domingo, 12 de janeiro de 2020

Walking on sunshine

O fim de semana prometia ser longo e cheio de acontecimentos. Quando ainda faltam várias horas para terminar, sinto que ainda muito pode acontecer, portanto este resumo / balanço pode dar muitas voltas até ao final do dia.

Fruto de umas hesitações habituais, estive até à última sem saber exactamente o que iria fazer da parte da tarde quando ir ter duas horas "para queimar". Entre ir correr e fazer uma longa caminhada, ganhou a opção B. E que tempo espectacular que estava, um sol radioso que aquecia corpo e alma e que convidava a andar de manga curta! Como não me podia afastar muito daquela zona, fui (re)descobrir grande parte da zona ribeirinha do Parque das Nações durante quase 8,5kms.





Tal como eu, muita gente passeava por aquela zona, uns em família, outros sozinhos. E sempre que via alguém a correr dizia para mim mesmo que fui parvo por não ter metido equipamento no carro. Tenho que voltar a ter uma muda de roupa sempre pronta na mala para este tipo de eventualidades. Em todo o caso foi bom. Foi tão bom. Por entre raios de sol e algum slalom entre quem não estava em ritmo tão apressado fui limpando as más energias. Pensei em tudo e em nada. E fui queimando algumas calorias já a pensar naquelas que ia ingerir ao jantar. (Não acredito naquela contagem de calorias do Strava, mas isso agora não interessa nada.)



Era boa? Era. Vinha bem recheada e o molho picante que vinha à parte era mesmo como eu gosto. Entre piadas parvas e dois dedos de conversa, desapareceu do prato num instante! Mas ainda estou a salivar por aquelas de Matosinhos que tão bem sabem depois de se fazer a Maratona do Porto. (E não, nunca fui ao Café Santiago nem ao Capa Negra...)

Veremos então como termina o fim de semana e amanhã é um novo dia. Amanhã é uma nova semana. Amanhã é o dia D.

sábado, 4 de janeiro de 2020

"And so it starts, you switch the engine on"

Fui correr. O primeiro treino de 2020 já está no papo! E, de uma assentada, dupliquei o número de quilómetros que corri em Dezembro!

Quem me acompanha pelo Strava até deve achar que eu vos "desamiguei" ou lá como se diz em linguagem Straviana. Vejamos:

Setembro: um treino de 10km, a Meia das Lampas, os 10km de Tagarro e os 15km do Trail da Ota.
Outubro: um treino de 10km e a Maratona de Lisboa.
Novembro: a caminhada da Alverca Skyrace, um mini treino de 4km* e a Meia de Évora.
Dezembro: um treino de 5km*

*obrigado por me desencaminharem e motivarem a correr!

E hoje lá fui com a malta da equipa para um treino de estrada com uma bonita altimetria que quase me fez andar de marcha-atrás nas subidas. Não treines, não...!

Agora que já abri as hostilidades, isto precisa é de continuação, não é verdade?

"And if it´s crowded, all the better"

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

There's a song...

Não vivo sem música. Sou gajo para dar responder a perguntas que me façam citando letras de canções, sou gajo para meter um verso algures no meio de uma conversa porque faz todo o sentido na altura. Mais ainda, muitas são as vezes em que perco dez minutos a escolher a playlist que me vai acompanhar a fazer uma qualquer tarefa doméstica (apanhar ou estender roupa, arrumar a loiça na cozinha, o que quer que seja) que depois fica despachada em cinco minutos.

2019 foi um ano muito rico em termos musicais e suspeito que 2020 será igual. Adoro dançar, apesar da minha embaraçosa falta de jeito para o fazer. Em todo o caso, isso nunca me impediu nem nunca me impedirá de bater o pé e abanar o corpo de forma atabalhoada e desengonçada ao ritmo de qualquer melodia que esteja a tocar.

Começamos o ano assim:


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Adeus 2019

Ponto prévio: não vou entrar na discussão se a década acabou em 2019 ou se ainda se prolonga por mais um ano.

Era suposto hoje (e amanhã) estar a trabalhar, mas acabei por tirar estes dois dias de férias para tentar ter mais alguma paz de espírito. É só um cheirinho do que está para vir nos próximos meses. E passei a manhã em modo "Netflix and chill", só que sem Netflix mas com as gravacões automáticas da MEO a cumprirem esse propósito. Escolhi um filme daqueles em que não é preciso pensar e pronto. Por acaso do destino o filme não quis abrir devido a um erro de actualização. Escolhi outro que funcionou sem problemas.

Escolhi comédias, obviamente, que para drama já basta a vida real, mas acabei por me rever em algumas das situações ali representadas. Como aprendi nas aulas de cinema e escrita criativa nos tempos de faculdade, todas as histórias acabam por falar de amor que é uma das coisas que é comum a todos os seres humanos. No entanto, uma das cenas que me ficou na retina foi quando, numa entrevista de emprego, fazem aquela pergunta cliché: 

"Where do you see yourself in 10 years time?"

