sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Dúvidas existenciais - sim, este post fala novamente de corridas!

Ontem foi dia de ir levantar dorsal para a Meia Maratona de Lisboa - e nem vou falar do meu estado de espírito com todos os preparativos para a Maratona de domingo. Na SPORT EXPO – Feira do Desporto e Lazer que está na sala Tejo do Pavilhão Atlântico da MEO Arena estavam vários stands de vários patrocinadores e afins com ofertas, promoções, passatempos e descontos.
Ia fisgado em ver os Flipbelts ao vivo - não conhecia e numa prova recente tinha recebido dentro do saco do dorsal um voucher para os poder encomendar online com oferta dos portes de envio. Sabia que iam estar em promoção e era uma boa maneira de os poder experimentar, sobretudo para perceber o tamanho certo e se, de facto, valia a pena ter um. E não é que gostei mesmo? Com a promoção que tinham ficou a 20€ (40€ por dois, um para mim e o outro para outra pessoa que também estava interessada). Não sou de usar cores garridas, portanto trouxe em cinzento e já o usei no treino de ontem. Sim, porque não se estreia nada em provas! Regra de ouro!

Depois veio o stand da Adidas e aí é que eu me ia perdendo... Convenceram-me a experimentar os Adidas Ultra Boost que estavam em destaque (com oferta da personalização com o nosso nome e tudo) e, meus amigos, aquilo é um conforto do caraças. Estive um bocado a correr com eles lá - sim, na rodinha do hamster, no comments - e estive a um passinho de lá deixar os meus ténis e sair a correr porta fora com os Adidas. Ainda estive uns bons 20 minutos à conversa com um funcionário
sobre as virtudes dos ténis e fiquei verdadeiramente tentado. Pena que só faziam 10% de desconto naqueles (e 20% em todos os outros). Saí de lá com ideias para o Natal e com duas dúvidas existenciais:

1- Preciso mesmo de uns ténis tão topo de gama para 2017?
2- Vermelhos ou azuis?



Quando percebi que isto das corridas era para ser a sério tive outra dúvida entre Adidas e Asics. Ganhou a Adidas e em equipa que ganha não se mexe, portanto quando renovar o meu calçado vou manter-me na marca. E não é que assim que comecei o treino ontem à noite - com os meus Sonic Boost - o meu joelho esquerdo doeu-me na primeira passada e assim ficou durante o primeiro km. Foi falta de aquecimento ou foi queixa por já não estar com aquelas pantufas que experimentei na loja?

Diz que domingo vou fazer uma maratona antes da Meia Maratona, mas isso são conversas para outro dia.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

"Sometimes it's as simple as that!"

Os Kaiser Chiefs estão ali no topo das minhas bandas de eleição. Esta música em particular arrepia-me. Há quem tenha "comfort food". Eu tenho uma "comfort song". Deixo-a aqui em dose dupla.





"Hello, we are the Kaiser Chiefs. This song is called Coming Home, it's about 3:30 and it's about... coming home. Read into it what you will!"



"If you try to write a song that was aimed for everybody you would always fail, so you have to write about yourself, what is personal to you and then it can connect with other people. It's called Coming Home because it was about us coming home. Sometimes it's as simple as that."

 

 

Kaiser Chiefs - Coming Home

Do you wish you hadn't stayed all night?
Do you wish you hadn't gotten so high?
Do you wish you hadn't come? Oh no, gotta go

Do you wish you wasn't half past gone?
Do you wish you didn't last that long?
Do you wish you hadn't come? Oh no, gotta go, gotta run

May I remind you,
May I remind that you've got nowhere to go,
So I'm standing beside you,
Standing beside you 'til you find our way back home

We're coming home,
We're coming home,
Light a fire
We're coming home.
We'll write it down,
We'll write it all down

And we're dancing on the finest line,
Between the chance of the time of our lives,
Wishing you were done, oh no, gotta run

And we're choosing not to make that choice,
And we lose our shoes and voice,
But we have a lot of fun on the way, wanna play?
Gotta come!

