domingo, 2 de abril de 2017

Mafra nunca desilude

Já disse e repeti esta frase hoje e em muitos outros dias em que por lá estive.
O picnic foi espectacular. O tempo ajudou imenso. Já ouvi falar em possíveis escaldões e tudo. A criançada que esteve presente brincou que se fartou no parque desportivo municipal de Mafra. Recomendo vivamente para quem for da zona e estiver à procura de um sítio simpático para passar uma tarde agradável. E foi mesmo uma tarde tranquila de excelente convívio após a prova. A repetir.

Ah pois, e a prova?
A coisa começou mal na 6a feira quando acordei com algumas dores nos gémeos, fruto de um treino mais intenso na 5a à noite. Achei que a coisa ia passar, mas sábado estava igual. Não, estava pior e por vezes custava-me a andar. Comecei a ficar preocupado e até passei Voltaren para ver as a coisa acalmava. Hoje de manhã acordei... na mesma.

No sábado à noite um colega perguntou-me que tempo estava a pensar fazer e eu disse-lhe entre 1:18 e 1:22. Ele gostou da resposta e disse-me que assim sendo íamos um a puxar pelo outro. E depois disse-me que fazíamos 1:15. Medo!!! Não neguei o desafio, mas sabia que isso não ia acontecer.

E hoje lá fomos, partimos juntos e estivemos os 2 primeiros quilómetros em slalom constante a ultrapassar atletas, fruto de muita confusão na partida - mais que nos outros anos - provavelmente por termos ficado mais para trás do que teríamos gostado. Quando demos a volta à escola de armas do Convento de Mafra ele já ia lançado e eu fiquei para trás e nunca mais o haveria de apanhar. Tentei ignorar as dores nos gémeos mas era impossível. Felizmente nessa altura estávamos a começar a cruzar com quem vinha na prova dos Sininhos e isso foi muito bom para distrair e procurar caras conhecidas vindas em sentido contrário, algumas até inesperadas!

Na rotunda seguinte pelos 4km confesso que pensei em seguir para o lado da caminhada e ficar por ali. Para quê continuar se estava tão desconfortável? Alterei ali mesmo os planos: se não dava para o tempo que queria, então ia seguir em ritmo descontraído e fazer um treino longo sem pressão.

Foquei-me no som que estava a ouvir - e que tinha passado o sábado a ouvir sobretudo quando estava a preparar coisas para hoje - e relaxei. As dores estavam lá mas deixaram de me incomodar tanto. As pernas pareceram menos presas e a passada custava-me menos. Teria provavelmente aquecido o suficiente para o corpo entrar em ritmo de cruzeiro. Pensei novamente que agora estava tramado porque tinha que fazer a prova até ao fim. Deixei-me ir, deixei-me ir, aproveitei a descida e quando virámos para o retorno olhei para o relógio e percebi que estava dentro do tempo que tinha idealizado para hoje. Sempre que tinha olhado durante a descida vi que ia próximo ou abaixo dos 5:00/km, mas achei que era só coincidência. Também percebi que só devia ter um minuto de atraso para o meu colega. Tu queres ver?

Cheguei aos 10km - já a subir - com 50:45 e comecei logo a fazer contas de cabeça. 5km a 6m/km dava para acabar com 1:20:45. Fixe, era só defender-me bem nas subidas que tinha pela frente e não acabava assim tão mal quanto isso. Até que aos 11km caminhei pela primeira vez por breves momentos. Não gostei da sensação e voltei a correr. Nessa altura já pedia palmas a toda a gente que assistia à beira da estrada. Aos 12km aproveitei o percurso mais acessível e acelerei.

Por mais que uma vez um atleta passou por mim quando eu estava a passo mais lento e disse-me para não acelerar tanto a subir. Chamou-me sempre pelo nome e eu achei que era alguém conhecido, mas não era. Coisas normais de quem tem o nome nas costas da camisola. Também nesta altura a minha estratégia era meter as mesmas duas ou três músicas em loop nos phones por serem aquelas da playlist que me dão mais pica. Assim que acabavam voltava a puxar atrás para as ouvir. Se há dias em que não faz falta, hoje o suporte musical foi essencial.

