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domingo, 19 de agosto de 2018

Alive 2018

Era suposto não ir. Ou ir meio arrastado à pala de Pearl Jam. Depois apareceram ali os Franz Ferdinand, também no dia 14, e os meus olhos brilharam. Só que aconteceu um daqueles golpes de marketing com a organização a anunciar que os bilhetes diários estavam esgotados e acabei por ficar com um passe para os três dias na mão e um rombo inesperado no cartão de crédito. A coisa está bem feita, está, e a malta cai que nem patinhos. Continuando.

Já não ia a um festival com passe para todos os dias desde os idosos tempos de 2006. Na altura bisei o Super Bock depois de lá ter estado em 2004. Belas memórias desde ouvir a Nelly Furtado cantar o hino do Euro 2004 até àquele concerto que durou e durou até às 3 da manhã com a banda sempre a bombar. Eram os Franz Ferdinand. Nessa madrugada entrei em casa às 4 e tal da manhã para encontrar um morcego na sala. True story. E às 8:00 já tinha estacionado no parque da empresa e estava à secretária prontinho a trabalhar. True story again!

A logística de ida resolveu-se com os autocarros do Alegro Alfragide até ao recinto. Foi porreiro e correu sempre bem. À entrada tirava-se a foto do pórtico e nos espelhos e era hora de curtir o ambiente e os concertos. Como todo o bom português, a malta gosta de coisas de borla, portanto havia filas quase intermináveis em tudo o que era ofertas dos patrocinadores. Ainda deu para ir buscar umas coisas durante os três dias. E a malta também gosta de comer e beber, mas aí as filas eram sempre rápidas. O aglomerado de copos no chão à medida que as noites avançavam é que se dispensava.

O pórtico mais partilhado nas redes sociais nestes três dias

Foi simpático o palco principal abrir em português com o Miguel Araújo, em claro contraste com a página de Facebook do evento cujas publicações recentes eram sempre em inglês. E muitos eram os ingleses presentes, mais até que os espanhóis. Ou então é defeito profissional e eu fico logo a pensar quantos daqueles são clientes da empresa onde trabalho. 

Miguel Araújo

Jain

No primeiro dia a minha principal preocupação era ver Snow Patrol e apesar de ter gostado soube-me a pouco. Tocaram certinhos, mas não se destacaram. Fico com a clara sensação que não funcionam em festival, o que aumentou a vontade de os rever em nome próprio quando cá voltarem em Fevereiro do próximo ano. Antes deles, e durante a hora de jantar, um som no palco Sagres entrou pelos ouvidos e não voltou a sair: Jain! Já aqui deixei um breve destaque e deixo o convite a que ouçam. É claro que os nomes grandes do primeiro dia eram os Arctic Monkeys mas faziam parte daquele conjunto de bandas que havia curiosidade em ver ao vivo apesar de não se conhecer muito bem a discografia, a mesma categoria onde estavam inseridos os Queens of the Stone Age e os The National no segundo dia. 

Snow Patrol
Aliás, o segundo dia era daqueles em que se fosse possível "alugava" a pulseira por um valor simbólico para depois a reaver para o dia final. A sério, havia bons nomes no cartaz mas nenhum nome forte o suficiente dentro do que costumo ouvir. Mesmo assim deu para picar o ponto nos The National e matar a tal curiosidade. Foi agradável. As fotos do segundo dia são maioritariamente de palhaçada e de copos. É melhor nem meter aqui. Continuemos! Houve na mesma muita música, com passagens pelo Palco Coreto e pelo Palco Sagres onde os Eels foram boa companhia musical durante o jantar. E saltou a gargalhada geral quando o vocalista viu toda a gente a agarrar nos telemóveis e incentivou a plateia a fazê-lo dizendo, em traços gerais, que era boa ideia porque ele está a ficar velho e havia uma forte possibilidade de cair para o lado em palco portanto isso era um momento que toda a gente iria querer registar!

E num ápice chegávamos ao dia mais esperado. E num ápice também mudou completamente o "cenário". O recinto estava a abarrotar de gente desde muito cedo e a malta presente tinha uma faixa etária ligeiramente mais alta. As filas triplicaram de tamanho em todo o lado. Ir ao WC foi das experiências mais caóticas da minha vida, num claro sinal que os homens bebem mais cerveja que as mulheres. Mesmo que os preços sejam exorbitantes lá dentro, mas isso já se sabe que é sempre assim. Pessoalmente até só bebi uma cerveja nestes três dias. Juro! Andei mais virado para a cidra.



O plano era simples: ir buscar algo para beber e abancar no mesmo sítio o dia todo. Foi prova mais ou menos bem sucedida. Pelas 18:00 na altura em que Alice in Chains estavam a começar tentei encontrar-me com um casal amigo que estava do outro lado do palco. Cruzei-me com outro casal conhecido pelo caminho, depois os meus olhos bateram numa mochila verdinha da Maratona do Porto e ao lado dela estava o Perneta, com quem ainda estive uns minutos à conversa. E depois de várias trocas de mensagens só encontrei este casal 7 horas depois, no fim de Pearl Jam e antes da longa espera para MGMT. Pelo meio ela dizia-me que do alto do seu metro e meio (true story) até agradecia ao pessoal que estava de telemóvel em riste porque era a única maneira que tinha de ver o palco. Fora isso, não há nenhuma outra razão para essa praga que são os écrans de telemóvel à frente do palco. Também sou culpado disso, atenção, mas em doses curtas e tentando não chatear quem me rodeia. Eventualmente a moda há-de passar porque, tal como perguntava alguém nas redes sociais, quantas vezes é que depois vamos rever aqueles 50 segundos de uma filmagem a tremer com um som de má qualidade? Pois.