May I remind you,
May I remind that you've got no where to go,
So I'm standing beside you,
I'm standing beside you 'til you find our way back home
We're coming home,
We're coming home,
Light a fire

We're coming home.
We'll write it down,
We'll write it all down
We're coming home,
We're coming home,
Light a fire

We're coming home.
We'll write it down,
We'll write it all down
Then it all comes flooding back to me,
Like a forgotten melody from a dream
Then it all comes flooding back to me,
Like a forgotten melody from a dream
Then it all comes flooding back to me,
Like a forgotten melody
We're coming home,
We're coming home,
Light a fire
We're coming home.
We'll write it down,
We'll write it all down
We're coming home,
We're coming home,
Light a fire
We're coming home.
We'll write it down,
We'll write it all down

domingo, 25 de setembro de 2016

Pessoas

"As pessoas são seres difíceis..." e "Era matá-los a todos!" são duas frases típicas de duas boas amigas. A primeira de uma ex-colega de trabalho - crescemos muito juntos naquelas 4 paredes durante os anos em que formámos uma boa dupla de trabalho - e a segunda é da minha colega de departamento e colega de desabafos mútuos durante o dia.

Ora, se no trabalho dá para sair do escritório e desligar, o mesmo não acontece fora dele.

http://4.bp.blogspot.com/--sAuCJNkb_c/UgmnGZuWAEI/AAAAAAAAA4U/xFXan-G5JKs/s1600/ForAnnoyingPeople-952.jpg 

Há no mundo da corrida uma empatia quase imediata entre a malta. "Ai tu corres? Então és boa pessoa!"  Isto significa que quando somos atraiçoados por pessoal com quem estamos habituados a treinar a coisa custa mais do que seria de esperar. As marcas que ficam são brutalmente maiores e as dores demoram a sarar. E hoje foi dia de dores. Ou, melhor dizendo, foi um dia que pode fechar um ciclo de dores e abrir caminho a dias mais radiantes. Ou então não, já só estou a escrever pensamentos soltos e sem filtro.

Só peço para me lembrar sempre disto, em momentos de crise:

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Receita

Griponal, chá de gengibre e limão, Brufen, Claritine, leite quente com mel.
E se calhar logo ainda acrescento xarope de cenoura com açúcar para recordar os tempos de criança.

Juntar tudo e misturar bem.

Ou atingo o Nirvana ou todos estes ingredientes não passam de um Placebo.

Posso não ficar bem curado, mas pelo menos fico com boa música.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

How I Met Your Mother

Sou um fã de comédias, sejam filmes ou séries. Sou um fã de piadas parvas e secas. Faço-as a toda a hora, criando sempre uma reacção de silêncio ou de fortes gargalhadas à minha volta. É mais forte do que eu, não consigo evitar.

Uma das minhas séries favoritas é precisamente o How I Met Your Mother. Já devo ter visto e revisto todos os episódios mas sempre que a série está a dar na tv fico a ver e cometo a proeza de rir sempre com as mesmas piadas, mesmo já as conhecendo de cor e salteado.

Agora a ironia da coisa é hoje ter revisto este episódio... Seriously, pá?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Wine Run, o resumo

Agora que a ressaca começa a desaparecer e as dores de cabeça estão a acalmar, já consigo falar sobre a prova. Começou logo mal quando fomos levantar os dorsais e a jovem que os entregou disse que tínhamos ar de quem tinha ido a Alenquer para correr. Calúnias!

Éramos 4 e ao estacionar descobrimos outro conterrâneo e amigo que também tinha acabado de chegar, portanto ficámos todos juntos no resto do evento. A partida era feita em grupos de 10 pessoas, meramente para facilitar nos abastecimentos evitando assim grandes engarrafamentos. O dia estava óptimo, um sol muito agradável e um ambiente de festa. Para além disso, foi também um bom dia para rever outros companheiros de estrada e até conhecer novas amizades.

Feito o briefing inicial partimos rumo às vinhas. Por sorte fomos o segundo grupo a partir portanto íamos com imenso tempo para desfrutar de todo o percurso e de tudo o que nos esperava. Mas... logo aos 600 metros houve um momento de trail com uma descida íngreme para passar o rio e uma subida do outro lado, daquelas que até tem cordas para ajudar a subir. Quer dizer, eu fujo do trail das Dores para a semana e vou-me meter ali. Felizmente ainda foi antes dos abastecimentos, caso contrário...

