juntamente com toda a força que recebi levaram-me a terminar batendo o meu record pessoal, já melhorado entretanto. Em 2018, também na 5a feira antes da prova, não consegui ir trabalhar devido a... problemas... intestinais... e nem sequer me senti com energia para um derradeiro treino ao fim do dia juntamente com a equipa. Talvez consiga fazer uns quilómetros amanhã, caso contrário será uma semana sem treinos. Se assim for, vamos acreditar que era o descanso que as minhas pernas precisavam neste fim de mês vertiginoso.

O que vale é que passei o serão a ouvir Mamonas Assassínas e isso é o suficiente para me dar a dose de parvoíce diária que preciso, deixar-me com um sorriso nos lábios e cheio de energia. Se calhar ainda os levo na playlist para o Douro Vinhateiro!

Agora vou ali lançar mais uns convites para dia 31 para poder estar - ainda mais - entre amigos.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Eurovision Song Contest 2018

Bem, também fui apanhado pela febre da Eurovisão e perante a impossibilidade de ter bilhetes para a final ou até para uma das semi-finais, a alternativa foi ir ver um dos ensaios a meio da tarde. A coisa é toda feita de forma profissional e o bilhete só custou 5€, portanto é uma forma pacífica de ter um cheirinho deste louco mundo por dentro.








Foi um espectáculo interessante de se seguir, com imensa pirotecnia e fogo dentro do Pavilhão Atlântico (nota-se que sou velho e não digo Altice Arena) e com muita animação fora dele. Incrível a quantidade de gente que isto movimenta e a maneira fervorosa como muitos vivem a Eurovisão e se vestem "a rigor" para a ocasião. 

Penso que Portugal tem estado bastante bem como país organizador - e há que aproveitar que provavelmente nunca mais teremos essa possibilidade - e do que tenho visto a Filomena Cautela tem tido apontamentos fantásticos, sem desprimor para as restantes apresentadoras.

Gostei da Austrália (entre outras) embora tenha a noção que a "Beyoncé" cipriota vai ganhar aquilo. Fiquei tremendamente desiludido com a Suécia. Costumo gostar das músicas que levam, uma delas já passou aqui por este cantinho, mas este ano tive que gramar com um "Justin Bieber".

Para a vossa consideração por mim não descer assim muito drasticamente à conta deste post, à noite ainda houve energia para mais um treino que teve novamente convidados de luxo e que encerra assim um ciclo que me deu um gozo tremendo a organizar.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Maio

Começou hoje mais um mês de Maio. Um mês que me dá vários motivos para me sentir orgulhoso, vários motivos para festejar, mas também vários motivos para me deixar deprimido. Espero chegar à noite do dia 30 e que a balança tenha pendido de forma clara e inequívoca para o lado bom.

Tenho planeados 62 quilómetros de provas, mas que poderiam ser 77 caso tivesse ido hoje fazer a Corrida 1º de Maio em vez de vir trabalhar. São quatro fins de semana e quatro provas previstas:


06/Maio - Meia Maratona de Setúbal



Não estava nos planos este ano, mas apareceu-me um passatempo à frente e eu não me fiz rogado e um daqueles dorsais teve que ser meu. Vai ser a minha estreia na prova e será uma oportunidade de tentar juntar uma corrida a um bom passeio. Possivelmente com choco frito ao almoço.


13/Maio - Corrida Hovione



Uma prova de 10km nas redondezas de Lisboa por 5€ e com caminhada gratuita é um bom cartão de visita. Será apenas a segunda edição da prova e é outra zona onde nunca corri. Vou ficar a conhecer melhor o Parque da Cidade de Loures. Também vai ser a minha estreia na prova.


20/Maio - Corrida Cidade de Alverca



Sou e espero continuar a ser totalista na prova. Correr na pista é um privilégio, mas também é um desafio porque aqueles 2 ou 3 quilómetros por lá parecem ser 10! A malta da organização é porreira, garanto!


27/Maio - Meia Maratona do Douro Vinhateiro



Será o grande objectivo deste mês. A paisagem é deslumbrante e a viagem vai valer a pena pelo convívio. Para quem só queria ir lá uma vez, será o terceiro ano consecutivo a marcar presença. Já saí de lá a sentir-me completamente miserável e no ano seguinte fui lá bater o meu record pessoal na distância, dias depois de ter torcido um pé num treino. Este ano é para desempatar. Para o lado bom, espero eu.


