"Olha que fresquinho que este vai! Parece que começou a prova agora!"
Querem saber a verdadeira importância deste comentário?
Este blog nasceu numa madrugada de total solidão em que eu decidi agarrar-me a uma das coisas mais importantes da minha vida: as corridas! Peguei no meu excel e meti mãos à obra! Faltavam exactamente 100 dias para a minha primeira maratona e a minha vida estava lentamente a desmoronar com o início de um possível divórcio que acabou por não se concretizar
Hoje quando ouvi esta frase na Meia Maratona das Lampas estava com 16km. Sentia-me naquela fase em que o subconsciente começa a sentir-se cansado mas não quer que as pernas ouçam. E quem já lá esteve sabe que 16km nas Lampas significam muita altimetria ja feita!
Hoje quando ouvi esta frase estava com medo de querer desistir novamente. Porque, três anos depois, o divórcio é mesmo uma realidade que está para muito breve e desta vez não há reatamento possível
Hoje não desisti. Hoje tive uma voz anónima que do lado de fora da estrada me fez acreditar em mim na altura em que eu podia ter dúvidas. Porque para dúvidas e incertezas já bastam as que tenho neste momento fora da estrada. Portanto quando estou no alcatrão quero ter, preciso de ter certezas!
E já não estou a 100 dias de uma maratona, estou a pouco mais de 40. Contei 42 dias para os 42kms, mas a esta hora, novamente a meio da madrugada, não sei bem se fiz as contas certas.
O que é certo é que melhorei o meu tempo nas Lampas tendo tirado uns segundos ao tempo do ano passado e comi uma bela bifana, uma grande imperial e uma fartura com café nas festas no final da prova! Amanhã não sei, mas hoje... Hoje não me doem as pernas! Será das meias de compressão que passei a usar nas últimas duas ou três semanas?
O Benfica não foi campeão na época passada, pelo que não consigo colocar aqui o mesmo tipo de imagem que coloquei nos anos anteriores. Meter uma foto de uma tarja a dizer "Rumo ao 37" não é a mesma coisa. E também não há nenhum jogador no plantel principal que vista a camisola 37.
Fui incapaz de encontrar uma música onde o número 37 tivesse um papel importante na letra, no título, onde quer que fosse. Ou qualquer citação que fizesse referência ao número, mesmo sem ser de uma música.
Não encontrei imagens engraçadas com o número 37. Eventualmente daquelas coisas a dizer que "não tenho 37, tenho 25 com 12 anos de experiência", mas isto tem mais sentido quando são números redondos.
Nunca usei o dorsal 37 numa prova. Nem sequer consegui encontrar por esse Google fora uma foto de um qualquer dorsal com o número 37! O mais parecido foi uma camisola de um jogador de futebol americano. Não é a mesma coisa!
A minha prova número 37 foi... aquela a Meia Maratona do Douro Vinhateiro em que desisti. Sem comentários!
Devo ter passado uns bons 37 minutos a pesquisar e a escrever este texto, até que encontrei isto.
Agora que fiz uma revelação bombástica e vos distraí com umas fotos, segue o texto e pode ser que já se tenham esquecido do que disse. E não, não é qualquer gajo de calções em tronco nú e com meias Adidas que me cai no goto. A tradição ainda é o que era e antes disso é preciso jantar e cinema. Flores não são obrigatórias. Ou então basta apresentar um concerto brutal e eu fico rendido!
Foi em Abril que surgiu este plano para Setembro. A vida tem destas coisas cíclicas muito curiosas...
Neste caso foi uma prenda de anos antecipada (é amanhã, by the way) e depois de um domingo passado a tentar combater uma febre que teimou em não desaparecer, ao ponto de ter ficado em casa na 2a feira, estava com algum receio de não estar em grandes condições. Lá me enchi de coragem para ir trabalhar, até porque tinha coisas para resolver antes de entrar de férias e depois rumei ao concerto, ainda com dores de cabeça já não tanto pela febre, mas sobretudo por ter passado o dia ao computador. Vá, agora é para curtir o concerto sossegadinho e sentado sem grandes maluqueiras. Só que não, passei-o sempre em pé e aos saltos.