Todo o trajecto era bastante engraçado, pelo meio das quintas e das vinhas. E até fizemos a prova sempre em bom ritmo, provavelmente para chegar o mais depressa possível ao próximo abastecimento. Ora, a cada abastecimento a que chegávamos ficávamos mais tempo lá parados. No último então foram uns bons 25 minutos e três copos de vinho tinto. E quem me conhece sabe que eu nem sequer aprecio tinto... Fiquei fã destes, tanto o branco como o rosé:



As tapas eram bastante boas - só não gostei particularmente de uma delas - e os vinhos muito agradáveis e trouxe algumas boas referências. Ficou prometida ao Chef João Simões uma visita ao Casta 85. A melhor tapa de todas foi este espectacular Torricado de Codorniz:


Acabei por repeti-la (em formato maior) no final da prova. Maravilha!

Saímos de Alenquer já a suspirar pela edição do próximo ano - e prontos a reclamar caso não aconteça! Foi das tardes mais agradáveis que passei nos últimos tempos. Correr e brindar, entre velhos e novos amigos. Venha a próxima! Infelizmente, como dizia um de nós, vamos ter que nos contentar com abastecimentos de Isostar e coisas semelhantes.



Prova nº 44 - Wine Run Alenquer 2016 - 12,5km - 01:17:14 (a correr) - 01:56:57 (total)

Wine Run

E tarvalhare abanhã? Naum vai sere nahda faxil. poizé?

domingo, 18 de setembro de 2016

Este domingo vai passar a correr


Há dias tinha falado numa loucura. Inscrevi-me para a Meia Maratona de Montejunto, prova que me pareceu muito semelhante à Meia Maratona das Lampas mas ainda com um desnível final maior, sendo que a primeira metade parecia sempre a descer e a segunda sempre a subir. Inscrevi-me e estive até ontem à noite a pensar se pagava a inscrição. Não paguei.
Não tinha contado a ninguém e era daquelas coisas que ia fazer e depois me iriam perguntar "tu fizeste o quê?" num misto de admiração e de reprovação. :)

A esta hora estaria exausto mas a aproveitar o almoço que fazia parte da inscrição. Paciência.

Entretanto quando decidi não ir comecei logo a pensar em alternativas para esta manhã porque, sem compromissos pessoais e familiares seria um dia ideal para fazer um treino longo. A malta da minha equipa tinha combinado um trail aqui na zona para se prepararem para o trail das Dores para a semana, mas decidi logo que não iria com eles. De há uns tempos para cá que evito os trails, mesmo que sejam "em casa" e em ritmo de treino. Coisas da vida.

Aqui os "nossos vizinhos" do lado iam fazer um treino com partida na Expo (ou em Sacavém) pelas 7:00, mas tive receio do ritmo deles. Pelo que já vi fizeram 26km.

Exclusivamente por minha culpa percebi também que a ideia de acordar cedo e tentar sair pelas 8:00 ia ser difícil mas mesmo assim tentei projectar um percurso que me permitisse fazer muitos kms mas sem me afastar muito. Havia um evento de ciclismo aqui na zona, pelo que meter-me à estrada e fazer o percurso habitual dos treinos longos ia ser mais complicado hoje.

Acordei às 7:30 com o despertador. Fixe. Depois adormeci e acordei às 9:45. Não tão fixe!
Mesmo assim saí de casa pelas 10:30 e meti-me ao caminho. Fazer 25/30km já era... fazer 20km ainda era possível mas a esta hora o calor começou a apertar portanto fui reduzindo o objectivo final e fiquei-me pelos 13km, mas merecia castigar-me e ter feito mais. Veremos no próximo domingo. Com a montanha de gente que vai para as Dores em Santarém tenho todas as estradas das redondezas só para mim!

Próxima paragem: Wine Run, Alenquer. Hoje, às 17:00. Serão 12,5km para brincar e brindar.

sábado, 17 de setembro de 2016

Fila do supermercado, hoje de manhã

Um casal já na flor da 3a idade atrás de mim:

Ele: Vamos para aquela fila, das grávidas, não está lá mais ninguém a seguir.
Ela: Vamos nada. Eu não estou grávida.
Ele: Não estás, mas podias estar. Como é que a rapariga da caixa sabe se estás? Nem ela tem nada a ver com isso!
Ela: (silêncio)

(30 segundos depois)

Ela: Oh menina, podemos passar para essa caixa depois de atender essa cliente?
Funcionária: Não, minha senhora, se reparar a caixa é de atendimento exclusivo para grávidas e a senhora não está.
Ela: Olhe, não estou mas já estive, ora essa!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

B2Run Lisboa 2016

Passatempo ganho ontem, prova feita hoje!