Pelo meio há que fazer uns treinos, não é? Um será já hoje!
E vocês, por onde vão andar correr este mês?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Do fim de semana passado

Gostava de ter feito a minha estreia na Meia Maratona de Cascais. Ainda não foi desta. Continuo com uma espinha na garganta chamada 20km de Cascais onde estive presente duas vezes e em nenhuma delas fiquei satisfeito com a minha prestação final. Um pouco como acontecia com o Fim da Europa. Pelo menos no ano passado não fui por lesão e este ano não fui por opção.

Surgiu então a possibilidade de ir em trabalho. Ou em "trabalho", carolice, chamem-lhe o que quiserem, mas essa hipótese caiu por terra a meio da semana. Não fui, pronto. E no domingo à noite estava a ver em loop as fotos (que podia ter sido eu a tirar) da prova e a descobrir amigos e caras conhecidas que estiveram presentes. Para o ano não pode falhar. Mesmo!

Não havendo prova no domingo autorizei-me a abrir uma garrafa de vinho no sábado. Se é certo que estou a falhar redondamente no desafio de atravessar o mês de Fevereiro sem açúcar, já há muito tempo que tem sido raro beber algo que não seja água - ou uma Coca-Cola Zero lá pelo meio para matar o desejo. Tendo em conta que só aos fins de semana é que cometia um desvario destes, agora o mais normal é pensar que "ah e tal, tens prova amanhã, guarda isso para depois da corrida". Sábado lá meti uns quantos graus no bucho:






Ora, não ter prova no domingo não significa que não se corra. Assim sendo, fiz-me à estrada com o desafio de correr uma distância maior do que a graduação do Vila Ruiva. E consegui.



Por este prisma é beber uns shots valentes de Absolut Vodka antes da Maratona do Porto.
Tem quarenta graus, caso se estejam a perguntar.

É certo que fiquei ainda longe da Meia Maratona, mas como às vezes sou masoquista fui fazer recuperação activa e eliminar o ácido lático de tarde no... IKEA. Minha amigas e meus amigos, muito arrependido estou por não ter metido o relógio a contar, tal foi a velocidade a que aqueles corredores labirínticos foram ultrapassados! Sinto que nunca passei tão pouco tempo às compras lá dentro. E consegui sair de lá apenas com mais dois pequenos artigos do que originalmente planeado! Isto é quase como ganhar o EuroMilhões! Vocês sabem do que eu estou a falar, não sabem?

Missão cumprida! A Bia tem um cantinho novo só dela no móvel da entrada!

Fevereiro tem sido um mês historicamente complicado para mim em termos de treinos e confesso que à mais pequena oportunidade opto por me baldar... mas por outro lado quando vou é para treinar a sério. Também ajuda o facto de ainda ter alguma margem de manobra até às provas onde quero mesmo fazer boa figura. Se é para estar mais calão que seja agora porque, deixa cá ver... assim de repente a próxima prova na qual estou muito focado é daqui a cerca de duas semanas, no dia 1 de Março!

domingo, 21 de janeiro de 2018

O regresso ao Trail

Todos nós temos, com maior ou menos regularidade, aquele sonho em que estamos a cair e de repente acordamos, certo? Nos últimos tempos tem sido recorrente acordar assim a meio da noite ou até pouco tempo depois de ter adormecido. Ora o que a minha mente fez foi adaptar este sonho (ou devo chamar-lhe mesmo pesadelo?) às minhas próprias circunstâncias: no meu sonho eu estou a andar/correr e começo a cair até ao infinito porque torci o pé.

Foi precisamente num trail que eu tive uma das minhas maiores lesões precisamente porque torci um pé. Mas também já me aconteceu o mesmo num treino de estrada - poucos dias antes da MM Douro Vinhateiro - e no primeiro treino que fiz este ano. Foi só susto em ambos estes casos.

