quinta-feira, 6 de julho de 2017

Dúvida

Acabar o serão a navegar pelo YouTube a ver músicas vencedoras da Eurovisão e algumas das músicas que representaram Portugal é:

a) divertido?
b) disparatado?
c) sinal que estou a precisar de férias?
d) uma outra opção qualquer à vossa escolha?

Eu não cheguei a nenhuma conclusão e ainda fiquei com mais dúvidas. Nomeadamente:


1- Há maneira de escolher outro frame nos vídeos publicados? No meio de tanta gente este é péssimo...
2- Será um sinal que as minhas músicas favoritas desta compilação de vencedores sejam as da Suécia? Uma já tinha passado por aqui.


3- A paixoneta de adolescente que eu tinha pela Lúcia Moniz faz com que o Love Actually continue a ser dos meus filmes favoritos de todos os tempos?

4- Estou há demasiados dias sem correr, não estou?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Correr nas férias

A Corrida das Fogueiras costuma marcar o início das férias no que diz respeito a provas. Este ano até tinha a possibilidade de ainda fazer mais uma ou outra prova mas o mais provável é mesmo fechar a loja.

Estou quase a ir de férias durante duas semanas e isso causa sempre uma redução drástica dos treinos e dos quilómetros, mas tento lutar contra isso todos os anos. É que isto de estar de férias não significa automaticamente ter todo o tempo do mundo livre para correr, antes pelo contrário. Há uns anos a única solução eram umas corridas na praia às 7:00 da manhã (sim, já aconteceu!). Depois descobri que o sítio onde passava férias tinha um percurso circular de 8kms pela vila e foi lá que fiz... um treino nesse ano. Curiosamente fui com um colega de equipa que também estava a passar férias no mesmo sítio.

No ano passado as férias mudaram de sítio e embora tenha levado o equipamento nunca corri. E ganhei 4 quilos nesses dias. O que vale é que assim que voltei comecei o plano de treinos para aquela-prova-cujo-nome-não-se-pode-dizer e rapidamente tudo voltou ao normal. Prometi a mim mesmo que em 2017 não iria ser igual.

Ontem à noite lembrei-me de pesquisar, mas antes disso fui espreitar a rede social e lá fiquei distraído até que... "Olá, o que é isto??"
Um elemento de um dos grupos de corrida onde estou partilhou um treino feito em período de férias exactamente no sítio para onde vou e recomendou o grupo lá existente a quem for de férias para aquela zona. Minutos depois já estava no grupo e já tinha recebido links de outros dois grupos, um dos quais de trail. Ficava no ar a promessa de que mais gente da zona de Lisboa iria correr com eles durante o Verão. Perfeito, pelo menos naquela semana já tenho um treino programado! Agora é só uma questão de gerir aquele dia específico à volta da hora do treino. Fica só a faltar um plano para a segunda semana, que será noutra zona do país, para poder levar a nossa camisola a outras paragens.

Depois disto, tal como no ano passado, começam os treinos específicos para a única prova em que estou oficialmente inscrito até ao final do ano. Faltam 128 dias!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

#ninguemficaparatras

"Até que chegou o momento esperado a cerca de 1,8kms da meta. E esses quilómetros - aqui abreviados em poucas linhas, mas que dão para encher um post inteiro - foram dos mais marcantes de sempre e nunca os esquecerei. A certa altura ouço alguém no passeio a gritar: "Assim é que é, um colega de equipa nunca fica para trás!" E isso resume tudo."

A minha sorte e' que hoje estou numa sala de reunioes fechado e sozinho a fazer trabalho administrativo longe da minha secretaria. Assim pude soltar umas lagrimitas sem ninguem reparar.

Fogueiras, Futebol e... Família!



Como sempre inscrevi-me para as Fogueiras na madrugada em que as inscrições abriram. Uns 10 minutos depois da meia-noite já tinha o dorsal pago e ainda consegui baixar um número em relação ao ano anterior. No entanto, a verdadeira prova começou no dia 21 de Março.
A pergunta era: "Consigo fazer os 15 das Fogueiras?"
A resposta antes disto foi: "Sim! E nós vamos buscar-te quando acabarmos."