Resumidamente trata-se de uma prova para impulsionar o espírito de equipa dentro do mundo empresarial e é feita também numa vertente de networking entre empresas. Tendo em conta o mercado com que trabalho (e as actuais contenções de custos) não era prova para mim, apesar de ter bastantes colegas que também têm o bichinho da corrida. No entanto, quando vi o passatempo concorri e já que ganhei aceitei o desafio.

Foi uma sensação estranha entrar na MEO Arena e ver imensos grupos de colegas de várias empresas chegarem e eu estar ali "sem equipa". Levei a nossa camisola e vesti a do patrocinador por cima e depois de já ter dado umas voltas pelo recinto passa por mim a pessoa que me ligou ontem e pergunta-me se não me ia juntar a eles no stand. Foi o quebrar de gelo que precisava, aliado ao facto de me ter tratado por tu, coisa que muito me agradou. Juntei-me e aos poucos comecei a sentir-me mais integrado. Depois comecei a conhecer algumas caras que foram chegando e foi porreiro estar à conversa com a malta. Por momentos parecia que trabalhava com eles há anos. Acabei por estar muito tempo também à conversa com outro dos vencedores do passatempo que pertence ao Correr Lisboa e a trocar histórias de provas. Companheiro, espero por ti para o ano nas Lampas e havemos de nos encontrar por essas estradas fora!

A animação começou com zumba. Ainda bati o pé um bocado, mas para mim zumba só na caneca, ora na caneca zumba... Continuou com um aquecimento que até pareceu ser bastante completo mas que acompanhei à distância portanto só fiz metade enquanto alternava com fotos e vídeos que hão-de aparecer algures nas páginas da "minha" equipa. Estava a ficar imenso calor lá dentro portanto a malta acabava por aquecer.

Mais conversa sobre provas, sobre maratonas, sobre corridas e hábitos que temos durante os treinos e finalmente começou a prova. O percurso, admito já, foi mau. Havia várias bandeiras do evento a identificar o trajecto mas tendo em conta que íamos fazer retorno em dois locais distintos era importante haver uma separação física. Acabámos por fazer o primeiro retorno e ter atletas a correr à nossa direita e à nossa esquerda. Do outro lado, junto à ponte Vasco da Gama, o retorno foi feito por uma zona apertada onde a escolha era chocar de frente contra quem ia em sentido inverso ou bater com as canelas, joelhos e pés nos bancos de jardim. É certo que se trata de uma primeira edição, mas é claramente algo a rever.

Sendo uma prova tão curta - e eu disse que não fazia mais nada deste género até à Maratona - a ideia foi manter um ritmo rápido, de preferência nos 5min/km e mantê-lo até ao fim. Foi mais ou menos o que aconteceu e acabei com 5:06min/km no final. Seguiram-se mais momentos de convívio e até senti que o pessoal no stand ficou positivamente surpreendido quando me viu chegar - não muito longe dos primeiros da equipa e à frente do boss.

No final, havia catering para todos e a minha parte ali estava feita. Agradeci a oportunidade e recebi elogios de volta, num misto de cortesia com agradecimento por ter representado dignamente a camisola que vesti.

Da parte que me toca esta prova não acrescentou nada à minha preparação, mas também não a prejudicou. Foi uma experiência diferente, apenas. 5a feira é dia de treino no grupo e prescindi disso hoje. Estavam planeados 10kms com alguma inclinação, à semelhança da semana passada mas acho que acabou por ser um treino mais soft.

No fim de semana há a Wine Run - são 12,5kms mas é para relaxar - e há a possibilidade de fazer um treino longo a sério. Veremos, veremos.

Ah, e quando estava a sair da Meo Arena recebi uma chamada a confirmar que ganhei um dos dorsais que falava num post anterior. Meia Maratona Rock 'n' Roll Lisboa, cá vou eu.

Prova nº 43 - B2Run Lisboa 2016 - 6km - 00:30:41

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Apetece-me...

... fazer uma maluquice, daquelas que só partilhamos com a malta depois de feita!

Mas valha a verdade, ontem cheguei a casa e apeteceu-me comer batatas fritas de pacote.

(E comi! Não me censurem, eram Pála-Pála!)

Passatempos

Há muitos, muitos anos atrás, tinha dois colegas de faculdade que passavam a vida a ganhar passatempos. Bilhetes para concertos, CDs novos, etc. Diziam eles que para ganhar é preciso participar e nem toda a gente tem paciência para isso. E tinham razão.