Pelos 13km mais uma subida antes da parte crucial. Voltei a caminhar para beber água e nessa altura alguém grita atrás de mim o meu primeiro e último nome: "____ ____, tu não vais parar agora! Estás quase no fim!" Mais uma vez, era um atleta que me era totalmente desconhecido. Respondi-lhe que ele tinha razão, que eu tinha demasiada gente importante à minha espera na meta!

Pensei em tanta coisa naqueles segundos, em toda a gente que estava efectivamente presente hoje, nas pessoas que não estando presentes em Mafra têm estado sempre do meu lado. Pensei nas caras conhecidas - e desconhecidas - do pelotão e naquilo que me comprometi a tentar há dias no blog. Acelerei o mais que pude e aproveitei a descida para embalar mesmo sabendo que a subida seguinte, a última subida da prova, é aquela que mais me custa, opinião partilhada por outros colegas. Passou por mim o João Lima que me perguntou se eu ia conseguir. Confesso que não me recordo o que respondi. "Não sei" ou "acho que sim". E claramente não sabia.

Quando tive que andar uns metros ouvi o meu nome - OUTRA VEZ!
"___ ____, tu nem penses! Vai-te embora!" E só tive tempo para olhar de relance e ver aquela mesma camisola laranja do companheiro de estrada e ele empurrou-me - literalmente - para eu voltar a correr. Não voltei a parar. O meu muito obrigado àquele herói improvável que ainda me apanhou à entrada do Parque Desportivo antes de descermos para a pista de tartan. Eu sprintei por ali fora e não o voltei a ver. Quando passei a meta fiz pose para a foto do Armindo, ouvi o meu nome nas bancadas e quando procurei por uma camisola cor de laranja não a encontrei. Pode ser que consiga perceber quem era pelas fotos.

Eu já disse várias vezes que a cabeça corre mais que as pernas. Hoje tive o exemplo de passar por várias fazes distintas durante a prova. Travei uma batalha psicológica comigo mesmo e isso cansou-me mais que o normal. Se calhar cansou-me tanto que me fez esquecer os gémeos. E eles ainda me estão a doer. Alongamento deficiente na 5a e hoje também? Falta de aquecimento hoje? Uma questão a rever.

O meu colega falhou o objectivo por um minuto e meio mas mesmo assim bateu o seu record. Já comparei os meus tempos por km com os dele para ver onde perdi tempo e até houve quilómetros em que lhe ganhei alguns segundos. Para o ano lá estaremos para nova aventura e novo desafio!

E eu? Não bati o meu record aos 15km por uns míseros 24 segundos, mas retirei exactamente 4 minutos ao meu tempo dos Sinos no ano passado. Triste? Nem pensar! Basta lembrar que há pouco mais de um mês estava a abdicar da Meia Maratona de Cascais para completar a recuperação de uma lesão!

Histórico da prova:
2015 - 1:30:31
2016 - 1:22:49
2017 - 1:18:49

Venha a próxima! Dia 9 tenho dose dupla a fazer claque no Estádio da Luz e a brincar à Fórmula 1 no Autódromo do Estoril.

Prova nº 57 - Corrida dos Sinos 2017 - 15km - 01:18:49

sexta-feira, 31 de março de 2017

Sinos-ite

Não, não estou doente. E enquanto digo isto estou a bater 3 vezes na madeira.

Estou sim com um grave caso de não me sair da cabeça aquilo que quero fazer no domingo: o pic-nic depois da prova, com um valente sorriso por ter conseguido cruzar esta meta no tempo que pretendo.


Assumo-o aqui, tal como já assumi ainda hoje no treino: quero bater o meu tempo aos 15km. E para isso estou - muito ao meu estilo - a analisar todas as pedrinhas do asfalto, rotundas, descidas e principalmente subidas.

Vamos então por partes. O meu record é de 1:18:27, conseguido na Corrida 1º de Maio de 2016. Em Mafra o meu melhor tempo é de 1:22:49, feito um mês antes, em Abril 2016.

Há muitas semelhanças entre ambas as provas. Tanto uma como outra têm cerca de 140m de acumulado e ambas têm uma fase inicial rápida com vários quilómetros de descida até perto dos 9km e uma longa subida a partir dessa altura a caminho da meta. Já andei a calcular a que ritmo tenho que descer, quanto tempo tenho que ganhar para depois compensar na subida. Já sei com quantos minutos de prova quero fazer o retorno, já fiz essas continhas todas. E relaxem, não vos vou aborrecer com esses detalhes.

Isto é sinal que tenho demasiado tempo livre nas mãos? Não! Por um lado tanto eu como o meu amigo Excel fazemos contas depressa; por outro lado é sinal que estou focado num objectivo e é isso que me dá aquele boost de energia extra. Também é sinal que me sinto confiante e a regressar à melhor forma. (Ainda hoje no treino tive a certeza disso!) A esta altura do ano passado estava num crescendo e a quebrar os meus próprios records a cada prova que fazia, numa forma que teve o seu ponto alto quando baixei dos 50 minutos na Corrida de Santo António. Estava também numa fase em que concentrava todas as minhas energias na corrida porque era o escape perfeito para me esquecer de tudo o resto. Numa fase que foi ensombrada pelo descalabro do Douro Vinhateiro mas à qual respondi da única maneira que sei - corri dali para fora.

Continuando... Adoro Mafra, sabiam?

E se correr mal? Se não for dia de fazer um brilharete e me espalhar ao comprido nas minhas intenções? Sem problema, há a Scalabis, a Corrida 1º de Maio e tantas outras pela frente. Não vou ficar triste ou aborrecido. A vida é demasiado curta para isso.

Resumidamente, se me cruzar com alguém durante a prova e não disser nada ou estou a tentar voar por ali abaixo ou a tentar escalar por ali acima. Ou estava apenas distraído.

E não podia acabar o texto sem dizer que - outra semelhança - ambas as provas acabam na pista de tartan de um estádio!

Até domingo!

domingo, 26 de março de 2017

Dilúvio (de felicidade)

Duas semanas após a última prova, eis-me de volta à companhia dos amigos tagarelas para nova incursão ao concelho de Oeiras - onde nasci - para nova prova do troféu das localidades. O destino hoje era Tercena, mesmo ao lado da terra onde vivi durante um quarto de século da minha vida.

Quem também marcou presença foi a chuva. Um autêntico dilúvio que foi piorando durante a viagem à medida que percorríamos o IC19. Pelo caminho falávamos de outros amigos que estavam em provas um pouco por todo o país, sobretudo em trails, e que deveriam passar também por dificuldades.

À chegada até se pensou que a prova pudesse ser cancelada/adiada mas rapidamente se confirmou que isso não iria acontecer. Era então altura de todos se prepararem psicologicamente para o que íamos enfrentar e percebemos que uns apreciam correr debaixo de chuvinha da boa e outros torciam o nariz... 

Tanto no carro como depois já em Tercena com colegas que vinham nos outros carros se comentava igualmente as provas que já tínhamos corrido à chuva. A mim vieram-me à cabeça a São Silvestre dos Olivais em 2015 onde choveu de forma copiosa até cinco minutos antes da partida e a Meia Maratona dos Descobrimentos de 2016 que é de má memória para mim. E hoje não era dia para pensamentos negativos! A primeira diferença era que não ia correr com o impermeável - nem sequer o levei, ficou a dormir em casa! Se é para chover, que chova!

Depois de uma longa espera para a partida da prova feminina - antes da nossa - ficou claro que não havia melhorias nas condições climatéricas. O que tem que ser tem muita força. E eu hoje sentia-me forte e queria demonstrar isso no asfalto. Fomos para o pórtico e arrancámos.

Confesso que, ao contrário do habitual, não tinha estudado o percurso. Vi a altimetria e a distância e foi só, por isso não achei estranho estarmos a descer até à Fábrica da Pólvora de Barcarena, apesar de ter ouvido que íamos subir essa estrada no final. Percebi entretanto por conversas de outros atletas que estávamos a fazer o percurso inverso em relação ao anunciado. Não achei relevante, mal por mal teríamos sempre que subir e descer muito.

Assumi comigo mesmo um compromisso para hoje: nunca olhar para o relógio durante a prova. Não ir ver a distância ou o ritmo que marcava. Era só correr pelo prazer de correr e dar tudo o que tinha enquanto me sentisse bem. A organização tinha blocos a marcar os kms na estrada e isso ajudou a ir controlando a distância. Não levei música - deixei o mp3 no carro e acabei por não o ir buscar enquanto esperávamos pela partida - e ainda não sei se foi boa ou má opção. Tem-me ajudado correr com bom som, mas não houve assim nenhum momento em que tivesse sentido necessidade desse boost extra de energia. Senti foi um enorme silêncio na estrada. Uma ou outra pessoa a aplaudir à janela e nenhuma troca de palavras com os restantes participantes. 

Estas localidades são tão próximas que por vezes os percursos acabam por ser semelhantes. Hoje ao chegar aos 2kms vi uma rotunda familiar, uma bomba de gasolina que já tinha visto antes e caiu-me tudo quando percebi que íamos subir a Estrada Militar de Barcarena, a mesma que já tinha apanhado em Dezembro. Disse um palavrão na minha cabeça e mentalizei-me. Consegui subir quase quase sem caminhar mas na parte final não aguentei. Depois a descer senti-me sem pernas para voltar a acelerar e só o fiz quando um trio de atletas femininas passou por mim. Estavam a fazer a prova masculina em modo de treino, iam em ritmo regular, em amena cavaqueira. Decidi segui-las e consegui, mantendo sempre uma pequena distância para elas. Obrigado por terem sido minhas lebres, sem o saberem. Foi uma boa decisão da minha parte, sempre com o foco em recuperar o tempo perdido na subida, pois claro! 

Estabilizei o meu andamento e as restantes subidas já não foram tão problemáticas, apesar de duras. Já só tinha o foco na meta. Foi já nos kms finais que entrei em "picanço" com outro atleta, mais experiente que eu. Eu passava-o nas descidas, ele passava nas subidas e ninguém ganhava vantagem em terreno plano. Desconfiei mesmo que  ele estava em despique porque acelerava quando eu o ia ultrapassar. Tendo em conta que claramente não somos do mesmo escalão não estávamos a lutar por um lugar na classificação, mas não fazia mal. Ao ver que estávamos já na aproximação à meta e ter percebido que ele ia em esforço, acelerei e passei por ele mesmo antes da última curva. Estávamos nos 400 metros finais e não parei mais. Meti os olhos noutro atleta que tinha à frente e senti que ele sim era do meu escalão. Entrei em modo segmento e fiz aqueles metros finais em velocidade pura e passei-o, só mesmo porque estava com a pica toda. 

Logo após a meta ele dá-me uma palmada nas costas e elogia o meu sprint. Disse-me que eu estava com imensa energia para quem estava a acabar uma prova daquelas. E estava! Aguardo a fotografia tirada pelo Armindo - uma cara bem conhecida por quem anda nestas andanças - que espero que mostre o dilúvio de felicidade que sentia no final. 

Não falei da chuva durante este relato. Nem me lembrei dela durante a prova. Só a senti no funil de chegada após a meta. Foi a minha melhor prova deste troféu, acabei com um ritmo de 5:22/km. E só olhei para o relógio após a meta! Agora que já tenho o percurso no Strava vejo que consegui andar a 4:30, 4:40 nas partes boas da prova e ligeiramente abaixo dos 5:00 depois da maléfica subida a meio. 

Infelizmente um problema informático impediu a divulgação de todas as classificações finais, portanto não sei em que lugar fiquei. Não que me faça diferença, mas é mera curiosidade até por estarem menos atletas presentes por causa da chuva. Ah... E aquele rapaz que passei antes da meta era M40, portanto também não entra nestas contas. 

No próximo domingo é dia da Corrida dos Sinos. Está decidido, vou atacar o tempo! 

Prova nº 56 - Troféu das Localidades (Sintra, Oeiras e Cascais) - Grande Prémio de Atletismo de Tercena - 7,3km - 39:22

sexta-feira, 24 de março de 2017

Assim se começa o dia...

No trabalho, um colega chega e diz:

"É assim pessoal, eu não quero assustar ninguém mas não sei se já repararam que nos escritórios do piso 0 tem havido alguns problemas de saúde e temos tido aqui ambulâncias à porta quase todos os dias. Parece que há qualquer coisa nos ares condicionados e detectaram um cheiro a amoníaco e há pessoas com problemas respiratórios e com alergias de pele. O mais provável é ser legionella mas ainda não está nada confirmado, nem pelos seguranças nem pela administração do prédio, nem por nenhumas autoridades de saúde. Os próprios funcionários do escritório não parecem estar muito alarmados e dizem que são só casos pontuais, mas eu vou hoje falar com a nossa manager e com os recursos humanos sobre este assunto. Tenham atenção e cuidado que isto pode ser algo de grave."

Tendo em conta que este é o colega de quem eu - e não só - desconfio que passa informações das nossas reuniões de supervisores para o staff antes de serem oficiais e que acabam por gerar rumores infundados e desnecessários, cheira-me que ainda hoje teremos um ALERTA CM e reportagem em directo!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Yeahhhhhhh

Plano para hoje: sair do trabalho, tentar não perder nenhum transporte, chegar a casa, mudar de roupa e ir fazer um treino longo.

A coisa começou a complicar-se quando uma reunião me atrasou a hora de saída, mas consegui recuperar esse tempo perdido. Queria começar a correr às 18:00, estava pronto às 18:10 e ainda apanhei um susto quando o relógio demorou uns longos minutos para apanhar GPS. Com o imenso vento que estava também não ajudou ter-me esquecido da bomba da asma que tomo em caso de SOS. Obviamente que passei uns bons 5kms a lutar contra esse factor psicológico. Depois passou. A música ajudou.

A ideia era estar em casa às 20:00 e fazer entre 15 a 20km. Com sorte chegava à meia maratona. O percurso estava definido. Longe vão os tempos em que eu me perdia por estas ruas e detestava ser eu a escolher os caminhos dos treinos. A estratégia passou por meter 1:30 de música no MP3. A um ritmo tranquilo (6m/km) fazia os 15km nessa altura e quando a playlist voltasse ao início logo via o melhor caminho de regresso a casa.

Cumpri o percurso até aos 13km onde hesitei se entrava no passeio ribeirinho. Eram cerca de 3kms para cada lado e com o que faltava até casa depois ficava feita a meia. Aos ouvidos a playlist dizia-me "there is no turning back now", mas a pouca luz e a chuva que começou a cair fez-me voltar para trás no primeiro ponto em que isso era possível. Reinventei o percurso e quando a música voltou ao início já ia quase com 16km. Entrei no dilema de fazer mais uns 5km vs voltar para casa na hora que tinha estipulado. Optei por regressar. Às 20:00 em ponto tocou o sino da torre do mercado aqui à porta. Andei rumo ao jardim para não parar de repente e para alongar. Missão cumprida!


Feliz pela distância, pelo ritmo, por ter metido na cabeça que ia fazer este treino hoje e não ter mudado de ideias. Não fazia um treino tão longo desde a lesão e estava a precisar disto para me testar.

Mas há mais! Resguardei-me na primeira metade para depois aumentar o ritmo na segunda parte. De início até nem foi propositado, mas à medida que os quilómetros iam passando percebi que ainda podia dar mais - e dei!

Curiosamente percebi isso com a ajuda da banda sonora. Na altura que acelerei foi ao ritmo da música e depois mantive o andamento.

Agora segue-se um treino bastante importante amanhã para abrir as hostilidades em relação à corrida cá da terra. E depois volto ao Troféu das Localidades, em Tercena. Ainda não vi bem a altimetria dos 8,5km para estudar como quero fazer a prova.

O que sei é que estou muito tentado a apostar numa gracinha nos Sinos. A ver vamos.

Despeço-me com... felicidade, ao som da chuva forte que entretanto caiu enquanto escrevia este texto. Escapei-me de boa só com umas pingas modestas.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Family


Dedicado à minha equipa e à camisola que eu visto. Sem vocês nada fazia sentido.


Dengaz - De Onde Eu Vim (Ahya Family)

 (...)

Nós fazemos isto bem
Eu sei que eles tomam notas (bro)
Então eu sei que tou no sítio certo (bro)
Isto é o meu people
Isto é o meu gang
Isto é o meu team, bro
Isto é a minha fam
É carinho e power como eu nunca vi
Coração e palco cheio da família que eu escolhi
(...)
E sei que eles não entendem
Como é que eu estou aqui
É que eu faço isto pela fam' fam' fam' (my family)