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sábado, 11 de novembro de 2017

Lembram-se da Lúcia...?

... perguntava eu no post anterior. Pois que me cruzei com ela no Porto num dos retornos entre Matosinhos e Leixões. E desta vez reconheceu-me e fez-me uma grande festa! Ela ia com uns bons 2km de avanço para mim pelo que achei que dado o andamento com que ela ia estaria a fazer a Family Race
 
À passagem dos 31km lá estava ela noutro retorno. Não havia dúvidas: mais uma futura Maratonista a caminho de completar a sua estreia na distância! Aqui ela não me viu.

Depois da prova "encontrei-a". O que é que ela me diz? Qualquer coisa como:
"Foste só fazer a Family Race, não foi? É que desta vez não me ultrapassaste! 😃"

Ah malandra, em Évora não perdes pela demora! Não deixa de ser curioso: eu terminei as duas meias maratonas em que nos encontrámos (Castelo Branco e Coimbra) à frente dela - e em Castelo Branco até foi com uma boa margem - mas agora na maratona ela acabou cerca de 20 minutos à minha frente. Não faço este comentário com qualquer interesse competitivo, mas apenas para mostrar que não existem mesmo duas provas iguais. Uma pessoa pode não ter velocidade suficiente para fazer os 10km em 40 minutos mas ter a resistência física e mental para fazer uma Maratona em 4 horas sem stress.

Ao contrário do que estava previsto não corri na 5a. Ando às voltas com um stress que espero que se resolva em breve e desde que o carro foi para um resort de luxo na oficina - do qual só deve fazer check-out lá para o Natal quando as seguradoras eventualmente se entenderem sobre quem me paga o arranjo - que tenho feito diariamente a pé mais 2,5km a 3km do que fazia antes. São precisamente os quilómetros que fazia de carro na rotina matinal e ao final do dia. Foi uma boa recuperação activa. Talvez treine no domingo, talvez faça uma semana completa de repouso. Veremos. Tenho é a certeza que não vou entrar no marasmo que foi no ano passado depois da Maratona onde me deixei andar à deriva sem objectivos.

Entretanto aquele calo que me preocupou calou-se mesmo.
E já só estou a escrever para encher chouriços. Está bom assim, não mexe mais.

Bom fim de semana, bons treinos, votos de muitas castanhas assadas e "always watch good moves".

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Até já, Porto!

Último treino antes da grande prova. Últimas palavras de apoio da malta que fica por cá a torcer à distância via rede social, via app oficial da prova, por telepatia, via pombos-correio... Enfim, de todas as maneiras possíveis e imaginárias.

Está tudo feito. Tudo menos apresentar a música que me tem dado o ânimo final nestas últimas semanas. Se no ano passado a minha paixão era - e ainda é - a Sia, este ano apresento um estilo mais potente, menos polido talvez, mas com muita potência. E é uma forma também de canalizar todo o apoio que tenho recebido e que me vai fazer chegar à linha de partida com a motivação necessária para ter energia para chegar aos 42km. Porque os últimos 195 metros já não são feitos com as pernas, são feitos com o coração!


"Feel Invencible"
Skillet

Target on my back
Lone survivor lasts
They got me in their sights
No surrender no
Trigger fingers go
Living the dangerous life

Hey, hey, hey
Everyday when I wake
I'm trying to get up, they're knocking me down
Chewing me up, spitting me out
Hey, hey, hey
When I need to be saved
You're making me strong, you're making me stand
Never will fall, never will end
Shot like a rocket up into the sky
Nothing could stop me tonight

You make me feel invincible
Earthquake, powerful
Just like a tidal wave
You make me brave
You're my titanium
Fight song, raising up
Like a roar of victory in a stadium
Who can touch me cause I'm
I'm made of fire
Who can stop me tonight
I'm hard wired
You make me feel invincible

I feel, I feel it
Invincible
I feel, I feel it
Invincible

Here we go again
I will not give in
I've got a reason to fight
Every day we choose
We might win or lose
This is the dangerous life

Hey, hey, hey
Everyday when I wake
They say that I'm gone; they say that they've won
The bell has been rung, it's over and done
Hey, hey, hey
When I need to be saved
They counting me out, but this is my round
You in my corner; look at me now
Shot like a rocket up into the sky
Nothing could stop me tonight

You make me feel invincible
Earthquake, powerful
Just like a tidal wave
You make me brave
You're my titanium
Fight song, raising up
Like a roar of victory in a stadium
Who can touch me cause I'm
I'm made of fire
Who can stop me tonight
I'm hard wired
You make me feel invincible

I feel, I feel it
Invincible
I feel, I feel it
Invincible

You make me feel invincible
You make me feel invincible
Shot like a rocket up into the sky
Not gonna stop
Invincible

You make me feel invincible
Earthquake, powerful
Just like a tidal wave
You make me brave
You're my titanium
Fight song, raising up
Like a roar of victory in a stadium

You make me feel invincible
Earthquake, powerful
Just like a tidal wave
You make me brave
You're my titanium
Fight song, raising up
Like a roar of victory in a stadium
Who can touch me cause I'm
I'm made of fire
Who can stop me tonight
I'm hard wired
You make me feel invincible

I feel, I feel it
Invincible
I feel, I feel it
Invincible

Lembrete


Oh caraças, a sério? Já me tinha esquecido disto! E agora?
Se calhar vou ali fazer um treino longo para me preparar. 15kms chega?