Há menos, menos anos atrás comecei a participar em passatempos. Já ganhei algumas coisas, também na onda de CDs e DVDs e bilhetes para algumas ante-estreias no cinema. Cheguei a ter um Excel onde apontava as coisas a que concorria e as datas de atribuição de prémios, mas nem uma semana durou. Deixei de apontar e depois deixei novamente de concorrer a coisas. Às vezes é falta de tempo, outras é mesmo a tal falta de paciência, sobretudo se a participação for complexa. Faz like aqui, partilha isto ali e identifica 42 amigos. E por fim há sempre o puro desconhecimento do passatempo em si. A verdade é que vale sempre a pena participar e, por exemplo, tenho uma colega de trabalho que recentemente ganhou por sorteio uma viagem à Tailândia depois de ter que andar a cuscar twitters e instagrams de "celebridades" da nossa praça para poder responder acertadamente às perguntas.

Ultimamente aquilo que ganho acaba por estar relacionado com as corridas: uns calções aqui, um dorsal ali, enfim. E escrevo isto numa semana em que:

- participei numa prova com um dorsal oferecido;
- devo ganhar um dorsal duplo apenas por clicar num botão que dizia "Pedir Dorsal" (true story!)
- ganhei um dorsal duplo por pedir uns likes a amigos. E nem foram precisos muitos.

E, para terminar em beleza, recebi hoje uma chamada de um número que não reconheci. Estranhamente atendi apesar de achar que era telemarketing. Uma voz simpática pediu-me para confirmar o meu nome e disse-me de onde ligava. Eu hesitei, desconfiei e respondi a medo porque é uma empresa que não faz telemarketing nem tenta vender cartões de crédito. Resultado final: ganhei um passatempo no qual concorri no início da semana. Acabei a pedir desculpa pela minha desconfiança à voz do outro lado porque tinha concorrido sem qualquer esperança de ganhar e nem me lembrava quando eram anunciados os vencedores. Se ganhei, vamos a isso! :)

Próximo passo: ganhar o EuroMilhões! (por favor?)

domingo, 11 de setembro de 2016

Meia das Rampas

Prova que não estava originalmente no meu calendário para 2016, mas que sempre tive interesse em fazer. Deu-se a possibilidade de lá ir e nem hesitei.

Como já tinha dito, depois de Tagarro todas as minhas provas até à Maratona são de maior distância e são para ser encaradas como um treino longo, pelo que o tempo final pouco interessa e a ideia é meter kms nas pernas com o aliciante extra da competição e de tudo o que está associado a participar numa prova. Esta tinha bolinhos e uma garrafa de vinho tinto no saco de ofertas e, tal como Tagarro, estava incluída nas festas anuais da localidade o que dava uma outra alegria às ruas.

Saí de casa estranhamente nervoso e isso notou-se porque assim que o pessoal entrou no carro se eu estava bem porque estava com um rosto fechado e ausente. Estaria ainda com o desfecho do Douro Vinhateiro na mente, tendo em conta que foi a última Meia Maratona que tinha feito? Talvez, não sei.

Ao chegar fomos buscar os dorsais e nem sequer entrei no espaço tal foi a quantidade de amigos com que me cruzei à porta. Foi bom para descontrair e entrar no espírito da corrida. Pelo meio, recebi pela segunda vez a recomendação de talvez não fazer os 20km de Almeirim dada a proximidade da Maratona porque nessa altura já deveria estar a reduzir a carga de kms. Quando dois amigos - já maratonistas - nos dão conselhos destes... Veremos.

Pequeno aquecimento e partida. Com tanto sobe e desce ia com a ideia de rolar a 6min/km, podendo ir aos 5 nas descidas e aos 7 nas subidas. Ainda nos primeiros kms disse aos meus colegas para seguirem sem mim que eu ia ficar para trás sem stress e geria o meu ritmo. Depressa vi gente a quebrar nas subidas iniciais mas consegui manter o meu ritmo planeado e ia-me juntando a quem tinha ritmo semelhante. Ah, e fui sempre na palhaçada para as fotos e sempre, mas sempre a aplaudir quem nos aplaudia ao longo da estrada. Estava ali para me divertir, acima de tudo! Aqui tenho também que destacar que a certa altura tínhamos uma faixa da estrada para nós e a outra para os carros em sentido contrário em marcha lenta guiados pela GNR. No meio do trânsito que se gerou havia rostos fechados dos condutores (que contrastavam com quem naquelas terriolas da zona tinha saído à rua ou estava nos quintais das suas casas) e notei que a única reacção positiva foi de uma caravana estrangeira (belga ou holandesa, não me recordo) que aplaudiu e incentivou os atletas. Pois.

Tudo correu bem até aos 15km. Nessa altura juntou-se muita coisa ao mesmo tempo: 
- uma longa fase de subida gradual e quase constante até cerca dos 18km;
- a falta de um gel para os kms finais (erro de principiante: esqueci-me de meter um no saco e por vergonha e orgulho não pedi nenhum à minha malta. Estúpido!); 
- o tempo mudar de forma drástica e o calor - não exagerado - da tarde transformar-se num céu muito nublado e carregado quase a pedir chuva. E um vento frio que me deixou a tremer e sem conseguir reagir. Bem tentava correr mas era impossível. Estava a ficar gelado e tive que andar algum tempo, intercalando com uns metros a correr sempre que alguém me ultrapassava e me dava força e dizia para os acompanhar.

Os meus kms a 6 transformavam-se em 7:30 e 8:00. (inserir aqui uma asneira ou uma interjeição de desagrado ao vosso gosto)

Finalmente entrei na recta final até São João das Lampas e aqueles 2,5kms já foram novamente mais a correr que a andar. O frio passou, até porque a estrada já era outra e mentalizei-me que era para acabar. Cheguei à meta com energia suficiente para pedir apoio e palmas a quem ainda lá estava e terminei ao meu bom estilo.

Ataquei a melancia no abastecimento na meta e fui ter com o pessoal que já tinha acabado. O melhor de tudo foi a massagem no final. Nunca tinha feito nenhuma após terminar provas e soube-me pela vida. Apesar de não ficar para as minhas zonas, insistiram que eu levasse um panfleto para casa e eu prometi a quem me massajou que eu publicitava o espaço. Como sou cumpridor daquilo que prometo, aqui vai: Palavras Tácteis, na Terrugem.

E pronto, venha a próxima. Agora há que recuperar e pensar que quebra é esta que me anda a dar nas provas aos 15km, quando nos treinos longos isto só me acontece já perto dos 20km. As questões acima explicam tudo? Não sei. É algo que tenho que descobrir. E depressa!
Acaba por ser uma prova agridoce... Fiz um treino longo cheio de altimetria, tal como queria. Não estava preocupado com o tempo mas mesmo assim devia ter feito uns 5, talvez até 10 minutos a menos.

Já encontrei fotos da prova - vejo-as com calma amanhã. Há classificação que ainda é só provisória mas o tempo final bate certo com o que tenho no relógio.

Prova nº 42 - Meia Maratona de São João das Lampas 2016 - 21km - 02:16:03

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Hoje não me apetecia nada

Mas foi assim. Bom treino para a prova de sábado!

10,4km          59:53          5:44/km


E éramos 24! Gosto tanto de termos casa cheia e de treinar com "montes de amigos"!



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Desafio

Escolher o vinho que se bebe à refeição de acordo com aquilo que vamos enfrentar durante o dia.



Hoje consegui. A casta e que é outra.

Sejam heróis em tudo o que fazem!


Måns Zelmerlöw - Heroes

Don't tell the gods I left a mess
I can't undo what has been done
Let's run for cover

What if I'm the only hero left?
You better fire off your gun
Once and forever

He said go dry your eyes
And live your life like there is no tomorrow son
And tell the others

To go sing it like a hummingbird
The greatest anthem ever heard

We are the heroes of our time
But we're dancing with the demons in our minds

We are the heroes of our time
Heroes, oh whoa
But we're dancing with the demons in our minds
Heroes, oh whoa

We are the heroes of our time
Heroes, oh whoa
But were dancing with the demons in our minds
Heroes, oh whoa

The crickets sing a song for you
Don't say a word, don't make a sound
It's life's creation

I make worms turn into butterflies
Wake up and turn this world around
In appreciation

He said I never left your side
When you were lost I followed right behind
Was your foundation

Now go sing it like a hummingbird
The greatest anthem ever heard
Now sing together

We are the heroes of our time
Heroes, oh whoa
But we're dancing with the demons in our minds
Heroes, oh whoa

We are the heroes
(We keep dancing with the demons)
(You could be a hero)

