sábado, 14 de outubro de 2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Este post incluí algumas asneiras e outras merdas

Estou a um mês de completar 13 anos de casa na empresa onde trabalho e infelizmente a cada ano, mês, semana que passa estou a lutar cada vez mais para me conseguir manter empenhado ao máximo. No meio de tantas trocas e baldrocas há muito que deixei de lutar naqueles jogos de bastidores, naqueles sorrisinhos que ganham pontos, nesse tipo de merdinhas. Ainda há dias dizia à minha chefe que eu sou um porreiraço e nunca me queixo, portanto se me estou a queixar é porque já excedi o meu limite.

É por estas e por outras que hoje entrei em modo de birra ao fim de dois e-mails trocados com uma colega e mais birrento fiquei quando outra me tentou passar por cima, impondo uma autoridade que não tem. O que ela tem são as costas bem protegidas. E foi com este espírito merdoso que entrei numa reunião e ao fim de dois minutos desisti de tentar sequer argumentar. Façam o que quiserem, que se foda.

Sobre trabalho não falo mais. Deixo apenas as palavras da minha chefe há umas semanas atrás: 

"A tua vida não é isto. Isto é só um emprego das 9 às 5. Ou das 8:30 às 16:30 no teu caso. A tua vida está lá fora. Aqui estão os nossos clientes que tentamos ajudar com as ferramentas que nos dão. A tua vida são as corridas, são os amigos das corridas, é a tua família (foi ela que escolheu a ordem, não fui eu), é a Bia (a gata cá de casa), é o Benfica caramba."

O único problema é que a vida cá fora também tem estado atribulada. A meio da manhã lembro-me de agarrar no telemóvel que ainda nem sequer tinha tirado da mochila. Tinha 15 chamadas não atendidas, a primeira das quais pouco antes das 9:00. Tinha uma mensagem de voz deixada por engano e que me fez logo perceber o que podia ter acontecido. Recebi então a chamada número 16 e consegui finalmente atender:

"Choque em cadeia. Vem já para Santa Maria."

Larguei tudo e fui. E foi mau, mas podia ter sido tão, mas tão pior.
Agora é recuperar, física e psicologicamente. E esperar que as seguradoras não dificultem.

E foda-se, está na hora de ir à bruxa. Se conhecerem alguma deixem aqui o contacto.

(Este blog seguirá o seu rumo normal. Eventualmente. Desculpem e obrigado.)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Atchimmmm

Escolha curiosa de título, tendo em conta que a constipação que me tem acompanhado já há uma semana não meteu espirros ao barulho.

Estava hoje a descrever como me sinto:

- voz de quem vai fazer agora o turno da meia noite às 4 da manhã numa hotline (já agora, ainda existem ou isto é uma referência que faz de mim um gajo velho?)
- um gastar de lenços de papel próprio de quem não tem qualquer consideração pelas árvores
- acordar de manhã a sentir que tinha dormido num colchão de água... literalmente, dentro de um!

O pior é que sei perfeitamente quando é que fiquei assim. Bastou-me, na semana passada a caminho do trabalho, sair de um autocarro cheio de gente e apanhar uma pontada de vento frio enquanto vestia o casaco. Quando cheguei ao escritório, 500 metros mais à frente, já sentia a garganta apanhada. E agora é isto, uma semana de treinos perdida e uma pequena quebra na motivação.

Eu quero ir treinar! Eu quero ir fazer os meus treinos longos! Eu queria ir, meio off the record, à Meia Maratona da Moita e assim já não vou...

Amanhã. Nem que sejam só 5kms. Até já se ofereceram para me acompanhar para eu não me perder pelo caminho. Amanhã tenho que voltar a treinar. Por favor!

Pelo meio, um dia de sábado passado na Figueira da Foz - e sim, eu sei que ter ido não ajudou nada a recuperar, mas tinha que ser - para acompanhar a última etapa do Campeonato Nacional de Triatlo. Foi tão bom estar numa comitiva cheia de amigos e chegar lá e encontrar ainda mais caras conhecidas a participar. Tivesse eu um pouco mais de energia e até fazia um relato mais extenso.