Vá, falando a sério ainda na semana passada me perguntavam como é que eu estava e a minha resposta foi "estou a ficar nervoso por estar tão calmo". Hoje o caso já é diferente: estou mesmo a ficar nervoso, mas é aquele nervoso miudinho de quem quer começar a prova o mais depressa possível.

Está quase tudo pronto. Faltam só uns detalhes, daqueles que têm que ser resolvidos à última da hora mas nada de transcendente. Equipamento decidido - desde a dúvida sobre qual dos pares de ténis usar até a questões mais básicas como que par de óculos levar. Viagem combinada, horários definidos e muita vontade de chegar ao Porto e começar a sentir o espírito da Maratona.

Mentiria se dissesse que não tenho um objectivo de tempo para tentar atingir. Seja como for, a primeira prioridade é terminar e a segunda é tentar baixar o tempo do ano passado. Só se isto estiver a correr bem é que eu penso em voos mais altos. Para "piorar", lembrei-me do meu "trauma da segunda prova". O que é isto? Ora bem:

- Primeira prova de 10km - 1:13:46

Fiz mais uns treinos, comecei a ganhar-lhe o gosto e depois...

- Segunda prova de 10km - 1:19:24

Mas não é só:

- Primeira Meia Maratona - 2:17:28

Fiz mais uns treinos, preparei-me melhor, fui à campeão e...

- Segunda Meia Maratona - 2:20:39

Pronto, o mesmo não aconteceu noutras distâncias, mas nestas que são as mais frequentes a segunda experiência correu sempre pior que a primeira. Então numa Maratona onde qualquer problema tem que se multiplicar por 42 a coisa promete complicar-se. É claro que isto são tudo - lá está - complicações da minha cabeça e ao ler isto aquilo que eu acho mesmo piada é rever os tempos que eu fazia quando esta brincadeira começou. E continuo a orgulhar-me deles, são parte da minha história e do meu percurso até chegar onde cheguei. E sinceramente não cheguei assim tão longe, mas foi mais longe do que eu alguma vez sonhei ser possível. Posto isto, acabar uma segunda Maratona será sempre uma vitória que terei o prazer de partilhar com quem nunca desistiu de mim e com o fantástico grupo de amigos a quem tento sempre retribuir em dobro todo o carinho que recebo.

Para referência futura, o meu tempo da Maratona de 2016 foi 4:40:54.

Esta semana passei um serão a ver precisamente vídeos da prova do ano passado, não só os que estão bem organizadinhos na Running & Medals mas também outros que me foram aparecendo nos vídeos relacionados no YouTube. Foi uma maneira de começar a mentalizar-me e a visualizar toda a beleza do percurso sem esquecer a exigência da distância.

Como há sempre um susto - no ano passado ia caíndo de um escadote em casa dias antes da prova - nestes últimos dias o calo que tenho no pé esquerdo mesmo debaixo do dedo grande e que tem estado quietinho começou a queixar-se de forma ténue. Estou a fazer o que posso para minimizar a chatice e vou tentar ignorá-lo mais uns dias. Da última vez que tive algo semelhante comecei a colocar o pé de forma errada para evitar o desconforto e isso foi uma das causas para a canelite que tive no início deste ano. E revivendo o episódio do escadote, hoje no trabalho ia dando um valente trambolhão ao entrar no WC que tinha o piso molhado. Adiante.

Se estou pronto? Vou sempre pensar que podia ter feito mais isto, mais aquilo. Ainda não fui comparar os quilómetros deste ano com os do ano passado nestes 3 meses antes da prova. Seja como for não adianta pensar muito nisso. Logo há treino. Calminho e sem aventuras, está bem?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Oh I, oh, I'm still alive!

Foi com este espírito que voltei hoje aos treinos, 19 dias depois da última vez que tinha corrido. E Pearl Jam nem são a minha banda de eleição nem fazem parte das minhas playlists, mas a dedicatória adequou-se perfeitamente.

Foram 15 quilómetros em 1:32 que eram para ser 20 mas que ficaram curtos porque as pernas me lembraram que se calhar era má ideia correr uma distância superior aos dias de paragem. Foi o possível sem colocar em causa as semanas que se seguem onde vou ter que dar o meu melhor e fazer das tripas coração para recuperar a forma física e psicológica que tão bem encaminhada parecia estar antes desta nuvem negra que apareceu e que agora vai ter que dar lugar novamente a dias mais radiantes!

Acabei também de soltar uma valente gargalhada porque o último treino de 15 quilómetros que tinha feito em Setembro foi concluído em 1:34. É claro que parte dele foi feito propositadamente a ritmo baixo para acompanhar colegas de equipa mas quem olhar apenas para os números diz que fiz melhor hoje.

Escondi-me do mundo nestas últimas semanas, preocupei pessoas amigas e muito próximas e recebi muitas palavras de ânimo, embora algumas delas só tenha lido vários dias depois de me terem sido enviadas. Ter voltado hoje a treinar já foi um pequeno passo para tudo tentar voltar à normalidade.Aquela normalidade que eu prometi que iria regressar no final do meu último texto no dia 3 de Outubro. E o click deu-se precisamente no sábado, pouco depois da meia noite. Sem qualquer desprimor para toda a gente que me deu força nesta fase turbulenta, o click aconteceu com um e-mail recebido no início da semana e que ainda não tinha lido com atenção a juntar a umas coisas que li de alguém que também nada sabia sobre esta minha fase negativa e que, sem saber, me ajudou a olhar para as coisas de outro prisma. No meio dos azares também tenho tido momentos de sorte que ajudam a contrabalançar as coisas para um plano positivo.