Descobri entretanto que havia uma primeira parte a cargo dos The Vaccines. A banda inglesa é um dos nomes que fica sempre bem num palco secundário de um qualquer festival de Verão, mas confesso que na altura não me consegui lembrar de nenhum single, nem quando tocaram umas músicas mais antigas. Agora que escrevo este texto lá fui pesquisar melhor e já me vieram à cabeça dois singles do primeiro álbum. Entraram em palco ao som do Waterloo dos ABBA, estiveram bem e conseguiram dar uma boa injecção (ah, viram o trocadilho? Magnífico!) de energia ao público para aquecer os ânimos antes da banda principal.
Sempre que há uma primeira parte gosto da altura em que dizem algo como "Ah e tal, estamos contentes por estar aqui, obrigado pelo apoio, vamos tocar a última música, curtam o resto da noite porque sabemos que estão ansiosos por ver e ouvir o/os (inserir nome da banda principal)!" Fico sempre à espera de ver alguém ao meu lado a levantar-se e a dizer que não e a ir embora porque só tinha mesmo ido para ver a banda de abertura. Um dia faço eu isso, só para ver a reacção da malta ao meu lado e depois vou-me sentar noutro sítio.
Outra coisa que eu acho curiosa é que há imensa gente medricas nos concertos. Em todos! Estávamos todos à espera do início dos Imagine Dragons ao mesmo tempo que ouvíamos música clássica quando, de repente, se apagaram grande parte das luzes do recinto. O que se ouviu de seguida foi um coro brutal de gritos histéricos! Malta, para quê tanto pânico? Tudo com medo do escuro, a sério? Vá-se lá perceber...! Para lhes dar um conforto maior, a maioria dos presentes optou imediatamente por pegar nos telemóveis e levantá-los no ar para terem alguma luz. O dilema veio a seguir. Os últimos acordes do trecho clássico deram início a uma introdução a fazer lembrar Muse e, após nova escuridão e mais gritos de histeria medo rebentava o Radioactive. Podem ver parte disso aqui:
E agora? Já há luz, já podemos baixar os telemóveis, bater palmas ao som da música e curtir o som? Para muitos ainda ficava esse dilema. Eu, que estou aqui a ironizar com esse flagelo, também estou a ser completamente incoerente porque escrevo ao mesmo tempo que vejo registos do concerto de ontem no YouTube e nas redes sociais. E até já partilhei um neste tópico.
O que ficava bem agora era eu dar uma de super culto e dizer exactamente que trechos clássicos é que foram escutados no intervalo entre os The Vaccines e os Imagine Dragons. Não sei, nem encontro, mas o que é certo é que foi um toque interessante. A partir da primeira música foi um chorrilho de singles e êxitos que nunca deram descanso ao público presente, não sem antes o Dan Reynolds deixar uma mensagem importante: "Hoje deixem tudo lá fora: política, religião, stress, trabalho (...) aqui dentro só existe paz!"
Percebe-se a mensagem, mas o que é certo é que cada música também tem uma mensagem própria muito forte, muito pessoal e há ali letras ou momentos de músicas em que somos confrontados com questões do nosso foro íntimo.
Foi também em modo mais íntimo que tocaram três músicas em formato acústico num mini-palco no meio do recinto com o vocalista a interagir bem de perto com o público, tal como já tinha feito no palco principal. Não vou comentar cada música e cada bocadinho do concerto - deixo isso para as publicações da especialidade. No meio de todas, a que me toca é o Next to Me. (Incrível, ainda não há registos desta ontem no YouTube!)
"Oh, I always let you down You're shattered on the ground But still I find you there Next to me And oh, stupid things I do I'm far from good, it's true But still I find you Next to me (next to me)"
Sim, bota lamechas nisso, mas não faz mal que isto é post para mostrar todo um lado mais sensível e cenas. Só não vale a pena chorar. Para isso temos este pequeno apontamento no meio desta música.
Outra música chamada Demons é, curiosamente, uma das músicas emblemáticas da minha playlist de corrid. Adiante.
A festa prolongou-se por pouco mais de duas horas de concerto. Houve direito a canhões de confetis e a balões gigantes caídos do tecto da Altice Arena.
