terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Seriam 30


De vez em quando vou espreitar o teu sorriso radiante e doce que me faz lembrar a maneira simples como encaravas a vida apesar das circunstâncias. Esse sorriso alegre que me inspira (a mim e a tantos outros que acompanharam o teu percurso) a viver a vida tal e qual como ela é, independentemente de tudo o que aconteça. Porque a luz que irradiamos irá para sempre iluminar o nosso caminho.
Merda para as doenças de merda.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A minha vida desde sábado e nos próximos tempos...

...vai ser um copy/paste de:

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição (quase) confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição (quase) confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

A sua inscrição está confirmada. (...) Esperamos por si (...) Consulte o regulamento para mais informações (...) Não é necessário imprimir este e-mail. (...).


E sabem que mais? Já tinha umas saudades do catano disto!!

Frio

Sim, está frio... mas não e razão para tanto drama, ok? Tens mesmo a quem sair, pa!



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Fim da Europa 2018

Bem, com tanta coisa que se tem andado a passar à minha volta quase que deixava passar o relato daquela que aos poucos foi passando a ser umas das minhas provas favoritas do calendário: a Corrida Fim da Europa.

Fui lá em 2016 um bocado a medo e a coisa tinha corrido mal com a entrega dos dorsais.
Regressei em 2017 meio lesionado e depois da prova acabei por ter que parar um mês para recuperar.
E tirei a barriga de misérias este ano. Fui lá cheio de fé para "partir aquilo tudo"!

Há qualquer coisa nesta prova e no ar da serra de Sintra que me fez passar de um discurso de "ah e tal, vou lá uma vez só para marcar com um visto a prova do calendário" para "já cá vim 3 vezes seguidas e já estou ansioso pelo próximo ano!" Não é uma prova fácil, tem uma logística complicada inerente ao facto de começar num sítio e terminar noutro a 17km de distância, mas o que é certo é que é um desafio fantástico que me continua a cativar. Já posso dizer que tive finalmente uma prova verdadeiramente feliz em Sintra, porque para além do Fim da Europa a outra que lá tinha feito... Credo, agora que olho para trás há imensa coisa que começa a fazer sentido.

Fui novamente com alguns colegas de equipa e eu era o único que já tinha feito a prova e sabia exactamente ao que ia. Tentei, por isso, transmitir-lhes a dureza e beleza do percurso, os pontos críticos e as alturas mais tranquilas onde podiam arriscar mais. Fico muito contente também que todos, sem excepção, tenham ficado fascinados com a prova e queiram voltar para o ano para repetir já com um melhor conhecimento do trajecto para melhorarem o seu desempenho. Foi precisamente com esse objectivo que eu lá fui no domingo.

Antes da prova tive vários momentos de felicidade que me ajudaram a descontrair. A cada cantinho encontrava uma cara conhecida: o Rúben (que eu encontro sempre em todas as provas assim que chego à zona da partida sem nunca combinarmos um ponto de encontro para darmos um abraço), o Rui, a Filipa, o Mário e mais malta porreira, amigos de muito longa data e companheiros de estrada. Mas o ponto alto estava precisamente naquilo que quase que se tornou no primeiro encontro organizado de bloggers de corrida de Lisboa e arredores. Deu-se a coincidência de eu, a Agridoce, a Fabiana e a Mafalda estarmos ao mesmo tempo no mesmo espaço e na mesma prova. E obviamente que nos encontrámos, apesar de não termos tido a possibilidade de fazer uma foto de grupo para a "prosperidade", como muito alegremente diria uma amiga minha. Foi muito fixe (re)ver ao vivo e a cores esta malta toda e ter tempo para conversar um pouco, tanto no início como no final da prova. Temos que repetir, ok? E juntar ainda mais malta, já agora. (Por falar nisso, oh Vonita, como é que é possível que ainda não tenha sido desta?!? É nos Sinos?) 

Pronto, se calhar está na hora de começar a correr e pelas 10:00 em ponto lá fomos a serpentear por Sintra acima naqueles primeiros quilómetros sempre a subir. Malandros, é só para estragar logo a média de uma pessoa.




Eu sabia ao que ia e subi nessa fase com muita calma sem me querer cansar e sem stressar com o ritmo porque a única coisa que queria era fazer o mais próximo possível dos 7:00/km. Depois veio a parte boa. O sector intermédio agrada-me bastante com um longo carrossel onde ia ultrapassando bastantes atletas a descer e era ultrapassado por poucos a subir. Era também uma fase onde ia identificando muitos companheiros de estrada que iam com um andamento semelhante ao meu e fui procurando manter-me sempre a um ritmo forte. Sabia que no ano anterior tinha tido dificuldades em algumas partes desta zona e não queria que o mesmo acontecesse este ano. Sabia também que se queria fazer um tempo porreiro era aqui que não podia quebrar, sobretudo entre os 8 e os 11 quilómetros. E consegui. E de tão focado que ia que até me esqueci de tomar o gel que levava. Encarei aquela rampa malvada de garras afiadas e consegui nunca ter que parar para caminhar, mesmo que fosse a correr com passinhos curtos e pouco mais rápido do que quem estava efectivamente a andar.

Tinha feito contas ao tempo de prova que queria ter quando chegasse ao ponto mais alto da prova antes da descida frenética até ao Cabo da Roca e quando lá cheguei com menos 3 minutos que o planeado senti claramente que era o meu dia!


