Ponto prévio: não vou entrar na discussão se a década acabou em 2019 ou se ainda se prolonga por mais um ano.
Era suposto hoje (e amanhã) estar a trabalhar, mas acabei por tirar estes dois dias de férias para tentar ter mais alguma paz de espírito. É só um cheirinho do que está para vir nos próximos meses. E passei a manhã em modo "Netflix and chill", só que sem Netflix mas com as gravacões automáticas da MEO a cumprirem esse propósito. Escolhi um filme daqueles em que não é preciso pensar e pronto. Por acaso do destino o filme não quis abrir devido a um erro de actualização. Escolhi outro que funcionou sem problemas.
Escolhi comédias, obviamente, que para drama já basta a vida real, mas acabei por me rever em algumas das situações ali representadas. Como aprendi nas aulas de cinema e escrita criativa nos tempos de faculdade, todas as histórias acabam por falar de amor que é uma das coisas que é comum a todos os seres humanos. No entanto, uma das cenas que me ficou na retina foi quando, numa entrevista de emprego, fazem aquela pergunta cliché:
"Where do you see yourself in 10 years time?"
Não sei o que teria respondido se me tivessem feito essa pergunta há dez anos atrás, nem sei o que responder se me fizerem essa pergunta agora. E, valha a verdade, o que interessa? Eu nem sei onde me vejo daqui a dez dias, quando mais daqui a dez anos! Nos últimos dez anos fui muito feliz até deixar de o ser. E nos próximos irei em busca dessa mesma felicidade. And nothing else matters.
A tarde do último dia de 2019 foi passada numa sessão fotográfica na praia cheia de sorrisos e parvoíce e terminou com uma visita inesperada aos primórdios da minha infância que me encheu o coração. Este espaço, esta areia, estas ondas, serão eternamente o meu porto de abrigo, o meu refúgio. Para trás ficava aquela mais de meia hora parado no trânsito e que quase me fizeram mudar de planos. Ainda bem que não o fiz. Depois da tempestade veio a bonança.
Que seja um presságio para 2020!