Para fechar o capítulo das irritações, então e aquele gajo que durante Franz Ferdinand estava permanentemente a falar com o grupo de amigos que estavam a ver o concerto ao lado dele? E notem que não estamos a falar de malta que estivesse no fundo do recinto. Passei meia música a olhar fixamente para ele até o ouvir dizer aos amigos que ia dar uma volta e já voltava. Pareceu-me que até eles agradeceram! 

Franz Ferdinand
Franz Ferdinand deram um espetáculo brutal. Que saudades que tinha disto! Agarraram o público desde os primeiros acordes e foi sempre a rasgar até ao fim. Valeu muito a pena forçar a ida para uma zona próxima do palco. Pulei, saltei, dancei no meu estilo trapalhão, cantei a plenos pulmões e queimei mais calorias que em muitos treinos, suponho. O This Fire no final foi uma coisa épica e podiam ter continuado em loop! Não querem cá voltar também em nome próprio? Por mim a noite estava feita, mas era preciso esperar pelos tais senhores de Seattle, não sem antes acompanhar à distância o Jack White que terminou com o Seven Nation Army entoado pela maioria das 55 mil pessoas ao bom estilo de um estádio de futebol.

Não é uma camisola dos Queens of the Stone Age, ok?
De repente, toca de ir novamente lá mais para a frente porque parece que era pecado ter visto os pelos do nariz do Alex Kapranos e apenas ver o Eddie Vedder pelo ecrã gigante ao lado do palco. Certo. E foi um concerto fabuloso que valeu muito a pena, até para quem não é fã como eu. Cantei as músicas que conheço, respirei tranquilamente nas outras. Deu para tudo, dueto final com o Jack White, mensagens de esperança num mundo melhor, discursos de teor político, garrafinha de vinho em palco e uma actuação épica e sem cair naquilo que seria o básico de chegar e debitar todos os clássicos. Houve covers: Imagine, Comfortably Numb, Rocking in the Free World e de entre as músicas mais emblemáticas houve emoção no Black e no hino do festival, o Alive.

Depois disto deu só para ouvir uma música de MGMT e ir escutando as seguintes a caminho do autocarro. Já vi o concerto depois na RTP online e sinceramente fiquei algo desiludido. Ou pelo horário tardio, ou por ser absurdo meter alguém naquele palco depois de Pearl Jam ou simplesmente por ter achado que não é tipo de música que funcione em festival num palco principal. Se calhar quem ficou a assistir pode ter tido outra opinião.

Afinal foram duas cervejas! Esta foi no fim da festa!

Se calhar por causa disso é que a foto ficou estupidamente desfocada.

 E assim acontece. Próximo concerto no horizonte: Imagine Dragons em Setembro.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Férias

Já começaram e vão estender-se até perto do final do mês. Queria ter deixado um post diário com uma playlist para vos entreter durante estas semanas, mas como não consegui deixo apenas aqui a maior das surpresas que descobri nos 3 dias de NOS Alive. Até breve!




domingo, 8 de julho de 2018

Hello darkness, my old friend

Não há volta a dar. Às vezes a vida é uma treta e deixa-nos tristes, irritados, desmotivados e deixa-nos marcas que demoram a passar. No meu caso o que faço é fechar-me no meu casulo e isolar-me de tudo e de todos, incluindo daqueles que me querem bem e daquilo que me faz bem. É um traço de personalidade que nunca vai mudar - e acreditem que já tentei. Resolve os problemas? Nem por isso. Ajuda-me a ficar melhor? Não, mas é mais forte que eu.

Entretanto, num assunto completamente não relacionado com o parágrafo anterior, este semana há NOS Alive. O que era suposto ser só um bilhete para o dia 14 transformou-se num passe de três dias. Vamos a isso, já que este ano é muito mais musical que os anteriores. Ainda não vos falei da minha experiência no concerto de Queen e em Setembro também há Imagine Dragons. Umas das minhas bandas de eleição - os Snow Patrol - vai actuar já no dia 12. E para o ano estão no Campo Pequeno em Fevereiro em nome próprio. Não há fome que não dê em fartura! Como sei que têm álbum novo tenho andado a devorá-lo em loop, ajudado pela minha mania de tentar fazer tudo o que seja tarefas domésticas com música de fundo, sobretudo aquelas relacionadas com a cozinha: estender/apanhar roupa; tirar/meter a loiça na máquina; etc.

O álbum começa assim:


"Life on Earth"
Snow Patrol
 
(...)
"It shouldn't need to be so fucking hard
This is life on earth
It's just life on earth
It doesn't need to be the end of you, or me
This is life on earth
It's just life on earth"


(...)