Não vale a pena chorar sobre leite derramado, está na hora de olhar novamente em frente para os desafios que tenho para enfrentar. Próxima paragem: Meia Maratona de Coimbra!

                                                                           ----x---

Não podia deixar de falar sobre a Rock 'n' Roll Maratona de Portugal que teve lugar hoje e que fui acompanhando à distância. Num plano pessoal tenho que dar os parabéns a um colega de treinos e a um colega de equipa que hoje se tornaram Maratonistas, para além das várias estreias na Meia Maratona. Fui seguindo a prova através da app e pelos relatos que vinham nas redes sociais e tenho plena noção que amanhã ainda me vou estar a lembrar de mais uma série de amigos que também lá estiveram e cujos resultados ainda não vi. Como é que eu fui capaz de me afastar temporariamente deste mundo?

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Obrigado, seus grandes malucos!

😎 🏃🏃🏃🏃🏃🏃😎
Concordo. E conheço quem também concorde e diga isto ali por volta do segundo quilómetro de um treino. Mas há tanta coisa neste mundo que nos cansa muito mais e da qual não retiramos prazer nenhum...

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Olá 2018

Fui ali ao histórico e percebi que no ano passado escrevi "este" texto já nos primeiros dias de Outubro. Este ano será mais cedo e foi hoje que adicionei ao meu Excel das corridas a folha para 2018 para lá colocar as primeiras provas do próximo ano:



A única nota é que as inscrições para o Fim da Europa apenas abrem no próximo dia 25 de Setembro.

Mas 2017 ainda tem imensos desafios pela frente: MM Coimbra, Maratona do Porto e MM Évora para depois voltar a correr em Lisboa e confirmar que distância quero fazer na prova dos Descobrimentos para além de fazer o Grande Prémio de Natal, sem contar com o regresso das provas do troféu das Localidades onde vou querer voltar a marcar presença sempre que possível.

Quilómetros de beijos e abraços e votos de bons treinos!

sábado, 2 de setembro de 2017

Setembro

Entrámos no melhor mês do ano - vá-se lá saber porquê!

E como ficou Agosto? Foi um mês de altos e baixos, com muitos quilómetros nas pernas, mas também com dois contratempos chatos que me obrigaram a parar mais do que eu gostaria. Primeiro um corte feio no dedo (foi há três semanas mas ainda ando com penso a proteger a zona da ferida, só para terem noção) e esta semana com um pequeno susto por me ter aparecido vinda do nada uma bola na zona do joelho direito, mesmo junto à dobra da perna, que era bastante incómoda ao caminhar e me obrigou mesmo a ir ao médico. Ora, para eu acordar um dia e decidir sem hesitar que ia ao posto de enfermagem do centro de saúde em vez de ir trabalhar era porque estava mesmo acagaçado preocupado.

O diagnóstico foi um abcesso - que não era passível de ser drenado naquela altura - e que tive que tratar com medicação. Felizmente passou tão depressa quanto apareceu e agora é só resta uma pequena marca no local e convém eu ir estando atendo a sinais de reaparecimento. Diz a médica que pode ter sido algo tão simples como uma reacção alérgica a uma picada de insecto. Obviamente que me preocupava se seria outro tipo de problema físico, sobretudo porque isto apareceu uns dias depois deste treino de 25km. (Obrigado Fabiana pela companhia, foi um prazer conhecer-te pessoalmente. O número de boas pessoas que passaram a fazer parte da minha vida por causa da corrida faz com que me relembre todos os dias a principal razão pela qual vale a pena cada quilómetro que corro!)

Pausa publicitária: se ainda não o fizeram, guardem o link do blog Correr pelos Dois algures nos vossos favoritos e depois voltem aqui. Ou fiquem por lá, que ela merece uma leitura atenta. Obrigado!

Voltando ao abcesso, a médica tranquilizou-me prontamente e disse-me que não havia nada de anormal no joelho e a localização era perfeitamente aleatória. Não treinar esta semana acabou por ser um misto de obrigação - até andar me custava - com precaução porque até já podia ter tentado fazer alguns quilómetros na 6a feira mas optei por preguiçar descansar mais um dia.

Segue-se agora uma semana de férias que vai culminar com a participação na Meia Maratona de Castelo Branco. Apesar de eu ter sempre ambições em termos de tempo final, vai servir sobretudo para ser mais um treino longo e fazer um ponto da situação em relação à minha condição actual. Curiosamente o meu plano de treinos diz-me para fazer uma prova de 10km nesse dia porque a partir da semana seguinte muda a intensidade e o tipo de treino. Não estou a seguir todo o plano - como era de calcular - mas estou a ser mais rigoroso que no ano passado. Vamos ver como corre. Uma coisa é certa: estou a precisar muito de fazer uma prova! Já passou demasiado tempo desde as Fogueiras e apesar de termos tentado levemente junto de quem de direito, este ano não se realizaram os 10km de Tagarro que no ano passado marcaram o regresso depois das férias. 

Em Agosto fiz 123,5kms de corrida, mais uma série deles em caminhadas (as mais significativas foram registadas no Strava, as outras nem por isso) e mesmo com estas paragens forçadas acaba por ser o meu mês com mais quilómetros de sempre. São, por exemplo, mais 40 e poucos quilómetros que em Agosto do ano passado. Para isso também contribuiu o tal treino de 25km de sábado que foi - sim, a sério - o meu treino mais longo de sempre. No ano passado, mesmo a treinar para a Maratona, nunca fiz mais que 21km em treino e sempre disse que me faltaram os longões de 30km. Para a próxima são só mais 5kms.