A malta queria mais, talvez por não ter percebido que as mudanças entre o palco principal e o mini-palco já eram os encores. Ter lido, de forma inadvertida, qual era a setlist também me ajudou a perceber que o final estava próximo. Preferia ter ficado na ignorância que eu gosto que o alinhamento seja surpresa. Neste caso, tem sido exactamente igual em todos os concertos da tour, portanto a todos os italianos, espanhóis ou alemães que me estejam a ler, ficam já a saber que os concertos desta semana vão ser iguais ao de Lisboa, está bem? Isso também significa que o Dan vai continuar a fazer os concertos sem ter o cuidado de vestir uma t-shirt a meio do espectáculo ou sempre que faz uma pausa fora do palco. O rapaz assim transpirado ainda apanha uma corrente de ar e fica constipado...
E agora, se não fosse a Meia Maratona das Lampas, o que eu ia fazer era ir ali ver se ainda havia bilhetes para o concerto de Madrid e qual a melhor forma de lá chegar para assistir ao concerto de sábado.
Por várias razões, uma das quais é a minha aparente
falta de tempo para escrever, esta segunda parte das férias vai ter mais
fotos que texto. Outra forte razão é o facto de terem sido dias
passados em zonas lindíssimas portanto vou tentar que as imagens falem
por si.
Depois de uma
visita ao mercado semanal de Cabaços o destino foi a praia fluvial do
Agroal na nascente do Rio Nabão. Um local muito bem tratado, com óptimas
condições para se passar um belo dia ou até umas poucas horas, já que
foi constante a entrada e saída de pessoas durante todo o dia. Tem uma
piscina bastante grande e foi, sem exagero, o sítio mais gelado onde
alguma vez tomei banho e mergulhei. Mas valeu tanto a pena e depois de
se estar ambientado à temperatura da água já não se quer sair. Durante a
pausa para digestão ainda deu para explorar um pouco os arredores e
fazer um mini-trailzinho em chinelos de praia. Vale muito a pena voltar!
Adoro malta que estaciona assim...!
Já
agradeci vivamente na publicação anterior a dica das Fragas de São Simão. Foi dos sítios mais bonitos que já visitei e mereceu rasgados
elogios. Como na generalidade destes locais, durante o percurso parece
que não vamos dar a lado nenhum e que estamos algo perdidos no fim do
mundo, mas ao chegar a beleza do lugar fala por si. A única questão é
que não achei ser dos melhores locais para se tomar grandes banhos mas
isso também é sinal de que o local está no seu estado mais puro sem
interferência humana. E prefiro assim. Um pouco mais de juízo na cabeça
teria permitido planear as coisas ainda melhor e levar ténis na mala do
carro para desfrutar de mais alguns dos caminhos pedestres assinalados.
Era preciso abrir o apetite para o almoço e com jeitinho até dava para
ir a pé até ao restaurante Varanda do Casal, já no Casal de São Simão que faz parte das nossas lindíssimas Aldeias de Xisto. Foi aqui que há dias se fez uma reportagem quando se
falava das férias do senhor presidente Marcelo. Aqui ficam mais algumas
fotos. Nenhuma é da comida para não ficarem a salivar. O pão caseiro feito na hora chega quentinho à mesa e a partir daí toda a restante refeição é um festim para olhos e estômago.
Um casal numa rua
A vista dentro do restaurante. Televisão para quê?
Mas há mais! Logo ali ao lado está a Aldeia de Ana de Aviz que também tem uma praia fluvial simpática e de excelente qualidade. E mais uma que tem uma biblioteca no espaço da praia, um serviço da responsabilidade das bibliotecas municipais de Figueiró dos Vinhos. Não digo mais, deixo as fotos falarem por mim.
E para terminar em beleza, o dia de regresso foi passado em Tomar com a visita obrigatória ao Convento de Cristo. Na noite anterior fiz questão de ler um pouco mais sobre a história do Convento e dos Templários para ir melhor preparado para a visita. Confesso que História nunca foi o meu forte, portanto muita coisa ia passar-me ao lado se não tivesse feito os trabalhos de casa.
Muito do que li apontava para um local de referência para todos apaixonados por História e as expectativas não saíram defraudadas. Tanta História, tantas histórias, tantos recantos arquitectónicos únicos. Valeu cada cêntimo do bilhete e cada segundo passado lá dentro. E foram quase duas horas sem sinais de cansaço e com os níveis de interesse sempre no máximo. Fiquei verdadeiramente contente pela escolha acertada. Só faltou mais tempo para visitar devidamente o resto da cidade, mas gosto quando isso acontece porque abre as portas para uma nova visita e para uma estadia mais prolongada.
Ah, isto não é Tomar...!