E continua assim:



"Don't Give In"
Snow Patrol
 
(...)
"Don't give in
Don't you dare quit so easy
Give all that you got on the soul"

(...)

Porra, que esta malta voltou em grande estilo! E inspirado pelas letras destas músicas - e do resto do álbum - hoje de manhã fiz-me à estrada e fui correr! Um treino em ritmo de Maratona e com muito calor, mas aquele calorzinho bom que eu gosto tanto de apanhar!


Em breve falo de outra banda pela qual me apaixonei novamente nos últimos dias e que também tem estado em loop sucessivo na minha playlist caseira. E são portugueses, já agora!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Não há tempo para respirar

A prova de domingo está feita. Resta aguardar pela reunião para balanço final do evento.
A nossa reunião está feita, os próximos eventos estão em marcha: já neste domingo, já na próxima 5a feira (estou nervoso por antecipação, confesso), talvez em Setembro, de certeza em Outubro, de certeza no Natal e no Fim de Ano novamente.
E eu com vontade de me meter numa brincadeira à parte para Agosto, mesmo sabendo que é meio utópico e logisticamente complicado.

No meio disto tudo há uma Meia Maratona para fazer na Régua e eu começo a achar que a prova terá sempre um elemento extra de dificuldade ao qual não consigo escapar. Em 2016 aconteceu durante o mês de Maio tudo aquilo que alguns de vocês sabem e que não vale a pena recordar. Pimba, desisti ao km 15. Em 2017, na 5a feira antes da prova torci o pé durante o último treino e as palavras mágicas da nossa enfermeira juntamente com toda a força que recebi levaram-me a terminar batendo o meu record pessoal, já melhorado entretanto. Em 2018, também na 5a feira antes da prova, não consegui ir trabalhar devido a... problemas... intestinais... e nem sequer me senti com energia para um derradeiro treino ao fim do dia juntamente com a equipa. Talvez consiga fazer uns quilómetros amanhã, caso contrário será uma semana sem treinos. Se assim for, vamos acreditar que era o descanso que as minhas pernas precisavam neste fim de mês vertiginoso.

O que vale é que passei o serão a ouvir Mamonas Assassínas e isso é o suficiente para me dar a dose de parvoíce diária que preciso, deixar-me com um sorriso nos lábios e cheio de energia. Se calhar ainda os levo na playlist para o Douro Vinhateiro!

Agora vou ali lançar mais uns convites para dia 31 para poder estar - ainda mais - entre amigos.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Braga

Caros leitores, escrevo em directo do Alfa Pendular de regresso a Lisboa. E pergunto: o que é que faz uma pessoa tirar um dia de férias para acordar às 5:30, enfiar-se num Alfa pelas 7:00 rumo ao Norte e regressar no mesmo dia para chegar a casa depois da meia-noite? A resposta é: amizade!

É claro que a viagem tinha um propósito que foi cumprido com sucesso, mas nada teria acontecido sem a amizade que une pessoas, independentemente da distância geográfica que as separa. 

Em resumo, parte do dia foi passado aqui.




E depois dos compromissos oficiais houve tempo para conhecer uma minúscula parte da cidade.




Soube a pouco. A muito pouco mesmo. Resta cumprir a promessa de voltar e visitar devidamente uma das cidades portuguesas que me envergonho de não conhecer. E se eventualmente meter uma corrida pelo meio ainda melhor.

Corridas, encontro corridas em todo o lado!

Amanhã é dia de trabalho. Agora há que dormir na viagem. À nossa!


sábado, 7 de abril de 2018

Noiserv

Estava apalavrado assim que se soube do concerto, depois a coisa foi ficando meio esquecida e de repente voltou à baila e rapidamente se confirmou a ida e se compraram os bilhetes. Gosto quando as coisas são assim simples e espontâneas. 

E o dia, que era de férias tal como os restantes da semana, tornou-se também assim meio espontâneo e ao sabor do vento pelas ruas de Lisboa. Da zona do El Corte Inglés até ao Saldanha e vice-versa, com curta passagem em jeito de corta-mato pelos jardins da Gulbenkian.
E-Turista
Oops, não sei como é que isto me apareceu nas mãos. Era de Snickers, by the way.

 Até deu para dar um breve salto ao meu local de trabalho. Sim, num dia de férias entrei alegremente no escritório e senti-me com uma leveza brutal. É claro que só lá fui porque estava nas imediações e porque tinha acabado de lá chegar uma encomenda que, já agora, não ia lá dormir durante o fim de semana. Uma pessoa habitua-se a comprar coisas vindas da China que demoram duas ou mais semanas a chegar e estranha quando algo vindo de Espanha demora um dia e meio. Também deu para a minha chefe me confirmar o descalabro que foi a tentativa de comprar bilhetes para a final da Eurovisão (tenho um feeling que ainda hei-de ser convidado a ir assistir na Praça do Comércio ou algo do género) e para me dar a notícia que uma das pessoas da minha equipa vai rumar a prados mais verdejantes, algo que me acontece muito quando vou de férias. O que ela não sabia é que mesmo de férias eu estava a par do assunto. Preocupo-me com isso na 2a feira.
Encomenda nas mãos, vamos lá apanhar mais um pouco de vitamina D, agora em plena Avenida da Liberdade, Rossio, Praça do Comércio. Enfim, mini-turista em plena Lisboa. Jantar no sítio do costume nestas ocasiões e vamos lá a isso que está na hora da partida do concerto. Após alguma insistência ("Isso foi no São Luiz.") lá consegui somar 2+2 e confirmar que nunca tinha ido ao Tivoli numa troca de argumentos que culminou com a frase cliché "Certo, mas isso não foi comigo." 