Não sei se já repararam que o título do post é "Setembro" e eu passei grande parte do tempo a falar do que aconteceu em Agosto. A explicação é simples: bom ou mau, o que aconteceu em Agosto já é passado. Agora há que olhar em frente para o futuro e consolidar em Setembro tudo o que foi feito até ao momento. Parecendo que não, faltam cerca de dois meses para a Maratona e isto vai passar... eu sei, é impossível não usar esta expressão... a correr!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Spirit of the Marathon

Uma coisa que gosto de fazer é ir ler alguns relatos antigos de provas ou alguns textos que escrevi há 3 meses, há 6 meses, há um ano. Gosto também de ir aos relatos curtinhos e relembrar-me do que ficou por escrever. Foi isso que me aconteceu no fim de semana. Num serão reli uns quantos textos antigos na busca por motivação. E encontrei-a.

Hoje reli este, pela simples razão de me ter cruzado com aquela frase marcante e que ainda me arrepia. Estou novamente a passar pelo mesmo processo do ano passado em que tive uma overdose de Maratona porque consumia imensa informação relacionada com a prova. Este ano não o estou a fazer de forma tão sôfrega e já o consigo fazer sem aquela excitação de quem se estava a preparar pela prova pela primeira vez. Já consigo olhar com a experiência de ter concluído os míticos 42,195kms, olho com muita curiosidade e carinho para tudo o que escrevi, para todos os meus medos e para todos os conselhos e palavras de incentivo que fui recebendo, tanto aqui como ali ao lado na rede social.

Este ano parto para a prova com uma excelente leitura que me acompanhou durante as férias de Verão e da qual retirei o plano de treinos que estou a (tentar) seguir. Mais do que isso, li por lá indicações muito interessantes e explicações sobre ritmos de corrida, reacções musculares e comportamentos do organismo muito técnicas e detalhadas mas que fazem todo o sentido e que captaram a atenção do picuinhas e crominho que há em mim. Por isto tenho que agradecer à Agridoce que despertou a minha curiosidade para o livro. E confesso estar à partida de pé atrás por ter o preconceito que ia ser uma coisa demasiado básica ou até infantil. Nada disso, muito pelo contrário! Passei imenso tempo livre agarrado ao telemóvel a ler - e com uma cábula ao lado para não ter que andar sempre a fazer contas de cabeça para converter milhas para quilómetros que eu estava de férias, pá!


Estou novamente a procurar vídeos motivacionais ou textos de outros atletas. Ou simplesmente a reler as Maratonas do João Lima. E infelizmente, quase um ano depois, continuo sem conseguir encontrar online a sequela do documentário que falo no post que mencionei lá em cima. Isso significa que vou rever o documentário que vi no ano passado e rir-me nos mesmos sítios e emocionar-me com a mesma personagem - que descobri ter falecido em 2015 vítima de "doença prolongada". Deixo aqui os trailers dos Spirit of the Marathon I e II e o documentário completo da primeira parte está aqui.




Se/quando encontrar o Spirit of the Marathon II completo online ficarei mais feliz que uma criança na manhã de Natal! Enquanto isso não acontece vou-me entretendo a treinar e a criar a minha própria história de vida.

sábado, 19 de agosto de 2017

Semana atípica

Diz quem me tem acompanhado neste meu percurso que um dos meus aspectos fortes é a minha capacidade de luta, a minha força de vontade, a minha garra. a minha capacidade de me superar, etc e tal. E a alegria constante com que faço as coisas. (Também dizem coisas más de mim, que eu sei.)

Aquilo que aconteceu esta semana foi precisamente o inverso disso.

As coisas começaram logo mal na 2a feira com aquele fim de tarde manhoso em que tudo correu ao contrário do que era suposto. Agora que penso nisso - sim, eu sei que os homens exageram sempre - podia perfeitamente ter ficado sem um dedo naquela brincadeira. Felizmente que isto está a sarar bem, apesar de ainda estar bastante feio. Fica a história para contar e o ar baralhado dos meus colegas esta semana que me perguntaram o que me tinha acontecido e eu respondia que tinha sido quando estava a tirar a gata da máquina de lavar loiça. Depois disso a semana até foi bastante tranquila e relativamente produtiva cá por casa. "You can't always get what you want"

Do outro lado da barricada, pelo trabalho, a malta gosta de jogar às cartas. Pelo menos é o que parece porque de tempos a tempos estamos a baralhar e dar de novo. Depois do choque inicial de nova reestrutura nos vários departamentos, já passei os vários estágios de luto (o meu antigo formador ficaria orgulhoso por eu estar a reconhecer os passos e aplicar isto na prática) e estou na fase da aceitação, embora ainda com vontade de tentar uma negociação final. Vou ficar a gerir metade da minha equipa actual e receber outra metade que vem das outras equipas. Vou ficar a trabalhar com a mesma equipa de supervisores e com a minha actual chefe directa. Vou deixar de me preocupar com as tarefas que menos gostava de gerir e manter as outras que são mais stressantes e não me vão deixar ter tempo para respirar durante o dia todo. Mas vou continuar a ter gosto no que faço, de certeza. Não, não necessariamente, mas vou continuar a mostrar todo o meu profissionalismo e a dar valor às pequenas coisas do dia-a-dia, como a cliente de 78 anos que esta semana começou por reclamar de forma veemente com um colega e acabou a elogiar o charme (palavras dela) com que lhe expliquei e resolvi a situação. Uma pequena vitória destas por dia e fico feliz. "You can't always get what you want"