Continuando...
Qualquer desculpa é boa para ir passar um fim de semana a Peniche. Se for para correr, melhor ainda. Se for para fazer a Corrida das Fogueiras é perfeito. A primeira vez que ouvi falar desta prova foi no regresso a casa depois desta Meia Maratona da Ponte 25 de Abril. Estava obviamente abatido e vinha com um grupo de companheiros de estrada aqui da zona. Alguém comentou que as inscrições iam abrir em breve e foi a loucura. Disseram-me que se eu não conhecia tinha que passar a conhecer e por mais que tentassem explicar as razões acabaram por dizer que só mesmo indo é que se percebia. E eu fui. E agora é prova que eu quero fazer sempre!

Já aqui vos tinha dito quais os meus planos para esta prova e por mais que eu tivesse um colega - o mesmo que me desafiou aqui - a dizer-me que este ano não me apanhava porque eu estava muito forte, eu sabia que não era bem assim. Ele ia com planos de fazer menos de 1:15 e acabou a fazer 1:12. Ele sim está muito forte e fico bastante feliz pela evolução que está a ter!

Ao chegar a Peniche no sábado à hora de almoço o tempo estava fresquinho (frio, mesmo!) e até houve uns chuviscos pelo caminho. Bom para correr, desde que o vento não fosse dar um ar da sua graça. E levar um casaco? Nada. Nem aquela sweatshirt nova e giraça do grupo. Tótó, até parece que não sabes como é Peniche! Para minha surpresa e alegria a malta da equipa que lá foi ter chegou a meio da tarde em vez de mais próximo da hora da prova e isso fez com que fosse uma tarde ainda mais animada com o pessoal. Não deu para descansar uma horinha no quarto como estava previsto, mas não fez mal! Já agora, durante a tarde às voltas em Peniche devo ter feito a Avenida do Mar umas 5 vezes para cada lado e já ia com 8kms feitos. Belo aquecimento! Nessas voltas cruzei-me com caras conhecidas: o João Lima, a Isa e o Vítor, o Carlos, entre outros. E muitas outras caras ficaram por ver, tal era a multidão de atletas presente.

Conversa, fotos, preparativos finais, mais conversa, planear como fazer com as sardinhas, um stress de última hora, beijinhos e abraços (e um grande abraço de força!) e num instante a malta foi para os blocos de partida das Fogueiras e das Fogueirinhas. Era o único a estar na Onda Amarela e fiquei sozinho no bloco de partida. E sabia que desta vez não ia defender a média do comprovativo de tempo que tinha enviado: 1:15 era fantástico, 1:18 era o esperado, melhorar o tempo de 2016 era obrigatório.


Em cima temos a comparação entre 2017 e 2016. Lembrava-me que em 2016 tinha feito uns 5kms iniciais muito rápidos e que depois comecei a sentir o peso disso à passagem dos 10kms tendo rebentado por completo na subida do Hospital aos 13km. Este ano, à excepção do km12, fui sempre mais rápido que no ano passado. Voltei a fazer um primeiro terço da prova em excelente ritmo, aguentei-me bem na subida até ao Farol e quebrei... a seguir ao quilómetro 13 mas muito menos que no ano passado. Como a história se repete, foi um pouco antes desta zona que o João Lima passou por mim, exactamente no mesmo sítio do ano passado! Curiosamente quando nos vimos durante a tarde ele falava-me da minha cara de espanto em 2016 quando o vi a voar ao meu lado. Este ano não fiquei admirado. Os meus dois últimos quilómetros voltaram a ser os piores da prova mas não tão maus como em 2016 onde tive um final de prova mesmo complicado. Quando já estava a entrar no último quilómetro vejo a minha amiga Inês à beira da estrada a apoiar e aquele high-5 e a rápida troca de palavras de incentivo deram-me alento para me aguentar até ao fim. Mesmo com o apoio de tantos desconhecidos, sabe sempre bem ver um sorriso amigo e um apoio mais personalizado.