Na partida, à espera do início
E o concerto? Foi tudo aquilo a que uma pessoa que tem ido a concertos do David está à espera. Quer seja com 10 ou 1000 pessoas ele está ali como se estivesse na garagem a ensaiar ou a tocar para um pequeno grupo de amigos. "Obrigado por terem vindo. Uma pessoa espera que esteja sempre muita gente mas tem sempre medo que não apareça ninguém."
A simplicidade com que ele comunica já é imagem de marca, mesmo quando começa a divagar e quase se perde nos pensamentos. Ou quando já lançou os primeiros acordes da música e pára para completar a ideia sobre a qual estava a falar. Ou quando confessa ter-se distraído com o assobio vindo do público. Ou quando se esqueceu de carregar no pedal e não gravou o sampler, portanto tem que recomeçar a música desde o início. Ou quando está com cãibras a meio da música.

Música atrás de música, história atrás de história, o tempo foi voando num serão muito agradável, onde não faltou a "música para vocês os dois, os maratonistas". Fica só a ressalva que a história até não tem um final feliz.


Venha de lá o próximo concerto, de preferência com a mesma companhia. Deste ficam pérolas de sabedoria - e não há qualquer ponta de ironia aqui, isto fez mesmo tudo sentido - como:
"Tu só te borras quando não te estás a cagar."
"Uma pessoa tem que aproveitar tudo ao máximo: a vida e as pilhas!"
Galeria fotográfica: http://infocul.pt/cultura/galeria-fotografica-noiserv-no-teatro-tivoli-bbva-celebrando-13-anos-carreira/

"E pronto. Foi mais ou menos isto."
 

(E nem digo quem é que cá vem dar um concerto em Setembro mesmo na altura dos meus anos...)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Do fim de semana passado

Gostava de ter feito a minha estreia na Meia Maratona de Cascais. Ainda não foi desta. Continuo com uma espinha na garganta chamada 20km de Cascais onde estive presente duas vezes e em nenhuma delas fiquei satisfeito com a minha prestação final. Um pouco como acontecia com o Fim da Europa. Pelo menos no ano passado não fui por lesão e este ano não fui por opção.

Surgiu então a possibilidade de ir em trabalho. Ou em "trabalho", carolice, chamem-lhe o que quiserem, mas essa hipótese caiu por terra a meio da semana. Não fui, pronto. E no domingo à noite estava a ver em loop as fotos (que podia ter sido eu a tirar) da prova e a descobrir amigos e caras conhecidas que estiveram presentes. Para o ano não pode falhar. Mesmo!

Não havendo prova no domingo autorizei-me a abrir uma garrafa de vinho no sábado. Se é certo que estou a falhar redondamente no desafio de atravessar o mês de Fevereiro sem açúcar, já há muito tempo que tem sido raro beber algo que não seja água - ou uma Coca-Cola Zero lá pelo meio para matar o desejo. Tendo em conta que só aos fins de semana é que cometia um desvario destes, agora o mais normal é pensar que "ah e tal, tens prova amanhã, guarda isso para depois da corrida". Sábado lá meti uns quantos graus no bucho:






Ora, não ter prova no domingo não significa que não se corra. Assim sendo, fiz-me à estrada com o desafio de correr uma distância maior do que a graduação do Vila Ruiva. E consegui.



Por este prisma é beber uns shots valentes de Absolut Vodka antes da Maratona do Porto.
Tem quarenta graus, caso se estejam a perguntar.

É certo que fiquei ainda longe da Meia Maratona, mas como às vezes sou masoquista fui fazer recuperação activa e eliminar o ácido lático de tarde no... IKEA. Minha amigas e meus amigos, muito arrependido estou por não ter metido o relógio a contar, tal foi a velocidade a que aqueles corredores labirínticos foram ultrapassados! Sinto que nunca passei tão pouco tempo às compras lá dentro. E consegui sair de lá apenas com mais dois pequenos artigos do que originalmente planeado! Isto é quase como ganhar o EuroMilhões! Vocês sabem do que eu estou a falar, não sabem?

Missão cumprida! A Bia tem um cantinho novo só dela no móvel da entrada!

Fevereiro tem sido um mês historicamente complicado para mim em termos de treinos e confesso que à mais pequena oportunidade opto por me baldar... mas por outro lado quando vou é para treinar a sério. Também ajuda o facto de ainda ter alguma margem de manobra até às provas onde quero mesmo fazer boa figura. Se é para estar mais calão que seja agora porque, deixa cá ver... assim de repente a próxima prova na qual estou muito focado é daqui a cerca de duas semanas, no dia 1 de Março!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A minha vida desde sábado e nos próximos tempos...