E correr, que é bom e bonito? Zero. Uma semana para esquecer a esse nível. Ok, fiz duas belas caminhadas por Lisboa depois do trabalho que serviram para me manter minimamente activo, mas tenho ali um plano de treinos a fazer-me comichão à vista. E porque a semana não foi fácil na 3a tive o ponto mais baixo quando vinha a conduzir para casa depois do trabalho. Uma pessoa quando não está bem não deve ficar com demasiado tempo livre para pensar. Comecei a visualizar os próximos desafios, as próximas provas, e como nem são muitas ponderei cancelar tudo e fazer um interregno até ao final do ano. Felizmente a viagem até casa foi curta porque eventualmente esse tipo de ideias não voltou. Mesmo assim desliguei do Strava, não andei a ver treinos de ninguém. Desliguei da rede social o mais que pude, ignorei por completo o que se passava no grupo e no chat do grupo. A única coisa que fiz por lá foi em duas palavras (re)confirmar a presença na Meia Maratona de Coimbra, o que até foi positivo para quem tinha pensado em parar uns tempos. Olhando agora com calma para o plano de treinos da Maratona e comparando com o mesmo período em 2016, reparo que este ano fiz menos 4kms de corrida. Tivesse eu feito uma semana normal e estava tudo ok. E vai na volta ainda me dá na cabeça ir correr amanhã, portanto... "You can't always get what you want"

Pelo meio ainda vi Ben Harper ao vivo. E podia simplesmente não escrever mais nada e deixar as reacções para quem for ler. Não sou propriamente fã e não passei a ser depois do concerto, embora lhe reconheça muita qualidade naquilo que faz e uma alegria em palco de quem está a sentir cada nota que toca e a absorver toda a energia positiva que recebe do público para a canalizar novamente para a sua actuação. Não é um estilo de música que me fascine, mas quando se ganham bilhetes uma pessoa lá condescende a dar uma oportunidade. Ainda me lembro quando fui meio desconfiado ver Muse no Campo Pequeno e tiveram que me arrastar para fora da sala no final porque eu suspirava por mais encores! "You can't always get what you want"

E assim acontece. Este texto serve sobretudo para atirar cá para fora alguns pensamentos difusos que andavam a voar-me pelo cérebro - que nestes dias está meio oco - e espero que me ajude a encerrar uma semana que foi meio para esquecer. Ou meio para relembrar. "But if you try, sometimes, you just might find you get what you need!"


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O dia que podia ter acabado com a minha "carreira" desportiva.

Vá, posso estar a exagerar, mas...

Uma pessoa passa o dia a pensar no treino estipulado para hoje: 6,5km + 5 séries de 150 metros. Tranquilo e simples. Até já tinha escolhido o sitio das séries que tem 200 metros e uma pequena inclinação. Se me estivesse a sentir bem até fazia mais que as 5 séries.

O dia de trabalho prometia ser complicado, com imensa gente de férias e/ou ponte e um treino assim era a melhor maneira de acabar o dia.

Só que não. Ao chegar a casa e quando ia começar a equipar-me (a roupa até ficou pronta de véspera) recebo um telefonema a pedir-me para ir resolver uma situação (que não me pareceu urgente, mas pronto) e lá fui eu. Ok, começo um pouco mais tarde. Só que... segundo telefonema e novo problema, agora sim um pouco mais chato que o anterior. Assim já começa a ficar apertado de tempo, não queria ir tarde... Oh, caraças, já não vou conseguir...

Voltei para casa, comi mais bolachas daquelas que devia e resolvi ir arrumar coisas, começando pela cozinha. Tudo corria bem até ter conseguido cortar meio dedo na lâmina da Bimby que estava na máquina de lavar. Vários gritos depois (mas sem vociferar asneiras!) já estou com isto desinfectado, penso feito e etc. E apesar de ter sido um corte feio, devo escapar sem ir ao hospital e precisar de pontos. Belo fim de dia, hein?

Ora, agora que já consigo digerir a situação só me resta aceitar que isto foi um sinal que algo deveras trágico me poderia ter acontecido no treino. É que ontem durante o treino já apanhei um susto com um carro que quase não parou na passadeira quando eu atravessei a estrada e depois um amigo a fazer uma volta de bicicleta também não parou na passadeira - mas neste caso eu até lhe fiz sinal para ele seguir primeiro sem stress. Hoje era coisa para ser virado do avesso por um camião, no mínimo.

Podem pensar que isto do corte é mariquice de gajo, mas acreditem que não é, irra! Agora é aguentar o ardor e esperar que cicatrize a pouco e pouco...

domingo, 13 de agosto de 2017

Opções

Ora bem, quando eu aceitei o convite de um amigo e colega de equipa para um treino longo domingo de manhã já sabia que ia ter uma jantarada no sábado que poderia ir pela noite dentro. O convite era: "Apontamos um treino para domingo entre as 7:30 e as 8 da manhã? O treino vai ronda os 22 kms com 400 D+ e é estrada." E, de facto, o treino teve esta distância e altimetria aproximada. Eu é que não o fiz.

A meio da noite já lhe tinha enviado uma mensagem a dizer que "ah e tal, ao ritmo que isto está se eu não te disser nada pelas 7:00 não contes comigo". A coisa estava assim, em modo repeat e repeat:


Eu sei que tenho uma maratona para fazer daqui a menos de 3 meses, sei que os treinos longos são muito importantes, mas ao mesmo tempo o convívio e a vida social também têm o seu peso e neste fim de semana tomei a opção de meter o treino longo ali no caixote da reciclagem, até porque sei que ele não me vai deixar acabar esta preparação sem me dar uma valente tareia em pelo menos dois percursos fofinhos que ele tem. Ambos com bem mais altimetria que o meu percurso longo.