Era altura de dar o golpe final. Desço em estrada com uma leveza inversamente proporcional àquela com que desço em trail. Fui a voar por ali abaixo - dentro daquilo que é a minha velocidade, claro - mas sempre tentando não me cansar em excesso porque descer tanto tempo seguido também é difícil. Quando chego ao cruzamento da Azóia atirei um de vários "bora-lá-fazer-barulho-toca-a-bater-palmas-não-'tou-a-ouvir-nada" para o muito público que estava a assistir mas a resposta foi tímida ao contrário do que aconteceu já mais perto do Cabo da Roca onde as pessoas que estavam à beira da estrada ou no pátios das vivendas respondiam de forma positiva.

O dia fantástico de sol mostrava perfeitamente o oceano lá ao fundo. Tive saudades do nevoeiro do ano anterior, mas foi bom sentir o doce toque dos raios de sol (estão a ver, fala-se de Sintra e dá-me para clichés poéticos) no rosto e na pele. Consegui não quebrar naquela rampa estrategicamente colocada uns metros antes da meta e consegui não tropeçar e rebolar por ali abaixo no empedrado final. Acabei com um tempo que destrói por completo as marcas dos dois anos anteriores. Ainda sonhei em fazer na casa da hora e trinta, mas assim deixei margem para regressar em 2019 com objectivos renovados.


O Strava não chegou aos 16,945kms oficiais da prova. Parece-me que andei a cortar curvas qual carro de Fórmula 1 ou piloto de motociclismo. O RAI (ritmo ajustado à inclinação) que faz o acerto do ritmo mediante a elevação (seja ela positiva ou negativa) mostra que andei muito na casa dos 5:00/km e isso soa-me muito bem.

A tenda final foi palco para mais reencontros e para um rápido balanço do que tinha acabado de acontecer. Apesar das dificuldades, não encontrei ninguém desapontado com a sua prestação, antes pelo contrário. Parto rumo aos autocarros e a imagem que levo é de rostos felizes e muito sorridentes, imagem essa que ainda mantenho bem fixa na minha mente.

Parece então que lá terei que voltar para o ano. Que chatice! 

Prova nº 76 - Corrida Fim da Europa 2018 - 17km - 01:32:29

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Não me tentem...

Retido numa estação de comboios devido a problemas na circulação causados por "incidentes com passageiros".

Vou ao Google Maps confirmar: são 17km a pé até casa...

Não estivesse eu de sapatos e calças de ganga e era um belo treino longo, era...!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Bom dia!

Diz que é por ali o caminho até ao trabalho, mas eu vejo isto e só consigo pensar que é assim que quero encontrar Sintra no domingo!


domingo, 21 de janeiro de 2018

O regresso ao Trail

Todos nós temos, com maior ou menos regularidade, aquele sonho em que estamos a cair e de repente acordamos, certo? Nos últimos tempos tem sido recorrente acordar assim a meio da noite ou até pouco tempo depois de ter adormecido. Ora o que a minha mente fez foi adaptar este sonho (ou devo chamar-lhe mesmo pesadelo?) às minhas próprias circunstâncias: no meu sonho eu estou a andar/correr e começo a cair até ao infinito porque torci o pé.

Foi precisamente num trail que eu tive uma das minhas maiores lesões precisamente porque torci um pé. Mas também já me aconteceu o mesmo num treino de estrada - poucos dias antes da MM Douro Vinhateiro - e no primeiro treino que fiz este ano. Foi só susto em ambos estes casos.

A minha gritante falta de jeito para andar em percursos que não sejam de estrada afasta-me constantemente de trails e faz-me torcer... o nariz quando sei que é esse o destino. Raramente alinho quando são treinos de equipa e meter-me em provas então está quase fora de questão. Tenho uma falta de confiança brutal quando estou perante uma descida mais pronunciada que, no entanto, é quase inversamente proporcional à tranquilidade com que encaro as subidas.

Não entrei em 2018 com particular vontade de mudar esta minha apetência para o trail, nem faço disso nenhuma espécie de resolução de ano novo, mas a verdade é que a equipa marcou um treino de trail especial para hoje e eu não hesitei em estar presente. Na ementa estavam previstos 20km com a menor quantidade de alcatrão possível. Estava entre amigos e sem pressão portanto sabia que ia ter ajuda em caso de necessidade. Foi curiosa a festa que a malta me ia fazendo à medida que ia chegando. Muitos nunca me tinham visto com coisas como ténis de trail nos pés e mochila de hidratação às costas. A gata cá de casa também mostrou a sua estranheza relativamente à mochila tanto ontem quando a preparei como hoje quando me veio fazer companhia enquanto me equipava.

O que aconteceu durante aqueles quilómetros foi aquilo que esperava. Tive dificuldades em algumas descidas, mas de facto só numa é que precisei de apoio extra por ser íngreme e estar enlameada. Depois não me poupei nas subidas e tentei correr todas as que pude. Uma espécie de preparação para o Fim da Europa. E o desfecho final foi que... gostei. Não estou surpreendido, a minha aversão ao trail nunca foi tanto pelo trail em si (as imperfeições técnicas a descer corrigem-se da mesma forma como uma pessoa em estrada tenta melhorar a maneira como corre em empedrado, por exemplo) mas sim por outras questões que me fazem associar trails e pensamentos e momentos negativos. Um pouco como o Alex na Laranja Mecânica ser submetido a um "tratamento" que consiste em associar imagens de violência à Nona Sinfonia do Beethoven que ele tanto adora. 

Isto não significa que a partir de agora vou passar a inscrever-me que nem louco em trails - apesar de estar nos planos fazer um este ano - mas é um passinho para os voltar a olhar de outra forma. Porque o importante são sempre as pessoas com quem partilhamos estes momentos e que nos fazem felizes e os trails em geral não têm culpa da maneira como eu os passei a observar nos últimos dois anos, mais coisa menos coisa.

Fiquem com algumas das imagens. Acreditem que isto ao vivo é imensamente mais bonito!




Uma boa semana para todos!