...vai ser um copy/paste de:

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição (quase) confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição (quase) confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

Inscrição confirmada.

A sua inscrição está confirmada. (...) Esperamos por si (...) Consulte o regulamento para mais informações (...) Não é necessário imprimir este e-mail. (...).


E sabem que mais? Já tinha umas saudades do catano disto!!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Alive

Alto lá que isto afinal começa a ficar mesmo mais interessante. Tenho dois nomes que gostava que viessem, mas se eu os revelo aqui ainda alguém me começa a reclamar aos ouvidos.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Natal

Eh pá, não vim cá deixar uma mensagem de Natal e se calhar agora é tarde, não? Se desejar Boas Festas ainda pode ser? Olhem, deixem estar. Fiquemos com estas verdades que li por aí durante estes últimos dias:

- O Natal não é a Black Friday. Não confundam os dois.
- Mais vale engordar uns quilos agora entre o Natal e o Ano Novo do que depois entre o Ano Novo e o Natal!

E agora pensem naquele gesto especial e diferente do habitual que tiveram, pensem naquela mensagem de Natal que enviaram a alguém com quem não falavam há imenso tempo e que deu origem a uma boa oportunidade para meterem a conversa em dia. Pensem em tudo aquilo que fizeram "porque é Natal" e façam-no todos os dias. Porque todos os dias é Natal e todos os dias recebemos prendas preciosas às quais nem sequer temos tempo [ou discernimento] para apreciar e dar o devido valor por já nos aparecerem desembrulhadas à nossa frente.


"Everyday is Christmas"
Sia
Oh, father time
You and me and holiday wine
Wait for the snow
I will read the last that they wrote
 
Said I'm by the open fire
Lovin' you is a gift tonight
Lovin' you for all my life
Lovin' you is a gift tonight
 
Oh, everyday is Christmas when you're here with me
I'm safe in your arms, you're my angel baby
Everyday is Christmas when you're by my side
You're the gift that keeps givin', my angel for life
Everyday is Christmas, everyday is Christmas
Everyday is Christmas with you by my side
Everyday is Christmas, everyday is Christmas
Everyday is Christmas with you by my side

Oh, you're my love
You're the joy in my holiday song
And when you smile I can't breathe
Can't believe that you're mine

Said I'm by the open fire
Lovin' you is a gift tonight
Lovin' you for all my life
Lovin' you is a gift tonight

Oh, everyday is Christmas when you're here with me
I'm safe in your arms, you're my angel baby
Everyday is Christmas when you're by my side
You're the gift that keeps givin', my angel for life
Everyday is Christmas, everyday is Christmas
Everyday is Christmas with you by my side
Everyday is Christmas, everyday is Christmas
Everyday is Christmas with you by my side

Ohh-oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh-ohh
Ohh-oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh-ohh
Ohh-oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh-oh
With you by my side
Ohh-oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh-ohh
With you by my side
Ohh-oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh-oh-ohh
With you by my side

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Há vida para além das corridas

Depois de dias e dias de ouvir falar no anúncio do concerto dos Pearl Jam no Nos Alive e de me tentar esquivar a ter que ir, afinal lá me convenceram e mudei de ideias...


Agora vou ter que olhar para o calendário e perceber que provas vou ter que cortar do orçamento.

Que mau timing, tendo em conta que ainda ontem também reservei quarto em Peso da Régua para o último fim de semana de Maio, if you know what I mean...!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Lamb

As idas ao Coliseu de Lisboa começam a ser quase tão frequentes como as idas a provas. E raramente tem sido uma visita que me desilude!

Esta noite vivi novamente uma viagem ao passado como tantas outras já vividas naquele mesmo espaço. Para os Lamb foi uma viagem de 21 anos, para mim menos uns quantos já que os devo ter começado a ouvir algures na viragem do milénio e cujo percurso na minha existência tinha tido o seu ponto alto em Dezembro de 2003 quando se apresentaram no Pavilhão Atlântico num concerto (mais ou menos) intimista em que o palco estava chegado o mais à frente possível e estariam lá cerca de 3000 pessoas. A primeira parte foi do Damien Rice, já agora.

Hoje acordei com a notícia que me tinha caído nas mãos a possibilidade de ir ver o concerto e uma pessoa até vai trabalhar mais bem disposta. Hoje foi dia para esquecer as preocupações recentes que a vida tem trazido e poder relaxar um pouco.

Nesta viagem que começou lá bem no passado e foi gradualmente chegando aos tempos actuais, o que mais gostei foi ali o ponto intermédio. Foi ali que me senti mais confortável a ouvir a voz maravilhosa da Lou Rhodes a contrastar com a energia do Andy Barlow.


Quando se fala de Lamb o mais natural é que se pense no Gabriel, mas a minha música favorita continua a ser o Gorecki que já aqui tinha deixado no blog. Pois que para não me repetir deixo outra que me toca ao coração. Não é do concerto de Lisboa, mas também é ao vivo, pronto. E fico por aqui, que eu não escrevo sobre música da mesma maneira que escrevo sobre provas mas que não haja dúvidas que são duas coisas sem as quais não vivo.