Durante o percurso tivemos tudo aquilo a que temos direito em Peniche: o público na rua a puxar por toda a gente! (Felizmente Portugal jogou a meio da tarde e não à hora da corrida como em 2016) Obviamente a apoiarem ainda com mais fervor os atletas locais, mas sempre com palavras de ânimo e palmas para os quase 3000 que completaram as Fogueiras, sem contar com os atletas das Fogueirinhas para os quais penso não haver número oficial. Já agora, a malta das Fogueirinhas também merecia um dorsal, não?

E quando o público por alguma razão não estava a apoiar, o que é que acontecia? Gritava eu para os apoiar a eles! "Bora lá Peniche" foi uma frase que ainda repeti algumas vezes e era sempre seguida de uma reacção sonora por parte de quem assistia. Senti-me imensamente bem nesta sintonia com o público. Também cheguei a gritar que não estava a ouvir nada quando o público estava ligeiramente mais calmo e aposto que alguém terá dito - ou só pensado - que isso era porque eu ia com os phones nos ouvidos.

Voltando à zona do Cabo Carvoeiro, ia a sentir-me tão bem que só aos 9kms é que me lembrei que ainda não tinha tomado o gel que estava previsto para tomar entre os 7.5 e os 8kms. Aquilo que notei - confirmado por quem também já fez a prova mais vezes - foi que este ano havia muito menos fogueiras acesas, previsivelmente fruto dos acontecimentos recentes. Como a lua também estava encoberta foi um misto de loucura e beleza extra fazer aquela zona quase às escuras! Recordo-me de vez num ano a organização lançar o desafio dos atletas levarem frontais para melhor iluminar o percurso naquela zona e ter havido uma recusa geral por parte dos participantes porque a prova chama-se Corrida das Fogueiras e não Corrida dos Frontais!

Ao ver a Avenida do Mar ali outra vez já só queria terminar bem. Devo ter olhado para o relógio umas três vezes durante o percurso todo. Uma delas foi à passagem aos 10kms para comparar o tempo com o do cronómetro oficial da prova (ia ligeiramente abaixo dos 51 minutos) e outra lembro-me ter sido à entrada para o último km e ter visto que estava com 1:13 e alguns segundos. Estava na mira para acabar com 1:18 e assim foi, embora já a cheirar o minuto 19.

Depois da meta não tinha tempo a perder, era voltar atrás para cumprir a promessa feita três meses antes. Foi difícil sair daquela zona e atravessar a Avenida do Mar - por esta altura já devia ir na décima volta à avenida - mas depois de passar essa parte ficou mais fácil e fui fazendo o percurso em sentido contrário. Comecei a ver novamente caras conhecidas, colegas de equipa com boa cara a caminho do final, cruzei-me com a Agridoce (juro-te que aos 5kms passou por mim a tua irmã gémea e fui a persegui-te - quer dizer, a persegui-la - durante vários quilómetros sem nunca a conseguir apanhar! Só percebi que não eras mesmo tu quando te vi!), fui apoiando alguns Vicentes e trocando palavras com outros atletas que me juravam que "lá atrás também disseram que já faltava pouco!".

Até que chegou o momento esperado a cerca de 1,8kms da meta. E esses quilómetros - aqui abreviados em poucas linhas, mas que dão para encher um post inteiro - foram dos mais marcantes de sempre e nunca os esquecerei. A certa altura ouço alguém no passeio a gritar: "Assim é que é, um colega de equipa nunca fica para trás!" E isso resume tudo.

Depois da prova veio a bela da sardinhada. O ponto alto do convívio, a troca de risos, gargalhadas, abraços. Muitos brindes, muitos drones, muita loucura saudável daquela que nos faz esquecer todos os sacrifícios e todas as dores enquanto estamos a correr! Tenho tanto orgulho em pertencer a esta família. E isso não cabe em nenhum post!