Não sei o que teria respondido se me tivessem feito essa pergunta há dez anos atrás, nem sei o que responder se me fizerem essa pergunta agora. E, valha a verdade, o que interessa? Eu nem sei onde me vejo daqui a dez dias, quando mais daqui a dez anos! Nos últimos dez anos fui muito feliz até deixar de o ser. E nos próximos irei em busca dessa mesma felicidade. And nothing else matters.

A tarde do último dia de 2019 foi passada numa sessão fotográfica na praia cheia de sorrisos e parvoíce e terminou com uma visita inesperada aos primórdios da minha infância que me encheu o coração. Este espaço, esta areia, estas ondas, serão eternamente o meu porto de abrigo, o meu refúgio. Para trás ficava aquela mais de meia hora parado no trânsito e que quase me fizeram mudar de planos. Ainda bem que não o fiz. Depois da tempestade veio a bonança.
 
Que seja um presságio para 2020!
 

 






sábado, 28 de dezembro de 2019

Diz que...

... aos vinte e cinco dias do mês de novembro de dois mil e dezanove, voltei a abrir este blog e a escrever umas linhas.

O que é que aconteceu desde as Lampas?


Uma noite de bifanas em Tagarro:

Prova nº 120 - 10km de Tagarro - 10km - 00:54:25



Um trail. Sim, o meu trail anual! Sem quedas!

Prova nº 121 - Trail da Base Aérea da Ota - 15km - 02:06:48


Uma Maratona, que merecia bem mais que uma simples linha.

Prova nº 122 - Maratona de Lisboa - 42km - 04:40:04


Outro trail, onde estava inscrito nos 15km e acabei por optar por fazer a caminhada.

Prova nº 123 - Alverca SkyRace - 9km - 01:50:07


A única prova onde me lembro que sou totalista, mas não de forma oficial porque a fiz com um dorsal emprestado num ano.

Prova nº 124 - Meia Maratona de Évora - 21km - 02:09:48


E assim se completaram 1740 quilómetros, divididos por 43 provas de 10 quilómetros, 16 provas de 15 quilómetros, 25 meias maratonas, 5 maratonas e 35 outras provas em distâncias menos convencionais. Se não falar sobre as cinco provas deste post em mais detalhe, pelo menos já posso fechar 2019 de forma tranquila.

E sim, comecei a escrever este post na ressaca da Meia de Évora, com a voz ainda trémula e a saborear o sal das lágrimas que me começaram a correr pela cara nos metros finais e que se prolongaram por largos minutos após cruzar a meta e termino-o mais de um mês depois, ainda sem saber muito bem como absorver todas as sensações de ter estado do lado de fora das grades durante a São Silvestre de Lisboa neste fim de tarde solarengo.

Se não nos virmos antes, bom 2020!

domingo, 8 de setembro de 2019

Lampas 2019

"Olha que fresquinho que este vai! Parece que começou a prova agora!" 

Querem saber a verdadeira importância deste comentário?
Este blog nasceu numa madrugada de total solidão em que eu decidi agarrar-me a uma das coisas mais importantes da minha vida: as corridas! Peguei no meu excel e meti mãos à obra! Faltavam exactamente 100 dias para a minha primeira maratona e a minha vida estava lentamente a desmoronar com o início de um possível divórcio que acabou por não se concretizar

Pouco antes, quando isto tudo começou, tive a minha primeira e única desistência numa prova: a tal Meia Maratona do Douro Vinhateiro onde eu tinha a cabeça em todo o lado menos ali e que depois gerou um regresso atribulado e um novo regresso ainda melhor!

Quando desisti, estava com 15km.
Hoje quando ouvi esta frase na Meia Maratona das Lampas estava com 16km. Sentia-me naquela fase em que o subconsciente começa a sentir-se cansado mas não quer que as pernas ouçam. E quem já lá esteve sabe que 16km nas Lampas significam muita altimetria ja feita!
Hoje quando ouvi esta frase estava com medo de querer desistir novamente. Porque, três anos depois, o divórcio é mesmo uma realidade que está para muito breve e desta vez não há reatamento possível
Hoje não desisti. Hoje tive uma voz anónima que do lado de fora da estrada me fez acreditar em mim na altura em que eu podia ter dúvidas. Porque para dúvidas e incertezas já bastam as que tenho neste momento fora da estrada. Portanto quando estou no alcatrão quero ter, preciso de ter certezas!

E já não estou a 100 dias de uma maratona, estou a pouco mais de 40. Contei 42 dias para os 42kms, mas a esta hora, novamente a meio da madrugada, não sei bem se fiz as contas certas.

O que é certo é que melhorei o meu tempo nas Lampas tendo tirado uns segundos ao tempo do ano passado e comi uma bela bifana, uma grande imperial e uma fartura com café nas festas no final da prova! Amanhã não sei, mas hoje... Hoje não me doem as pernas! Será das meias de compressão que passei a usar nas últimas duas ou três semanas?



Prova nº 119 - Meia Maratona das Lampas 2019 - 21km - 02:07:46