A minha gritante falta de jeito para andar em percursos que não sejam de estrada afasta-me constantemente de trails e faz-me torcer... o nariz quando sei que é esse o destino. Raramente alinho quando são treinos de equipa e meter-me em provas então está quase fora de questão. Tenho uma falta de confiança brutal quando estou perante uma descida mais pronunciada que, no entanto, é quase inversamente proporcional à tranquilidade com que encaro as subidas.

Não entrei em 2018 com particular vontade de mudar esta minha apetência para o trail, nem faço disso nenhuma espécie de resolução de ano novo, mas a verdade é que a equipa marcou um treino de trail especial para hoje e eu não hesitei em estar presente. Na ementa estavam previstos 20km com a menor quantidade de alcatrão possível. Estava entre amigos e sem pressão portanto sabia que ia ter ajuda em caso de necessidade. Foi curiosa a festa que a malta me ia fazendo à medida que ia chegando. Muitos nunca me tinham visto com coisas como ténis de trail nos pés e mochila de hidratação às costas. A gata cá de casa também mostrou a sua estranheza relativamente à mochila tanto ontem quando a preparei como hoje quando me veio fazer companhia enquanto me equipava.

O que aconteceu durante aqueles quilómetros foi aquilo que esperava. Tive dificuldades em algumas descidas, mas de facto só numa é que precisei de apoio extra por ser íngreme e estar enlameada. Depois não me poupei nas subidas e tentei correr todas as que pude. Uma espécie de preparação para o Fim da Europa. E o desfecho final foi que... gostei. Não estou surpreendido, a minha aversão ao trail nunca foi tanto pelo trail em si (as imperfeições técnicas a descer corrigem-se da mesma forma como uma pessoa em estrada tenta melhorar a maneira como corre em empedrado, por exemplo) mas sim por outras questões que me fazem associar trails e pensamentos e momentos negativos. Um pouco como o Alex na Laranja Mecânica ser submetido a um "tratamento" que consiste em associar imagens de violência à Nona Sinfonia do Beethoven que ele tanto adora. 

Isto não significa que a partir de agora vou passar a inscrever-me que nem louco em trails - apesar de estar nos planos fazer um este ano - mas é um passinho para os voltar a olhar de outra forma. Porque o importante são sempre as pessoas com quem partilhamos estes momentos e que nos fazem felizes e os trails em geral não têm culpa da maneira como eu os passei a observar nos últimos dois anos, mais coisa menos coisa.

Fiquem com algumas das imagens. Acreditem que isto ao vivo é imensamente mais bonito!




Uma boa semana para todos!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

"When you can't keep going, go faster!"

Foi com este lema que hoje calcei os ténis e saí à rua para correr, naquele que foi o meu primeiro treino depois da não-ida a Peniche. E para ser ainda mais masoquista fiz um treino com séries. E passei exactamente pelo mesmo sítio onde torci o pé neste mesmo treino de séries há 15 dias atrás, mas tive o cuidado de ver onde estava a pisar. Curiosamente, acho que era o mesmo carro que lá estava estacionado.

Era para ter ido logo na 2a feira, mas a coisa não se deu e ontem não pude ir ao treino da equipa porque estava em actividades extra-curriculares que ainda devem ter direito a um post também. Não podia passar de hoje, apesar de várias serem as possibilidades de desculpa para não ir. O vento frio, os stresses, a Manuela Moura Guedes poder estar a passar por aqui a caminho de uma consulta. Felizmente fui impedido impelido a sair de casa pouco depois de ter chegado. Música a bombar nos ouvidos e lá fui eu.

O treino teve 11km, com uns circuitos de séries pelo meio em três pontos diferentes do percurso. Rolar antes do primeiro, rolar no caminho entre os três locais, meter alguma altimetria pelo meio, rolar após o último. E dar tudo, mas tudo nas séries. E sentir-me como o próprio Zatopek, guardando fazendo o melhor tempo na última série, tal como ele fazia na última volta das suas provas de 5000 e de 10000 metros (Baptista, ia a meio do livro, mas como já não me lembrava exactamente onde tinha ficado decidi voltar a ler desde o início com o mesmo entusiasmo da primeira vez!)

Deixei a frustração de domingo marcada no equipamento. Festejei o fim do treino como se estivesse a passar uma meta. Parvoices. Amanhã há mais.

E domingo vou voltar a calçar estes... Wish me luck.