"What Sound"
Lamb

What is that sound
Ringing in my ears
The strangest sound
I've heard for years and years
The sound of two hearts
Beating side by side
The sound of one love
That neither one can hide

 
The sound that makes the world go round
The sound that makes the world go round

 
What is that sound
Running round my head
Funny I thought
That part was long since dead
But now there's new life
Crossing through my veins
Because there's someone
To make it beat again

 
The sound that makes the world go round
The sound that makes the world go round
The sound that makes the world go round
The sound that makes the world go round

 
What is that sound
Ringing in my ears
The strangest sound
I've heard for years and years
The sound of two hearts
Beating side by side
The sound of one love
That neither one can hide

domingo, 15 de outubro de 2017

Seda


"Sorte Grande"
João Só e Abandonados (com Lúcia Moniz)



Olha lá,
Já se passaram alguns anos
Nem sequer vinhas nos meus planos
Saiste-me a sorte grande


E eu cá vou
Gozando os louros deste achado
Contigo de braço dado para todo o lado


Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti


Meu amor na roda da lotaria
Que é coisa escorregadia
Saiste-me a sorte grande


E eu cá vou
À minha sorte abandonado
Contigo de braço dado para todo o lado


Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti


Olha lá,
Por mais que passem os anos
Por menos que eu faça planos
Sais me sempre a sorte grande


Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti


vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Atchimmmm

Escolha curiosa de título, tendo em conta que a constipação que me tem acompanhado já há uma semana não meteu espirros ao barulho.

Estava hoje a descrever como me sinto:

- voz de quem vai fazer agora o turno da meia noite às 4 da manhã numa hotline (já agora, ainda existem ou isto é uma referência que faz de mim um gajo velho?)
- um gastar de lenços de papel próprio de quem não tem qualquer consideração pelas árvores
- acordar de manhã a sentir que tinha dormido num colchão de água... literalmente, dentro de um!

O pior é que sei perfeitamente quando é que fiquei assim. Bastou-me, na semana passada a caminho do trabalho, sair de um autocarro cheio de gente e apanhar uma pontada de vento frio enquanto vestia o casaco. Quando cheguei ao escritório, 500 metros mais à frente, já sentia a garganta apanhada. E agora é isto, uma semana de treinos perdida e uma pequena quebra na motivação.

Eu quero ir treinar! Eu quero ir fazer os meus treinos longos! Eu queria ir, meio off the record, à Meia Maratona da Moita e assim já não vou...

Amanhã. Nem que sejam só 5kms. Até já se ofereceram para me acompanhar para eu não me perder pelo caminho. Amanhã tenho que voltar a treinar. Por favor!

Pelo meio, um dia de sábado passado na Figueira da Foz - e sim, eu sei que ter ido não ajudou nada a recuperar, mas tinha que ser - para acompanhar a última etapa do Campeonato Nacional de Triatlo. Foi tão bom estar numa comitiva cheia de amigos e chegar lá e encontrar ainda mais caras conhecidas a participar. Tivesse eu um pouco mais de energia e até fazia um relato mais extenso.

Agora vou ali tomar a medicação e enviar-me na cama.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Leituras

Sendo eu um gajo de Letras era de esperar que tivesse uma relação mais próxima com os livros, mas a verdade é que não tenho. Gosto de um bom livro, mas não sou um ávido leitor como gostaria. E gosto sobretudo de coisas muito particulares e que me digam algo. Sou, por exemplo, um grande fã de Edgar Allan Poe e da literatura do fantástico e de mistério. Tornei-me fã de Nick Hornby porque ele gosta deveras de duas coisas com que eu também me relaciono: futebol e música. 

O primeiro livro dele que li foi o Fever Pitch onde ele conta histórias da sua vida sempre relacionadas com... jogos de futebol, sobretudo do Arsenal que é o seu clube do coração. E consegue sempre encontrar um paralelo entre o futebol e a vida, como a história do jogo que foi ver fora de casa a cerca de 100 quilómetros de Londres em que apanhou uma molha descomunal para ver um jogo de fim de época que já não ia melhorar o péssimo 9º lugar no campeonato, mas mesmo assim a bancada festejou o golo da vitória como se tivessem ganho a Liga dos Campeões. Porque na vida também há pequenas vitórias que merecem ser celebradas. Ou a minha história favorita de quando ele levou uma namorada pela primeira - e penso que única vez - ao futebol e ela apanhou uma insolação que a obrigou a ir para o hospital ao intervalo. E ele não sabia se a devia acompanhar ou ver o jogo até ao fim. É que o namoro não era assim tão sério e o jogo era crucial para o desfecho daquela época e ainda estava 0-0. Percebe-se o dilema!

