quinta-feira, 5 de março de 2020

As minhas desculpas a todó Portugal

Enquanto nao tenho tempo para escrever sobre tudo o que tenho para partilhar com voces, deixo aqui o meu pedido de desculpas. Nada de depressoes, antes pelo contrário!


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Dia E

"We're coming home,
We're coming home,
Light a fire
We're coming home.
We'll write it down,
We'll write it all down"

sábado, 25 de janeiro de 2020

Sonhos...

Não são de abóbora, o Natal já passou, pá!
São daqueles que temos quando dormimos, mesmo que as horas de sono sejam poucas.

Esta semana, tal como diria Martim Luther King, tive um sonho. Não vos sei dizer em que dia foi, ou, neste caso, em que noite. De há uns meses para cá que sinto que estou sempre no mesmo dia, um dia infinito que se repete eternamente até à exaustão.

Há aqui alguém que se lembre do Nightmare on Elm Street? Não, nunca achei que fossem filmes de terror, até sempre me ri muito com eles. Uma das minhas cenas favoritas é esta. O Carlos tem um aparelho auditivo que o Freddy rouba e quando o devolve transformou-o num aparelho demoníaco que amplifica MUITO mais cada som... Isto é deliciosamente sádico!



 

Mas estou a divagar... Pego nas palavras do Robert Englund, actor que fez de Freddy Krueger em todos os filmes da saga, para melhor descrever como têm sido os meus dias. Infelizmente não consegui encontrar esta cena online.
 
“Nightmare 4 contains my favorite sequence in the entire franchise, and I’m not even in it! Alice is locking up for the night at the Crave Inn diner then she and Rick walk out to his truck, open the doors, and get in, and then … the sequence repeats … and repeats and repeats in a time-disorienting, continuous loop. The first time I saw it, I was spooked because it reminded me of how my nightmares tended to function. That repeating exit was the most hypnotic, disturbing, and accurate depiction of a dream I’d ever seen.”

Tudo isto para dizer que eu passei a semana inteira a tentar encontrar 5 minutos de tempo livre para vir aqui falar do meu sonho e nunca consegui porque, na verdade, eu nem sei a quantas ando de tão atarantado dentro e fora do trabalho. Não vos maço com detalhes, mas acreditem que ontem levei um murro no estômago porque nesta fase do campeonato tudo o que pode correr mal... vai correr mal! Até as coisas mais simples... Enfim.

Sonhei que estava a correr. Claramente é algo que nos últimos meses só pode mesmo acontecer em sonhos porque ainda só fiz um treino desde o início do ano. Estava a correr, numa prova, acompanhado por alguém que não conhecia. Tudo normal também, perfeitamente lógico. Quantas e quantas vezes já meti eu conversa com desconhecidos em provas?  E dessas vezes quantas acabei por perceber que o mundo é uma ervilha? A última dessas vezes foi na Maratona de Lisboa, em Outubro, quando após o quilómetro 10 fiquei junto a dois atletas que falavam entre eles. Um dizia que antigamente ia treinar, demorava uma horita e pouco no treino antes de voltar a casa, mas agora que consegue fazer os 10kms em menos de 50 minutos demora quase duas horas no treino. O resto é passado no convívio no final com a equipa dele a beber batidos de cevada líquida. Percebo-o perfeitamente! Meti conversa com eles e a certa altura este atleta diz-me: "Tu conheces o Carlos Cardoso? Parece-me que és da equipa dele! Somos colegas de trabalho e ele é que meteu o bichinho da corrida!"

Pois claro que sou da equipa do Carlos (nota: PK, não és tu! Temos um homónimo teu!) e naqueles quilómetros que fizemos juntos ainda deu para tirar uma selfie e enviar-lhe. Nesse dia ele estava a fazer a Meia Maratona.

Mas estou a divagar... O sonho, o sonho...! No sonho eu estava a fazer a Maratona de Lisboa, ao lado de um atleta que eu não conhecia. Um atleta estrangeiro que nunca tinha vindo a Portugal e me perguntava por dicas ao longo de todo o percurso para ter noção do trajecto, altimetria e pontos de referência em termos turísticos. E eu ia respondendo o melhor que sabia ao mesmo tempo que os quilómetros iam passando. Quando dei por isso estávamos no km32 e eu ainda não tinha tido necessidade de parar para caminhar em nenhuma altura da prova. Em Outubro fiz tudo seguido até ao abastecimento dos 30 quilómetros. Cheguei lá com 3:08 e faltaram-me as forças. Os restantes 12 quilómetros foram penosos e demorei 1:32 a fazê-los...  Mas no sonho não parei! Acompanhado por aquele atleta, continuei a correr até chegar a meta. Quando isso aconteceu, acordei.