Agora vou ali tomar a medicação e enviar-me na cama.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Obrigado, seus grandes malucos!

😎 🏃🏃🏃🏃🏃🏃😎
Concordo. E conheço quem também concorde e diga isto ali por volta do segundo quilómetro de um treino. Mas há tanta coisa neste mundo que nos cansa muito mais e da qual não retiramos prazer nenhum...

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Olá 2018

Fui ali ao histórico e percebi que no ano passado escrevi "este" texto já nos primeiros dias de Outubro. Este ano será mais cedo e foi hoje que adicionei ao meu Excel das corridas a folha para 2018 para lá colocar as primeiras provas do próximo ano:



A única nota é que as inscrições para o Fim da Europa apenas abrem no próximo dia 25 de Setembro.

Mas 2017 ainda tem imensos desafios pela frente: MM Coimbra, Maratona do Porto e MM Évora para depois voltar a correr em Lisboa e confirmar que distância quero fazer na prova dos Descobrimentos para além de fazer o Grande Prémio de Natal, sem contar com o regresso das provas do troféu das Localidades onde vou querer voltar a marcar presença sempre que possível.

Quilómetros de beijos e abraços e votos de bons treinos!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Leituras

Sendo eu um gajo de Letras era de esperar que tivesse uma relação mais próxima com os livros, mas a verdade é que não tenho. Gosto de um bom livro, mas não sou um ávido leitor como gostaria. E gosto sobretudo de coisas muito particulares e que me digam algo. Sou, por exemplo, um grande fã de Edgar Allan Poe e da literatura do fantástico e de mistério. Tornei-me fã de Nick Hornby porque ele gosta deveras de duas coisas com que eu também me relaciono: futebol e música. 

O primeiro livro dele que li foi o Fever Pitch onde ele conta histórias da sua vida sempre relacionadas com... jogos de futebol, sobretudo do Arsenal que é o seu clube do coração. E consegue sempre encontrar um paralelo entre o futebol e a vida, como a história do jogo que foi ver fora de casa a cerca de 100 quilómetros de Londres em que apanhou uma molha descomunal para ver um jogo de fim de época que já não ia melhorar o péssimo 9º lugar no campeonato, mas mesmo assim a bancada festejou o golo da vitória como se tivessem ganho a Liga dos Campeões. Porque na vida também há pequenas vitórias que merecem ser celebradas. Ou a minha história favorita de quando ele levou uma namorada pela primeira - e penso que única vez - ao futebol e ela apanhou uma insolação que a obrigou a ir para o hospital ao intervalo. E ele não sabia se a devia acompanhar ou ver o jogo até ao fim. É que o namoro não era assim tão sério e o jogo era crucial para o desfecho daquela época e ainda estava 0-0. Percebe-se o dilema!

Agora o meu foco está, naturalmente, mais virado para livros relacionados com o mundo da corrida e depois deste onde apenas me falta ler o capítulo relacionado com o pós-prova (onde no ano passado falhei redondamente porque depois de cumprir a maratona senti um vazio de objectivos que me fez passar um mês algo à deriva) já tenho nova leitura, desta vez recomendada pelo Baptista, a quem agradeço agora publicamente:


Comecei hoje a ler nas viagens de comboio e autocarro entre casa e o trabalho, tornando-me em mais uma pessoa com a cabeça enfiada no telemóvel, mas é por uma boa causa. Confesso que apenas conhecia Zátopek de nome e pouco ou nada sabia sobre a sua história e até ao momento estou bastante entusiasmado com o início da leitura. Para já, dois destaques:

- Zátopek nasceu a 19 de Setembro, o que significa que comecei a ler o livro no dia em que faria anos caso ainda fosse vivo;

- já registei uma frase que é associada ao seu espírito como atleta: "Great is the victory, but greater still is the friendship." Está ali ao nível da citação do Spirit of the Marathon.

Agora vou ali dormir para amanhã estar fresquinho de manhã para continuar a leitura.

Se porventura conhecerem algum aniversariante em Setembro...