De regresso ao quarto do hotel só adormeci bem depois das 3 e tal da manhã. Ainda tinha a adrenalina a correr-me nas veias, ainda estava eufórico e estava estupidamente sem sono mas acabei por conseguir descansar umas horas. Na manhã seguinte, antes do regresso a casa ainda houve tempo para um pequeno passeio até ao Cabo Carvoeiro, para relembrar memórias de outros tempos e para fazer parte do caminho da prova de carro e à luz do dia. E arrepiar-me em algumas zonas ao recordar as emoções da noite anterior.

Subida? Qual subida?

As Berlengas lá ao fundo

Adoro este azul do mar!


Trouxe Amigos de Peniche, mas ficaram lá imensos pela estrada fora e nos passeios!

Até ir de férias não tenho mais provas confirmadas. Não posso ir à Meia Maratona de Almada no dia 1 nem à prova do troféu das localidades dia 2, mas ainda tenho duas possibilidades para dia 8 de Julho. A ver vamos se alguma se concretiza.

Depois do Verão começam os treinos longos e algumas Meias Maratonas como preparação para a Maratona do Porto.

Aparentemente em 2016 faltava-me um F.

Prova nº 66 - Corrida das Fogueiras 2017 - 15km - 01:18:56

O meu histórico nesta prova:

domingo, 25 de junho de 2017

Go Grip Dorsal

Como ainda estou com dificuldades em escrever de forma fluída tudo o que aconteceu na noite de ontem em Peniche sem me deixar levar pela emoção, começo por relatar desde já a experiência de usar os Go Grip Dorsal.

Recentemente foi-me gentilmente oferecida uma amostra do produto para experimentar. Infelizmente demorei a conseguir usar em prova, mas já antes tinha testado num pequeno treino. Mantenho-me o mais fiel possível à regra de não estrear nada em prova.

Quando os recebi reparei que se tratava do mesmo sistema de fixação de dorsal que tínhamos recebido na Scalabis Night Race mas que na altura nem toda a gente percebeu bem como utilizar e a opção acabou por recair nos habituais alfinetes de dama ou porta-dorsais para quem os tem. Felizmente que a amostra vinha com instruções que facilitam imenso na primeira utilização e a partir de agora já sei como usar de futuro.

Como sabia que só iria ter o dorsal no dia da prova e sabendo que o ideal é fazer quatro pequenos furos nos cantos para ajudar a fixar, fiz questão de levar um furador juntamente com o equipamento. Sim, a sério. Acabei por usar o dorsal dentro da bolsa de plástico onde vinha (faço sempre isso quando os dorsais estão assim protegidos) e os furos foram feitos meio com o furador, meio com a chave do carro. Tive também alguma dificuldade em colocar o dorsal, mas isso deve-se mais à minha falta de jeito generalizada do que por problema dos fixadores. Quando uso alfinetes de dama também estou ali às voltas para picar no sítio certo.

O que é certo é que o dorsal ficou preso de forma fantástica. Quando tinha os quatro fixadores colocados tive só que ajustar o sítio do primeiro para o dorsal ficar bem esticado e a partir daí ele nem se mexeu.

Para primeira experiência e logo em 15km portaram-se muito bem! Achei-os práticos, simples de usar após se perceber como funcionam, bastante leves e de fixação forte. Alturas há em que com alfinetes de dama o dorsal anda a dançar de um lado para o outro e ontem não foi o caso. Depois dos ditos alfinetes e dos fixadores magnéticos, foi a terceira forma de prender dorsais que já testei e fiquei fã. Resta-me fazer os possíveis para não perder nenhum, como já aconteceu com os magnéticos onde já perdi um o que apenas me possibilita prender o dorsal em 3 pontos.

Para ser totalmente imparcial nesta avaliação, o único ponto negativo que encontro é a eventualidade de um atleta só receber o dorsal próximo da hora da prova e não ter a possibilidade de o furar em tempo útil. De resto, estando tudo pronto de véspera - como até é o caso da maioria das provas - parece-me uma opção muito forte a ter em conta!


Vou continuar a usar nas próximas provas e a recomendar ao pessoal que conheço.

Infelizmente não tenho fotos do dorsal colocado, mas vou tentar encontrar para complementar este feedback.

O meu muito obrigado à Covasbrinde, a empresa que comercializa os Go Grip Dorsal.