Acordei cansado. Sabia que tinha dormido pouco, porque a norma tem sido demorar décadas para adormecer, mas o despertador toca na mesma às 6:15. Dormi pouco e passei a noite toda a correr! Obviamente que ia estar exausto logo de manhã. Por curiosidade, quando o comboio partiu em direcção a Lisboa fui ver na app do relógio quanto tempo de sono é que tinha ficado registado naquela noite, na noite da minha Maratona nocturna.



O resultado é oficioso, nunca encontrei os resultados oficiais da prova. Foi só um sonho.
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

domingo, 12 de janeiro de 2020

Walking on sunshine

O fim de semana prometia ser longo e cheio de acontecimentos. Quando ainda faltam várias horas para terminar, sinto que ainda muito pode acontecer, portanto este resumo / balanço pode dar muitas voltas até ao final do dia.

Fruto de umas hesitações habituais, estive até à última sem saber exactamente o que iria fazer da parte da tarde quando ir ter duas horas "para queimar". Entre ir correr e fazer uma longa caminhada, ganhou a opção B. E que tempo espectacular que estava, um sol radioso que aquecia corpo e alma e que convidava a andar de manga curta! Como não me podia afastar muito daquela zona, fui (re)descobrir grande parte da zona ribeirinha do Parque das Nações durante quase 8,5kms.





Tal como eu, muita gente passeava por aquela zona, uns em família, outros sozinhos. E sempre que via alguém a correr dizia para mim mesmo que fui parvo por não ter metido equipamento no carro. Tenho que voltar a ter uma muda de roupa sempre pronta na mala para este tipo de eventualidades. Em todo o caso foi bom. Foi tão bom. Por entre raios de sol e algum slalom entre quem não estava em ritmo tão apressado fui limpando as más energias. Pensei em tudo e em nada. E fui queimando algumas calorias já a pensar naquelas que ia ingerir ao jantar. (Não acredito naquela contagem de calorias do Strava, mas isso agora não interessa nada.)



Era boa? Era. Vinha bem recheada e o molho picante que vinha à parte era mesmo como eu gosto. Entre piadas parvas e dois dedos de conversa, desapareceu do prato num instante! Mas ainda estou a salivar por aquelas de Matosinhos que tão bem sabem depois de se fazer a Maratona do Porto. (E não, nunca fui ao Café Santiago nem ao Capa Negra...)

Veremos então como termina o fim de semana e amanhã é um novo dia. Amanhã é uma nova semana. Amanhã é o dia D.

sábado, 4 de janeiro de 2020

"And so it starts, you switch the engine on"

Fui correr. O primeiro treino de 2020 já está no papo! E, de uma assentada, dupliquei o número de quilómetros que corri em Dezembro!

Quem me acompanha pelo Strava até deve achar que eu vos "desamiguei" ou lá como se diz em linguagem Straviana. Vejamos:

Setembro: um treino de 10km, a Meia das Lampas, os 10km de Tagarro e os 15km do Trail da Ota.
Outubro: um treino de 10km e a Maratona de Lisboa.
Novembro: a caminhada da Alverca Skyrace, um mini treino de 4km* e a Meia de Évora.
Dezembro: um treino de 5km*

*obrigado por me desencaminharem e motivarem a correr!

E hoje lá fui com a malta da equipa para um treino de estrada com uma bonita altimetria que quase me fez andar de marcha-atrás nas subidas. Não treines, não...!

Agora que já abri as hostilidades, isto precisa é de continuação, não é verdade?

"And if it´s crowded, all the better"

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

There's a song...

Não vivo sem música. Sou gajo para dar responder a perguntas que me façam citando letras de canções, sou gajo para meter um verso algures no meio de uma conversa porque faz todo o sentido na altura. Mais ainda, muitas são as vezes em que perco dez minutos a escolher a playlist que me vai acompanhar a fazer uma qualquer tarefa doméstica (apanhar ou estender roupa, arrumar a loiça na cozinha, o que quer que seja) que depois fica despachada em cinco minutos.

2019 foi um ano muito rico em termos musicais e suspeito que 2020 será igual. Adoro dançar, apesar da minha embaraçosa falta de jeito para o fazer. Em todo o caso, isso nunca me impediu nem nunca me impedirá de bater o pé e abanar o corpo de forma atabalhoada e desengonçada ao ritmo de qualquer melodia que esteja a tocar.

Começamos o ano assim: