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domingo, 11 de setembro de 2016

Meia das Rampas

Prova que não estava originalmente no meu calendário para 2016, mas que sempre tive interesse em fazer. Deu-se a possibilidade de lá ir e nem hesitei.

Como já tinha dito, depois de Tagarro todas as minhas provas até à Maratona são de maior distância e são para ser encaradas como um treino longo, pelo que o tempo final pouco interessa e a ideia é meter kms nas pernas com o aliciante extra da competição e de tudo o que está associado a participar numa prova. Esta tinha bolinhos e uma garrafa de vinho tinto no saco de ofertas e, tal como Tagarro, estava incluída nas festas anuais da localidade o que dava uma outra alegria às ruas.

Saí de casa estranhamente nervoso e isso notou-se porque assim que o pessoal entrou no carro se eu estava bem porque estava com um rosto fechado e ausente. Estaria ainda com o desfecho do Douro Vinhateiro na mente, tendo em conta que foi a última Meia Maratona que tinha feito? Talvez, não sei.

Ao chegar fomos buscar os dorsais e nem sequer entrei no espaço tal foi a quantidade de amigos com que me cruzei à porta. Foi bom para descontrair e entrar no espírito da corrida. Pelo meio, recebi pela segunda vez a recomendação de talvez não fazer os 20km de Almeirim dada a proximidade da Maratona porque nessa altura já deveria estar a reduzir a carga de kms. Quando dois amigos - já maratonistas - nos dão conselhos destes... Veremos.

Pequeno aquecimento e partida. Com tanto sobe e desce ia com a ideia de rolar a 6min/km, podendo ir aos 5 nas descidas e aos 7 nas subidas. Ainda nos primeiros kms disse aos meus colegas para seguirem sem mim que eu ia ficar para trás sem stress e geria o meu ritmo. Depressa vi gente a quebrar nas subidas iniciais mas consegui manter o meu ritmo planeado e ia-me juntando a quem tinha ritmo semelhante. Ah, e fui sempre na palhaçada para as fotos e sempre, mas sempre a aplaudir quem nos aplaudia ao longo da estrada. Estava ali para me divertir, acima de tudo! Aqui tenho também que destacar que a certa altura tínhamos uma faixa da estrada para nós e a outra para os carros em sentido contrário em marcha lenta guiados pela GNR. No meio do trânsito que se gerou havia rostos fechados dos condutores (que contrastavam com quem naquelas terriolas da zona tinha saído à rua ou estava nos quintais das suas casas) e notei que a única reacção positiva foi de uma caravana estrangeira (belga ou holandesa, não me recordo) que aplaudiu e incentivou os atletas. Pois.

Tudo correu bem até aos 15km. Nessa altura juntou-se muita coisa ao mesmo tempo: 
- uma longa fase de subida gradual e quase constante até cerca dos 18km;
- a falta de um gel para os kms finais (erro de principiante: esqueci-me de meter um no saco e por vergonha e orgulho não pedi nenhum à minha malta. Estúpido!); 
- o tempo mudar de forma drástica e o calor - não exagerado - da tarde transformar-se num céu muito nublado e carregado quase a pedir chuva. E um vento frio que me deixou a tremer e sem conseguir reagir. Bem tentava correr mas era impossível. Estava a ficar gelado e tive que andar algum tempo, intercalando com uns metros a correr sempre que alguém me ultrapassava e me dava força e dizia para os acompanhar.

Os meus kms a 6 transformavam-se em 7:30 e 8:00. (inserir aqui uma asneira ou uma interjeição de desagrado ao vosso gosto)

Finalmente entrei na recta final até São João das Lampas e aqueles 2,5kms já foram novamente mais a correr que a andar. O frio passou, até porque a estrada já era outra e mentalizei-me que era para acabar. Cheguei à meta com energia suficiente para pedir apoio e palmas a quem ainda lá estava e terminei ao meu bom estilo.

Ataquei a melancia no abastecimento na meta e fui ter com o pessoal que já tinha acabado. O melhor de tudo foi a massagem no final. Nunca tinha feito nenhuma após terminar provas e soube-me pela vida. Apesar de não ficar para as minhas zonas, insistiram que eu levasse um panfleto para casa e eu prometi a quem me massajou que eu publicitava o espaço. Como sou cumpridor daquilo que prometo, aqui vai: Palavras Tácteis, na Terrugem.

E pronto, venha a próxima. Agora há que recuperar e pensar que quebra é esta que me anda a dar nas provas aos 15km, quando nos treinos longos isto só me acontece já perto dos 20km. As questões acima explicam tudo? Não sei. É algo que tenho que descobrir. E depressa!
Acaba por ser uma prova agridoce... Fiz um treino longo cheio de altimetria, tal como queria. Não estava preocupado com o tempo mas mesmo assim devia ter feito uns 5, talvez até 10 minutos a menos.

Já encontrei fotos da prova - vejo-as com calma amanhã. Há classificação que ainda é só provisória mas o tempo final bate certo com o que tenho no relógio.

Prova nº 42 - Meia Maratona de São João das Lampas 2016 - 21km - 02:16:03

domingo, 15 de maio de 2016

Desistir

Uma palavra que não faz parte do meu dicionário. Não fazia. Espero não voltar a fazer.
Era a prova mais aguardada da primeira metade do ano - enquanto ainda não estou a treinar a sério para a Maratona - e não a terminei. Convívio fantástico com os colegas de equipa, mas problemas pessoais ensombraram-me todo o fim de semana e mataram-me psicologicamente na prova. Parei aos 15km e fui de ambulância até à meta.

Tenho uma medalha da prova que me foi posta ao pescoço por uma colega quando me viu lavado em lágrimas no final. Para o ano volto lá para ganhar a minha medalha e devolver a dela.

Já chega, não se fala mais disto. No viagem de regresso o Benfica sagrou-se tri-campeão.

Prova nº 37 - Meia Maratona Douro Vinhateiro 2016 - 21km - desisti

domingo, 6 de dezembro de 2015

Novo regresso

15 dias depois de Évora, nova Meia Maratona. Aquela onde fiz a minha estreia no ano anterior. Decidi repetir a prova pura e simplesmente por uma questão sentimental e não me arrependi. É nesta prova que tenho o meu record, abaixo das duas horas. E acabei a prova verdadeiramente feliz.

Prova nº 24 - Meia Maratona dos Descobrimentos 2015 - 21km - 01:57:47

domingo, 22 de novembro de 2015

Évora

Terá sido a primeira grande - enorme! - saída em grupo para uma prova. Autocarro cheio com mais de 50 pessoas entre corredores, famílias e crianças. Alguns para fazerem os 10kms e/ou a caminhada, outros para fazerem a Meia Maratona. Já não fazia uma desde o descalabro na Ponte em Março e estava nervoso. Nada que um discurso inspirador do nosso mentor 5 minutos antes da partida não resolvesse! Uma boa gestão de esforço aliada a uma primeira metade da prova onde tinha um grupo de colegas sempre uns 200 metros à frente a fazerem de lebres sem o saberem permitiu-me fazer um tempo bem melhor que nas outras Meias.

E a sopa de cação ao almoço. Divinal!

Prova nº 23 - Meia Maratona de Évora 2015 - 21km - 02:03:58

domingo, 22 de março de 2015

Calma, rapaz!

A confiança acumulada fez-me cometer vários erros nesta prova. E desci à terra. Foi uma das minhas piores provas de sempre. Fiz os 10km iniciais em uma hora, sempre a passar por caras conhecidas de outras provas e pouco depois paguei a factura e percebi o que tinha feito de mal. Paciência, é assim que se aprende!

Prova nº 14 - Meia Maratona Ponte 25 de Abril 2015 - 21km - 02:20:39

domingo, 7 de dezembro de 2014

Meia Maratona

E, de repente, estava a fazer uma Meia Maratona. Dois anos e pouco depois da primeira corrida, mas apenas 6 meses após começar a treinar a sério. Inscrevi-me por impulso, por pressão dos companheiros de equipa

Estava preparado? Eles diziam que sim, eu achava que não mas a partir do momento em que completei a inscrição só pensava em terminar. E sim, chorei na reta final - sobretudo quando vi os meus colegas a apoiarem-me - e explodi de alegria no final. Caramba, nunca imaginei...!

Prova nº 9 - Meia Maratona dos Descobrimentos 2014 - 21km - 02:17:28