Now go sing it like a hummingbird
The greatest anthem ever heard
Now sing together

We are the heroes of our time
Heroes, oh whoa
But we're dancing with the demons in our minds
Heroes, oh whoa

We are the heroes of our time
Heroes, oh whoa
But we're dancing with the demons in our minds
Heroes, oh whoa
We are the heroes

terça-feira, 6 de setembro de 2016

35

De há três anos para cá que há uma tradição que me agrada: o Benfica festeja em Maio, eu festejo em Setembro. O número é o mesmo.


sábado, 3 de setembro de 2016

Publicidade

Como sou um gajo organizadinho nestas coisas gosto de encontrar quem também o seja, só para poder dizer que não sou o único maluquinho a tentar guardar históricos de tudo. E encontrei já há algum tempo este site que tem um projecto interessante de recolher informação sobre as corridas do calendário nacional, bem como as medalhas das provas e ainda disponibilizar links para álbuns de fotografias e para textos escritos por atletas sobre as corridas em que participam.

Deixo aqui o site para quem estiver interessado: http://www.runningandmedals.com/

Aproveito também para fazer uma referência ao blog de um amigo com quem é sempre um prazer encontrar-me nas várias corridas que fazemos: o João Lima. Para além dos textos sempre lúcidos e objectivos sobre as provas e treinos de preparação que faz destaco igualmente o histórico de provas que ele guarda no blog. Querem saber quem ganhou a Légua Nudista da Praia do Meco no ano passado ou quem ganhou a São Silvestre da Amadora em 1995? A informação está lá!

Nostalgia

Há dias - normalmente noites - em que me bate uma nostalgia enorme. Momentos em que abro o site onde registo os meus treinos e me ponho a pensar em cada um dos kms que corri naquele dia. Momentos em que abro o meu ficheiro de Excel onde guardo o meu calendário de provas e os meus registos de tempos e me ponho a olhar para o que já fiz e para o que ainda quero fazer. Sim, tenho um ficheiro de Excel com isso tudo. Posso ter uma pilha de roupa interior para dobrar e arrumar mas ai de mim se não actualizar o ficheiro assim que me inscrevo ou termino uma prova! Posso não me lembrar do que comi hoje ao almoço (arroz de tomate e filetes - e usei uma colher porque não levei talheres na mochila para o trabalho!) mas lembro-me perfeitamente da gargalhada que dei ao km4 do treino que fiz no dia 19 de Outubro de 2015. Ou pior, do último km da São Silvestre de Lisboa de 2015, prova onde fiz de lebre a uma colega até aos 8km, depois ela ajudou-me quando eu quebrei a subir a Avenida da Liberdade e nesse último km quando ela me disse para me ir embora a descer até à meta porque ela ficava bem e eu merecia ter um tempo melhor eu a agarrei pela mão e disse que se tínhamos começado juntos era juntos que íamos terminar a prova! O abraço depois da meta nunca se vai repetir. Hoje se nos cruzarmos na rua suponho que um de nós (e não serei eu!) corra para o outro lado da estrada para não nos falarmos. Enfim, estou a divagar.

Foi assim que o blog surgiu, porque tinha que escrever para mim mesmo pequenos apontamentos e recordações de tudo o que já vivi desde que comecei a correr. E escrevo mesmo para mim, para desabafar coisas que me vão na alma e que prefiro não partilhar em mais nenhum lado e com mais ninguém. Também por isso é que nunca divulguei o blog junto dos que me são mais próximos, mas quem me visita é sempre bem-vindo!

Hoje - agora mesmo - bateu-me essa nostalgia. Reli todos os posts do blog e só não fui ao meu arquivo de fotos porque aquelas que consegui recuperar do meu disco que pifou estão ali no disco externo e estou com preguiça de o ligar. Mas não preciso das fotos, consigo rever muitos momentos na minha mente. Vozes, imagens, alegrias e tristezas, tantas sensações boas e más. Tantos passos em frente, tantas voltas de 180 e de 360 graus.


É como este post. Ando às voltas e em círculos e vai acabar só por ser um episódio do Seinfeld: "a show about nothing".

Este post um dia há-de cruzar a meta. Hoje não é o dia.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

20km de Almeirim

Há uns tempos publiquei o link para esta prova na página da nossa equipa e a conversa que se seguiu foi esta:


Correr? Sim!
Correr com convívio a seguir? SIM!