Agora o meu foco está, naturalmente, mais virado para livros relacionados com o mundo da corrida e depois deste onde apenas me falta ler o capítulo relacionado com o pós-prova (onde no ano passado falhei redondamente porque depois de cumprir a maratona senti um vazio de objectivos que me fez passar um mês algo à deriva) já tenho nova leitura, desta vez recomendada pelo Baptista, a quem agradeço agora publicamente:


Comecei hoje a ler nas viagens de comboio e autocarro entre casa e o trabalho, tornando-me em mais uma pessoa com a cabeça enfiada no telemóvel, mas é por uma boa causa. Confesso que apenas conhecia Zátopek de nome e pouco ou nada sabia sobre a sua história e até ao momento estou bastante entusiasmado com o início da leitura. Para já, dois destaques:

- Zátopek nasceu a 19 de Setembro, o que significa que comecei a ler o livro no dia em que faria anos caso ainda fosse vivo;

- já registei uma frase que é associada ao seu espírito como atleta: "Great is the victory, but greater still is the friendship." Está ali ao nível da citação do Spirit of the Marathon.

Agora vou ali dormir para amanhã estar fresquinho de manhã para continuar a leitura.

Se porventura conhecerem algum aniversariante em Setembro...


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

36

De há quatro anos para cá que há uma tradição que me agrada: o Benfica festeja em Maio, eu festejo em Setembro. O número é o mesmo.


domingo, 13 de agosto de 2017

Opções

Ora bem, quando eu aceitei o convite de um amigo e colega de equipa para um treino longo domingo de manhã já sabia que ia ter uma jantarada no sábado que poderia ir pela noite dentro. O convite era: "Apontamos um treino para domingo entre as 7:30 e as 8 da manhã? O treino vai ronda os 22 kms com 400 D+ e é estrada." E, de facto, o treino teve esta distância e altimetria aproximada. Eu é que não o fiz.

A meio da noite já lhe tinha enviado uma mensagem a dizer que "ah e tal, ao ritmo que isto está se eu não te disser nada pelas 7:00 não contes comigo". A coisa estava assim, em modo repeat e repeat:


Eu sei que tenho uma maratona para fazer daqui a menos de 3 meses, sei que os treinos longos são muito importantes, mas ao mesmo tempo o convívio e a vida social também têm o seu peso e neste fim de semana tomei a opção de meter o treino longo ali no caixote da reciclagem, até porque sei que ele não me vai deixar acabar esta preparação sem me dar uma valente tareia em pelo menos dois percursos fofinhos que ele tem. Ambos com bem mais altimetria que o meu percurso longo.

E o dia de sábado foi passado em Sintra, precisamente o local onde "toda a gente" à minha volta tem andado a treinar ultimamente! Não fui para lá treinar, fui à civil. E nem sequer deu para caminhar muito porque a vila estava completamente entupida de gente. Ao contrário do que seria de esperar estava calor fora de Sintra e igualmente calor dentro de Sintra. Ficou a promessa de regressar noutro dia com outros planos. Como antigo munícipe do concelho de Sintra, é um local que me toca sempre de forma especial.

O travesseiro estava muito bom, nem deu tempo para fotografar.







Tenho que lá voltar. Para passear, para correr, para sentir Sintra no seu melhor. Tenho que lá voltar antes do Fim da Europa. Espero que seja em breve. Voltando à foto inicial, no final da noite as coisas já estavam meio assim:

Tudo desfocado... Será da lente ou do Lambrusco?
Então, rapaz, treinar este fim de semana está quieto? Errado!
Não fui de manhã mas enchi-me de coragem (ou seria vergonha?) e a meio da tarde lá fui eu fazer um treino rápido que ficou próximo dos 9kms e só não foi um pouco mais longo porque tinha outros afazeres e horários a cumprir.
E sabem o que é mais engraçado? No meio de tanta preocupação com os treinos longos só pouco antes de sair para treinar é que espreitei o plano de treinos para hoje. Dizia: "corrida de 10km".

Amanhã há mais!
Votos de uma boa semana e bons treinos!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Férias

Ora bem, depois de muito prometer cá vai um pequeno resumo do que foram as férias que vos deixaram a cantarolar a minha playlist. Ou a perguntar que raio de gosto musical é que este gajo tem!

A primeira semana foi passada em Portimão a fazer uma de três coisas: piscina, praia, comer e beber. Nem sempre por esta ordem.
E foi isto. A sério, uma semana de papo para o ar sem mexer uma palha. Excepto no dia em que fui correr com um dos grupos locais onde fui bem recebido. Antes do treino fiz um aquecimento rápido de 2kms até ao local do treino. Tirei esta foto, guardei o telemóvel no Flipbelt e recebo um sms.

"Última hora: Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park, encontrado morto."