E o dia de sábado foi passado em Sintra, precisamente o local onde "toda a gente" à minha volta tem andado a treinar ultimamente! Não fui para lá treinar, fui à civil. E nem sequer deu para caminhar muito porque a vila estava completamente entupida de gente. Ao contrário do que seria de esperar estava calor fora de Sintra e igualmente calor dentro de Sintra. Ficou a promessa de regressar noutro dia com outros planos. Como antigo munícipe do concelho de Sintra, é um local que me toca sempre de forma especial.

O travesseiro estava muito bom, nem deu tempo para fotografar.







Tenho que lá voltar. Para passear, para correr, para sentir Sintra no seu melhor. Tenho que lá voltar antes do Fim da Europa. Espero que seja em breve. Voltando à foto inicial, no final da noite as coisas já estavam meio assim:

Tudo desfocado... Será da lente ou do Lambrusco?
Então, rapaz, treinar este fim de semana está quieto? Errado!
Não fui de manhã mas enchi-me de coragem (ou seria vergonha?) e a meio da tarde lá fui eu fazer um treino rápido que ficou próximo dos 9kms e só não foi um pouco mais longo porque tinha outros afazeres e horários a cumprir.
E sabem o que é mais engraçado? No meio de tanta preocupação com os treinos longos só pouco antes de sair para treinar é que espreitei o plano de treinos para hoje. Dizia: "corrida de 10km".

Amanhã há mais!
Votos de uma boa semana e bons treinos!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Férias

Ora bem, depois de muito prometer cá vai um pequeno resumo do que foram as férias que vos deixaram a cantarolar a minha playlist. Ou a perguntar que raio de gosto musical é que este gajo tem!

A primeira semana foi passada em Portimão a fazer uma de três coisas: piscina, praia, comer e beber. Nem sempre por esta ordem.
E foi isto. A sério, uma semana de papo para o ar sem mexer uma palha. Excepto no dia em que fui correr com um dos grupos locais onde fui bem recebido. Antes do treino fiz um aquecimento rápido de 2kms até ao local do treino. Tirei esta foto, guardei o telemóvel no Flipbelt e recebo um sms.

"Última hora: Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park, encontrado morto."

Era de um serviço de notícias da Vodafone que tenho activo e que só nunca desactivei por ser gratuito e porque não chateia muito. O sms trazia um link que prontamente abri. Ainda reencaminhei aquela mensagem, voltei a guardar o telemóvel e preparei o relógio para o treino propriamente dito até que percebi que ele não reagia. Fiz o truque de todos os informáticos, desliguei-o e ele tentou voltar a ligar e puff. Tanto trabalho em conseguir ter o relógio novinho preparado para o trazer para férias, experimentei-o a caminhar e quando vou finalmente correr com ele... ficou sem bateria. Pelo menos ainda contou o aquecimento. Corri com o Strava no telemóvel o que é sinal de fracasso porque apenas contou o tempo e desligou o GPS por causa de definições de poupança de bateria ou coisa assim. Nota-se que nunca uso a app no telemóvel para gravar as actividades. Mas o treino não correu mal, fui com o grupo da frente sempre a puxar e senti-me bem. Reparem que escrevo mais sobre o treino do que sobre o resto da semana também para tentar queimar todas as calorias que fui consumindo entretanto.
Pelo meio, umas passagens por Armação de Pêra e uma visita que este ano foi obrigatória ao ZooMarine. E a curiosidade de encontrar uns amigos mesmo ao lado na fila do ZooMarine e outros hospedados mesmo ao lado em Portimão. Outro ponto alto desta semana eram as mensagens diárias que recebia da minha chefe ao final da tarde a resumir-me as notícias de desporto e as transferências futebolísticas do dia. Televisão foi coisa que mal vi e evitava ao máximo estar online se bem que de vez em quando lá fugia para o vício. Siga para a segunda semana!

E siga para o Alentejo, com paragem em Castro Verde para almoçar umas bochechas de porco preto fantásticas, acompanhadas de migas e batata doce. E da esplanada só se via Alentejo por todo o lado. 


O sítio escolhido fica na estrada de Portalegre para Marvão, a meio caminho de ambas e a 10 minutos de Castelo de Vide. Calma, sossego, paz, o som dos passarinhos e nada de incêndios - mas sobre isso ainda falo depois. Não houve corridas nestes dias, apesar de ter visto pelo Google Maps possíveis caminhos e até ter traçado um potencial percurso de 10km. Sem stress, fui logo correr no sábado a seguir a ter regressado.




Aqui os planos já eram diferentes: passear, passear e passear. Portalegre até acabou por ficar fora do mapa e o centro das atenções foram Castelo de Vide, Marvão e algumas preciosidades por ali, como a praia fluvial de Portagem ou as ruinas da Cidade Romana de Ammaia.

Ah sim, também havia piscina.

Ao longe dava para ver o fumo dos incêndios
 
Mas ao perto estava tudo verdinho, felizmente!

Marvão
Praia Fluvial de Portagem




Nas ruínas estavam a decorrer trabalhos de escavação e um dos rapazes foi descrevendo e mostrando todo o espaço da cidade, incluindo moedas encontradas naquela manhã e a estrada nacional que corta a antiga cidade ao meio...


