Não houve relato no post anterior. Também não haverá neste. Permitam-me algum egoísmo para guardar as emoções para mim. Prometo que depois de Maio* voltam os relatos habituais das provas que farei. Desta vez deixo que outros falem por mim:
Entretanto não resisto a deixar umas notas na mesma sobre o assunto. Fiz pior que no ano passado e ao fim de 7km as pernas cederam um pouco e tive mesmo que andar um bocado. A partir daí não voltei ao ritmo imposto e nos 3km finais perdi quase 2 minutos em relação ao tempo que faria se tivesse mantido o andamento que tive até aos 7km. Duas razões para isso: o percurso de terra batida não estava nas melhores condições e a falta de treino nos últimos tempos.
Olho para o Strava e aquilo que vejo no mês de Maio são 3 provas (15km + 5km + 10km), uma caminhada de 3,5km por Lisboa e UM treino que foi ontem. Se esticar a coisa mais uns dias, o último treino de equipa que fiz foi antes da Scalabis. Depois tive dois treinos sozinho: um muito manhoso que não correu como queria e outro que foi bastante bom. Para quem devia estar focado numa Meia Maratona que lhe ficou atravessada no ano passado, não me parece o suficiente. Não vale a pena pensar muito mais nisso, é ir com calma que a meta lá estará à minha espera.
* - por falar nisso, ontem ganhei um dorsal para a Corrida de Santo António num passatempo. Yeah!
"Of all the gin joints in all the towns in all the world, she walks into mine." - Casablanca
...voltaste a dirigir-me a palavra. Quase um ano depois de teres deixado, por tua iniciativa, de falar comigo. Ainda por cima fizeste-o com um sorriso rasgado, aquele sorriso simpático que eu sempre fiz questão de tentar que tivesses.
Já partilhei que não tenho sentido a tua falta nos treinos. Mas recordo todas as vezes que me pediste para te acompanhar e marcar o ritmo para te ajudar a progredir e eu sempre o fiz de bom grado.
Tomaste para ti as dores de outros. Outros que garantidamente não fizeram o mesmo por ti. Sei bem o quanto me tentaste ajudar - e conseguiste - quando eu mais precisei. Nunca esquecerei isso. Mas também sei que "o-bla-di o-bla-da life goes on".
Não sinto falta das nossas conversas quase diárias, não sinto a falta das viagens de comboio esporádicas quando o teu horário era compatível com o meu. Mas de certeza que sinto qualquer coisa, qualquer coisa mais que aquele bom dia meio seco que te retribui, sem sorrir e quase sem olhar para ti. Alguma reminiscência terei daquela coisa a que chamávamos de amizade e que dizíamos ser para sempre, caso contrário não estaria aqui a escrever.
Pode ser que para a próxima - se existir - eu consiga responder-te com algo mais parecido com um sorriso. De preferência que não seja às 7 da manhã e no meio de dois espirros. Confesso que a certa altura pensei em voltar para trás, dar-te um abraço e seguir a minha vida. Sei que tens bom coração, sei que mereces ser feliz. Espero que o sejas.
Até qualquer dia, algures no Strava, provavelmente. Se um dia ainda quiseres o teu tupperware de volta avisa. Eu bem te avisei que ia ficar com a custódia parental dele.
Felizmente nem tudo o que aconteceu em Maio do ano passado foi penoso. No dia em que chorei copiosamente no Douro Vinhateiro (Carlos, mesmo assim a minha Meia Maratona consegue ter mais quilómetros que a tua Maratona!) o Benfica conseguiu dar-me uma alegria pela conquista do tricampeonato.
Seja como for, o momento pessoal não dava azo a qualquer celebração portanto foi uma vitória que me passou ao lado. Lembro-me bem da noite penosa que foi. Adiante. A história repetiu-se e este ano veio um tetracampeonato. Vinguei-me e tirei a barriga de misérias com festejos em dose dupla!
Sábado no Marquês, onde nunca tinha ido pelo Benfica, apenas lá tinha estado no ano passado após a vitória de Portugal no Euro. Curiosamente tanto nesse dia como no sábado vi o jogo em Campo de Ourique e a coisa correu bem. Raios, que eu sou supersticioso nestas coisas e se calhar agora tenho que lá estar sempre nos jogos decisivos. Já agora, a malta que ficou a ver a Eurovisão depois do jogo diz que lá por casa se festejou a vitória do Salvador Sobral com mais intensidade que o golo do Éder. Acredito, mas desta vez ninguém gravou o momento para a posteridade.
Depois do Marquês veio o meu ritual habitual destes últimos anos (excepto, lá está, o ano passado): a recepção da equipa nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa. Já tinha saudades e foi tudo aquilo que eu me lembrava. O Marquês é mítico mas continuo a preferir estes momentos mais intimistas, se é que posso usar este termo para descrever o momento.
Sabem quando têm um segredo que querem mesmo mesmo partilhar e não podem? Pois eu tenho que partilhar uma coisa com alguém e não o posso fazer de forma declarada, portanto vou falar por código. Tudo o que estiver em itálico é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Há uns dias atrás - chamemos-lhe segunda-feira - estava eu - chamemos-me Norberto - a falar com uma pessoa próxima - chamemos-lhe Teresa - que dizia que se tinha encontrado com alguém que não conheciae tinha estado a conversar com ela durante um bocado. Partilhou um pouco dessa conversa, disse que esse alguém estava a lidar com um problema recente e que estava a fazer umas renovações a vários níveis. Acrescentou que tinha uma energia semelhante a outra pessoa que nós conhecemos e a conversa ficou por ali, sem dar mais detalhes específicos.
Passado uns instantes aqui o vosso amigo Norberto pegou no telemóvel, ligou-se à net, mostrou algo à Teresa e perguntou-lhe: "- Tu estiveste a falar com a - chamemos-lhe - Carolina??"
A Teresa ficou confusa, o Norberto ficou radiante com os seus dotes divinatórios e muito curioso pelo desfecho da situação. E a Carolina? Não ficou nem uma coisa nem outra porque nem faz ideia disto. Mas se a Carolina ficar eu depois aviso.
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Pedimos desculpa pela interrupção, este blog segue o seu percurso normal dentro de momentos.