É a barragem de Castelo de Bode!
A barragem foi a última paragem antes de rumar a casa. E o caminho foi feito de forma "saloia" com o Tejo por perto e... sem auto-estrada: Entroncamento, Golegã, Chamusca, Alpiarça, Almeirim, Muge, Salvaterra, etc, etc, etc.
Fim de festa, fim de férias, mas com uma sensação de dever cumprido ao ponto de se chegar àquela fase em que não se sabe que dia da semana é. Perfeito. Dá para repetir já para a semana?
Este ano houve um corte radical com o sul do país e as férias não incluíram uma ida ao Algarve. Não foi por influência do sr. Presidente da República, mas já era uma ideia que já andava no ar. No ano passado entre uma semana em Portimão e outra em Marvão, a segunda ganhou aos pontos. Ou até por KO. Curiosamente, dias depois do regresso a casa passou uma reportagem na RTP sobre umas das praias fluviais mais deslumbrantes que fizeram parte do cardápio este ano: as Fragas de São Simão (obrigado Inês pela dica!) acompanhada por uma ida ao restaurante local. Falarei disso mais à frente.
O local escolhido foi Ferreira do Zêzere e a palavra de ordem era mesmo: praias fluviais! (Sim, eu sei que são duas palavras, obrigado malta!) O local já é conhecido, é tranquilo, até tem umas zonas porreiras para correr e quando não fosse dia de ir à aventura era dia de piscina. Ora, falando em correr, nunca o fiz... mas o equipamento que levei foi usado na mesma porque dia sim dia não foi dia de ir jogar à bola. A técnica continua igual ao que era antes: nula. Mas pelo menos o pé esquerdo continua a ter pontaria.
Então a primeira foto que meto tem logo um copo cheio? Com aguardente caseira de pêra?
Confesso que a esta distância já tive que ir ver à galeria de fotos para ter noção da ordem cronológica das zonas visitadas. Não é que isso seja relevante para o texto, mas há que manter uma certa ordem. A praia fluvial do Lago Azul (também conhecida como Castanheira) foi a primeira. Com uma estrutura flutuante onde estão duas piscinas - uma para crianças e outra para mais graúdos - permite que quem não se queira aventurar no rio possa tomar banho de forma controlada. Problema naquele dia: estava um tempo tremendamente encoberto e o sol era muito tímido. Ao longe, vê-se uma mini biblioteca de praia feita num barco que está colocado ao alto com os bancos a fazer de estantes. Ideia engraçada. No mesmo dia a pesquisa seguiu para o lado de Vila de Rei. Fernandaires era opção, mas foi colocada de parte e o destino foi a Zaboeira.
Erro crasso ao entrar na vila. Por alguma razão há uma pequena zona de estacionamento antes de se começar a descer... e como segui em frente acabei por ter muitas dificuldades em sair dali porque as ruas são impróprias para andar de carro. Ok, de volta para Ferreira do Zêzere para não causar estragos.
Outro dos destinos era a Praia das Rocas e foi dos melhores dias de férias. A viagem até lá arrepiou e deu um aperto no coração por tudo o que aconteceu no ano passado. Confesso que estava com dificuldades em conduzir e saí do carro até um pouco zonzo. Depois passou. A Praia das Rocas é um espaço enorme e com óptimas condições para se passar um excelente dia. Não achei os preços excessivamente elevados e o bar que serve almoços era bastante em conta tendo em conta o que se costuma encontrar em locais do género. Naturalmente que a piscina das ondas foi a zona que causou mais sucesso. A repetir, caso no próximo ano as férias sejam nas proximidades.
A piscina grande
Sem comentários. Ah, isto é um comentário? Então vou apagar.
Olha estes... Não sei o que é pior, a péssima sugestão ou o mau inglês da tradução!
Coleccionador de pulseiras, em modo adolescente
Não é uma novidade, mas ir a Ferreira do Zêzere "obriga" a uma visita a Dornes. Para quem lá vai con regularidade, não há nada de novo para ver, é certo. Mesmo assim o passeio de barco mostrou uma zona bem mais verde que na última visita.
E sem se dar muito por isso, uma semana de férias já estava feita. Na segunda parte deste resumo temos: Praia Fluvial do Agroal, Fragas de São Simão, Praia Fluvial da Aldeia de Ana de Aviz e Convento de Cristo em Tomar. Não percam o próximo episódio!