Estando tão perto da fronteira, era obrigatória uma ida a Espanha - e não apenas para ir atestar o depósito à bomba que está estrategicamente colocada 500 metros depois de se entrar no país vizinho. Uma série de pesquisas online sugeriram visitar uma cidade, perdão, um município chamado Alcântara onde também se podem encontrar inúmeras marcas da presença Romana na Península Ibérica. O ex-libris é a Ponte Romana de Alcântara datada do século II que se ergue por cima do Rio Tejo. Perguntam vocês: ir para tão longe a Espanha ver Alcântara e o Rio Tejo? Isso podes ver ali em Lisboa todos os dias, pá! Podem perguntar, eu fui o primeiro a dizê-lo.

Praça de Lisboa - a sério... e neste largo também havia a Discoteca Lisboa Café-Bar

Ponte Romana sobre Rio Tejo vista do topo da cidade

Fachada de edifício romano - Alcântara
Arco da Ponte Romana de Alcântara

E os fogos? Estiveram sempre longe o suficiente daquela zona para não incomodarem, mas igualmente perto no telemóvel através de um site que fornece actualizações ao minuto de todas as ocorrências. E só numa tarde, a última antes do regresso, é que houve um pequeno susto com um incêndio a 10km de distância mas que foi resolvido numa questão de horas.

Incêndio em curso
Nessa tarde era isto que se via em Castelo de Vide
Incêndio em resolução

E assim se faz um resumo de duas semanas de paz e sossego - prontamente já estragado pelas notícias que recebi ao fim de dois dias de trabalho. O regresso fez-se de forma tranquila, com passagens pelo Crato (onde irei estar em Setembro. Já disse que estou inscrito na Meia Maratona de Castelo Branco?) e Coruche (ainda andei à procura da Erra por causa do Cork Trail mas não encontrei) e uma breve paragem entretanto na Barragem de Montargil.

Foram 1500kms de viagem por esse país fora. E eu adoro conduzir em viagens longas. É curioso: peçam-me para fazer 10/15kms de carro e eu torço o nariz.  Peçam-me para fazer 100 ou 200 e eu vou sem hesitar! Também sinto que a praia me atrai cada vez menos (mas digo mal à minha vida quando estou fechado num escritório e não posso ir dar um mergulho) e que prefiro cada vez mais conhecer estes recantos do nosso país. Estarei a ficar velho? Ou apenas mais selecto? E ainda há tanto que não conheço: vergonhosamente nunca fui ao Gerês, à Serra da Estrela, a Braga/Guimarães (alguém me vai apedrejar por ter colocado ambas as cidades juntas) e conheço mal o norte em geral.

As próximas férias são sobretudo para ficar por casa, mas parece haver planos interessantes para vários fins de semana nestes meses. E são estes momentos bons que levamos desta vida!

Pela estrada fora

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

I'm back!


Era para ter escrito no domingo, era para ter escrito na 2a, era para... Estão a ver onde isto vai dar, não estão? Ainda hei-de dizer umas palavrinhas sobre as férias e sobre a chatice que é ter que voltar ao trabalho, mas o que está na ordem do dia é... correr!


Desde que voltei já fiz dois treinos e apesar de estar a sentir o peso (literalmente) das férias, acho que em termos de ritmo não estou assim tão longe do ideal. 

 
O ritmo que podia estar melhor é o cardíaco, já que em ambos os treinos bati nas 195 pulsações por minuto... Colapsei um bocado na subida no treino de sábado e ainda andei com os bofes de fora a meio do treino de 2a que felizmente foi sempre a direito. Foi uma espécie de tratamento de choque para não me deixar embalar pela preguiça. Foi excelente para voltar a correr no meio das pessoas fantásticas que me rodeiam nestas aventuras. Agora é continuar o embalo e aproveitar que até tenho um relógio novo para me acompanhar nos treinos que fizer sozinho.

Em relação ao Porto, diz que faltam menos de 100 dias, diz que há um plano de treinos para tentar cumprir e que tenho ambição de fazer um bom resultado mas sem menosprezar a distância. Ainda me lembro bem que entrei na minha segunda Meia Maratona armado em campeão e lixei-me à grande!

Ainda estou com o "jet-lag" das férias, portanto também tenho que recuperar o ritmo da escrita. Em breve hei-de escrever algo sobre as férias (ao reler o post antes de o publicar reparei que já tinha dito isto...) e sobre o regresso ao trabalho. Pelo menos já estou quase a par com tudo o que aconteceu entretanto pela blogosfera.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Um mês depois, uma música ainda dedicada às Fogueiras!

👽



"Invincible [Live From Wembley Stadium]"
Muse


(...)
Follow through
Make your dreams come true
Don't give up the fight
You will be alright
'Cause there's no one like you in the universe

Don't be afraid
What your mind conceives
You should make a stand
Stand up for what you believe
And tonight
We can truly say
Together we're invincible

During the struggle
They will pull us down
But please, please
Let's use this chance
To turn things around
And tonight
We can truly say
Together we're invincible
(...)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Porque hoje é dia de treino...

...e porque mesmo a quilómetros de distância estarei a pensar nos colegas de equipa que tanto, mas tanto já fizeram por mim. A dedicatória é para todos eles e para quem me ajuda sempre por essas estradas fora.