Era de um serviço de notícias da Vodafone que tenho activo e que só nunca desactivei por ser gratuito e porque não chateia muito. O sms trazia um link que prontamente abri. Ainda reencaminhei aquela mensagem, voltei a guardar o telemóvel e preparei o relógio para o treino propriamente dito até que percebi que ele não reagia. Fiz o truque de todos os informáticos, desliguei-o e ele tentou voltar a ligar e puff. Tanto trabalho em conseguir ter o relógio novinho preparado para o trazer para férias, experimentei-o a caminhar e quando vou finalmente correr com ele... ficou sem bateria. Pelo menos ainda contou o aquecimento. Corri com o Strava no telemóvel o que é sinal de fracasso porque apenas contou o tempo e desligou o GPS por causa de definições de poupança de bateria ou coisa assim. Nota-se que nunca uso a app no telemóvel para gravar as actividades. Mas o treino não correu mal, fui com o grupo da frente sempre a puxar e senti-me bem. Reparem que escrevo mais sobre o treino do que sobre o resto da semana também para tentar queimar todas as calorias que fui consumindo entretanto.
Pelo meio, umas passagens por Armação de Pêra e uma visita que este ano foi obrigatória ao ZooMarine. E a curiosidade de encontrar uns amigos mesmo ao lado na fila do ZooMarine e outros hospedados mesmo ao lado em Portimão. Outro ponto alto desta semana eram as mensagens diárias que recebia da minha chefe ao final da tarde a resumir-me as notícias de desporto e as transferências futebolísticas do dia. Televisão foi coisa que mal vi e evitava ao máximo estar online se bem que de vez em quando lá fugia para o vício. Siga para a segunda semana!

E siga para o Alentejo, com paragem em Castro Verde para almoçar umas bochechas de porco preto fantásticas, acompanhadas de migas e batata doce. E da esplanada só se via Alentejo por todo o lado. 


O sítio escolhido fica na estrada de Portalegre para Marvão, a meio caminho de ambas e a 10 minutos de Castelo de Vide. Calma, sossego, paz, o som dos passarinhos e nada de incêndios - mas sobre isso ainda falo depois. Não houve corridas nestes dias, apesar de ter visto pelo Google Maps possíveis caminhos e até ter traçado um potencial percurso de 10km. Sem stress, fui logo correr no sábado a seguir a ter regressado.




Aqui os planos já eram diferentes: passear, passear e passear. Portalegre até acabou por ficar fora do mapa e o centro das atenções foram Castelo de Vide, Marvão e algumas preciosidades por ali, como a praia fluvial de Portagem ou as ruinas da Cidade Romana de Ammaia.

Ah sim, também havia piscina.

Ao longe dava para ver o fumo dos incêndios
 
Mas ao perto estava tudo verdinho, felizmente!

Marvão
Praia Fluvial de Portagem




Nas ruínas estavam a decorrer trabalhos de escavação e um dos rapazes foi descrevendo e mostrando todo o espaço da cidade, incluindo moedas encontradas naquela manhã e a estrada nacional que corta a antiga cidade ao meio...


Estando tão perto da fronteira, era obrigatória uma ida a Espanha - e não apenas para ir atestar o depósito à bomba que está estrategicamente colocada 500 metros depois de se entrar no país vizinho. Uma série de pesquisas online sugeriram visitar uma cidade, perdão, um município chamado Alcântara onde também se podem encontrar inúmeras marcas da presença Romana na Península Ibérica. O ex-libris é a Ponte Romana de Alcântara datada do século II que se ergue por cima do Rio Tejo. Perguntam vocês: ir para tão longe a Espanha ver Alcântara e o Rio Tejo? Isso podes ver ali em Lisboa todos os dias, pá! Podem perguntar, eu fui o primeiro a dizê-lo.

Praça de Lisboa - a sério... e neste largo também havia a Discoteca Lisboa Café-Bar

Ponte Romana sobre Rio Tejo vista do topo da cidade

Fachada de edifício romano - Alcântara
Arco da Ponte Romana de Alcântara

E os fogos? Estiveram sempre longe o suficiente daquela zona para não incomodarem, mas igualmente perto no telemóvel através de um site que fornece actualizações ao minuto de todas as ocorrências. E só numa tarde, a última antes do regresso, é que houve um pequeno susto com um incêndio a 10km de distância mas que foi resolvido numa questão de horas.

Incêndio em curso
Nessa tarde era isto que se via em Castelo de Vide
Incêndio em resolução

E assim se faz um resumo de duas semanas de paz e sossego - prontamente já estragado pelas notícias que recebi ao fim de dois dias de trabalho. O regresso fez-se de forma tranquila, com passagens pelo Crato (onde irei estar em Setembro. Já disse que estou inscrito na Meia Maratona de Castelo Branco?) e Coruche (ainda andei à procura da Erra por causa do Cork Trail mas não encontrei) e uma breve paragem entretanto na Barragem de Montargil.

Foram 1500kms de viagem por esse país fora. E eu adoro conduzir em viagens longas. É curioso: peçam-me para fazer 10/15kms de carro e eu torço o nariz.  Peçam-me para fazer 100 ou 200 e eu vou sem hesitar! Também sinto que a praia me atrai cada vez menos (mas digo mal à minha vida quando estou fechado num escritório e não posso ir dar um mergulho) e que prefiro cada vez mais conhecer estes recantos do nosso país. Estarei a ficar velho? Ou apenas mais selecto? E ainda há tanto que não conheço: vergonhosamente nunca fui ao Gerês, à Serra da Estrela, a Braga/Guimarães (alguém me vai apedrejar por ter colocado ambas as cidades juntas) e conheço mal o norte em geral.

As próximas férias são sobretudo para ficar por casa, mas parece haver planos interessantes para vários fins de semana nestes meses. E são estes momentos bons que levamos desta vida!

Pela estrada fora