"Give me Strenght"
Snow Patrol
I choked back tears today
Because I can't begin to say
How much you've shaped this boy
These last ten years or more

My friends, we've seen it all
Triumphs to drunken falls
And our bones are broken still
But our hearts are joined until

Time slips its tired hand into our tired hands
We've years 'til that day
And so much more to say

You give the strength to me
A strength I never had
I was a mess you see
I'd lost the plot so bad

You dragged me up and out
Out of the darkest place
There's not a single doubt
When I can see your faces

My friends, we've seen it all
When it made no sense at all
You dare to light my path
And found the beauty in the aftermath

Let me hold you up
Like you held me up
It's too long to never say this
You must know i've always thought

You give the strength to me
A strength I never had
I was a mess you see
I'd lost the plot so bad

You dragged me up and out
Out of the darkest place
There's not a single doubt
When I can see your faces

You give the strength to me
A strength I never had
I was a mess you see
I'd lost the plot so bad

You dragged me up and out
Out of the darkest place
There's not a single doubt
When I can see your faces

quarta-feira, 12 de julho de 2017

234 dias...

... ou, se preferirem, 7 meses e 22 dias.

Isto é a resposta à pergunta: há quanto tempo é que não calçavas os ténis de trail? Este tinha sido o último dia. Significa isto também que há imenso tempo que não via um gráfico deste género nos meus treinos:


O treino de ontem teve aquelas duas palavras que quando aparecem em conjunto me fazem ter vontade de me sentar no sofá a ver qualquer coisa na televisão enquanto estou agarrado a uma caixa de gelado ou a um balde de pipocas: trail nocturno.

Então e gostaste, perguntam vocês? Sim... e não.
Senti-me bem e apesar das limitações habituais nas descidas até não tive muitas dificuldades - excepto numa em particular. Tentava ir sempre no grupo da frente a subir para depois ter margem de manobra para demorar um pouco mais a descer. E sempre que ficava mais para trás tive companhia para me dar aquele bocadinho de apoio moral que é sempre importante.
Não gostei porque foi um treino muito longo para um dia de semana. Foram 13,5km que - com paragens para reagrupar e beber água - demoraram um total de quase duas horas e meia. Diz o Strava que a correr foram pouco menos de duas horas. Este é o tipo de treinos que a malta combina aos domingos de manhã e aí há menos restrições de tempo. Agora a uma 3a feira à noite... Torci o nariz e já estava algo farto aos 7,5km quando percebi que o regresso ia ser feito novamente pelo monte - e nem fazia ideia que essa subida ainda ia ser maior que a primeira! Acabámos quase todos por fazer grande parte dessa subida a andar. Isso também significou que a descida ia ser maior, mas como foi feita só com a luz dos frontais e eu estava mesmo era com vontade de acabar o treino enchi-me de fé e lá fui eu por ali abaixo. E pronto, a coisa fez-se.

Entretanto faltam 115 dias para a Maratona do Porto e o plano de treinos que eu segui no ano passado - e que quero seguir este ano ainda com mais afinco - é um plano para 20 semanas e eu tinha metido na cabeça que era de 12 semanas. Ou seja, tecnicamente o plano já começou mas com as duas semanas de férias que se aproximam lentamente - mas que vão passar num instante... - só vou mesmo meter mãos (ou pés) à obra a partir de 31 de Julho.

Já agora, no ano passado tentei seguir o "Plano para Atletas que pensam fazer entre 4h10 min e as 5h00 min" e desta vez vou optar pelo plano "3h30 min e as 4h00 min". Não que esteja com intenções de fazer tempos dentro desses valores, mas uma pessoa tem que apontar sempre um bocadinho mais acima daquilo que sabe que vai fazer.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Correr nas férias

A Corrida das Fogueiras costuma marcar o início das férias no que diz respeito a provas. Este ano até tinha a possibilidade de ainda fazer mais uma ou outra prova mas o mais provável é mesmo fechar a loja.

Estou quase a ir de férias durante duas semanas e isso causa sempre uma redução drástica dos treinos e dos quilómetros, mas tento lutar contra isso todos os anos. É que isto de estar de férias não significa automaticamente ter todo o tempo do mundo livre para correr, antes pelo contrário. Há uns anos a única solução eram umas corridas na praia às 7:00 da manhã (sim, já aconteceu!). Depois descobri que o sítio onde passava férias tinha um percurso circular de 8kms pela vila e foi lá que fiz... um treino nesse ano. Curiosamente fui com um colega de equipa que também estava a passar férias no mesmo sítio.

No ano passado as férias mudaram de sítio e embora tenha levado o equipamento nunca corri. E ganhei 4 quilos nesses dias. O que vale é que assim que voltei comecei o plano de treinos para aquela-prova-cujo-nome-não-se-pode-dizer e rapidamente tudo voltou ao normal. Prometi a mim mesmo que em 2017 não iria ser igual.

Ontem à noite lembrei-me de pesquisar, mas antes disso fui espreitar a rede social e lá fiquei distraído até que... "Olá, o que é isto??"
Um elemento de um dos grupos de corrida onde estou partilhou um treino feito em período de férias exactamente no sítio para onde vou e recomendou o grupo lá existente a quem for de férias para aquela zona. Minutos depois já estava no grupo e já tinha recebido links de outros dois grupos, um dos quais de trail. Ficava no ar a promessa de que mais gente da zona de Lisboa iria correr com eles durante o Verão. Perfeito, pelo menos naquela semana já tenho um treino programado! Agora é só uma questão de gerir aquele dia específico à volta da hora do treino. Fica só a faltar um plano para a segunda semana, que será noutra zona do país, para poder levar a nossa camisola a outras paragens.

Depois disto, tal como no ano passado, começam os treinos específicos para a única prova em que estou oficialmente inscrito até ao final do ano. Faltam 128 dias!