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sábado, 18 de fevereiro de 2017

"O" treino

Hoje fui treinar.

20 dias depois do Fim da Europa.

18 dias depois da médica me ter recomendado vivamente parar durante um mês para recuperar a 100% da lesão.

7 dias antes da data que eu tinha planeado voltar a fazê-lo.



Foi o melhor e mais simbólico treino da minha vida. Venham mais destes!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Diagnóstico

Quem me conhece bem sabe que para eu ir a um médico de livre e espontânea vontade é porque algo não está mesmo bem.

Quem me conhece também sabe que de há uns anos para cá que eu não (sobre)vivo sem a corrida.

Colocando estes dois factores na balança  lá fui eu à consulta de especialidade que marquei e saí de lá com o diagnóstico que eu já esperava: uma inflamação que obriga mesmo a um tempo de paragem. Os 12 dias que parei quando o problema surgiu ajudaram mas não foram suficientes. O ideal é parar um mês para garantir que regresso com a questão resolvida.

Quem me conhece bem também sabe que eu já olhei para o calendário para ver um bom dia para ir até ao nosso calçadão fazer uns 5kms. Algures daqui a três semanas, obviamente!

Entretanto já tenho quem me substitua na  Meia Maratona de Cascais (vá, não sou assim tão irresponsável) e logo se vê se estarei em condições para fazer as Lezírias. Prefiro hipotecar estas provas (por muito que me custe uma eventual ausência nas Lezírias) mas estar em condições para o resto do calendário.

Olhando para isto por outro prisma, é da maneira que fico com algum tempo livre para me dedicar aos dois eventos onde faço parte da equipa organizadora, um dos quais de forma bem mais directa e com um maior grau de responsabilidade.

Agora é ter juízo com algum excesso, focar-me na recuperação e desejar muito boa sorte a quem tiver que me aturar nos próximos tempos...

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Desafio

Este ano vou fazer parte da organização de uma corrida.

Assim que o convite surgiu não hesitei em aceitar. Vai ser uma boa experiência para tentar perceber melhor como funcionam as coisas do outro lado, embora ainda não saiba bem que mais tarefas me serão pedidas, para além da divulgação da prova, angariação de inscrições e posterior ajuda na preparação dos sacos e entrega dos dorsais. A primeira reunião é amanhã e estou bastante entusiasmado.

Agrada-me bastante estar por dentro destes meandros, ter um contacto mais directo com tudo aquilo que não vemos quando vamos a uma prova, ver o outro lado das coisas. Até posso acabar por nem ter grande parte activa no processo mas estou confiante que vai ser uma experiência enriquecedora.

(Para além disso ainda há um outro projecto na calha. Tenho que ver em que pé é que estão as coisas.)

sábado, 21 de janeiro de 2017

Teoria da conspiração

Divagações sobre redes sociais:

Há uns dias um colega (mais ou menos) habitual de treino publicou um texto sobre corridas e teve uma série de comentários aos quais foi respondendo um a um de forma cordial gerando até algumas mini-conversas dentro da publicação. O meu comentário - que foi semelhante a muitos outros - levou um polegarzinho e tive direito a silêncio. Se calhar não tem tempo para responder agora, pensei eu. O certo é que logo de seguida apareceram novos comentários que foram posteriormente respondidos. E o meu lá ficou - esquecido ou ignorado.

Pensei, ponderei, matutei sobre o assunto. Depois esqueci-me dele, que na realidade era o que eu deveria fazer, mas ainda há coisas que despertam o Fox Mulder que há em mim. 

A conclusão a que chego é que quanto menos corro mais tempo livre encontro para de vez em quando reparar neste tipo de coisas. Estou a precisar de ocupar a cabeça com música ou uma boa série ou um bom livro. Ou com cálculos mentais sobre ritmos, distâncias e médias de minutos por quilómetro!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"Eu bem te disse..."

"...para não ires treinar na 3a feira!"

Então... e eu não fui mesmo! Aquelas queixas que eu senti no final do último treino deixaram-me desanimado e preocupado uns dias porque as dores estavam a ser difíceis de suportar mesmo nas tarefas normais do dia a dia. Ao ponto de ter perdido autocarros a caminho do trabalho e ter levado mais que uma buzinadela por ter acabado de atravessar a estrada quando já estava verde para os carros.

Descanso, anti-inflamatório, mais descanso mas uma semana depois ainda sentia desconforto a andar. Meti na cabeça que hoje iria ao hospital depois de sair do trabalho. Já tinha sido difícil meter na cabeça que era um disparate ir fazer a prova do troféu das localidades em Valejas, mas a certa altura não havia outra opção a tomar. Eu sou um gajo que demora a convencer-se a si próprio. Ironia do destino: hoje tive mesmo que ir ao hospital por outros motivos e "já-que-cá-estou-despacho-mesmo-isto"...

A coisa começa bem quando estou na triagem e digo ao enfermeiro que sou corredor e ele me responde que "já somos dois". Passado nem 30 segundos já ele me estava a perguntar quando tempo é que fiz no Fim da Europa no ano passado (ele fez menos que eu e pelo tom de voz daquele olhar, deve ter sido bastante menos!), disse-me que este ano não podia participar (e eu logo se vê) e podíamos ter ali ficado o resto do dia a falar de corridas. 

A consulta também correu bem. Nada de lesões visíveis, tudo aparentemente no sítio, mas não se perdia nada em fazer raio-x para confirmar. E confirmou. O diagnóstico foi que isto se tratou de um estiramento e a recomendação foi descanso e anti-inflamatório diferente do que estava a usar. E mais descanso. E só voltar a correr quando o desconforto passar. Psicologicamente - ou não - até já me sinto melhor.

Passei estes dias a evitar ir ler o regulamento do Fim da Europa para ir ver se aceitam mudança da dados da inscrição ou se têm alguma cláusula de cancelamento por causa de lesões porque cancelar a ida à prova está no fundo da minha lista de opções.

Tenho saudades de treinar de forma consistente. Dos treinos de 5a feira, sobretudo. Sem treinar fico impossível de aturar. E com o trabalho a dar dores de cabeça a cada minuto que passa vamos mas é lá ver se isto melhora nos próximos dias para poder ir libertar algum stress!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Não há fome que não dê em fartura

Ah e tal, então nunca mais dizes nada? Ficaste parado em 2016?
Não fiquei, mas custou a arrancar. E espero ter sido o arranque para um bom ano a nível desportivo.

E fazendo jus à expressão que usei no título, nada melhor que dois treinos em dois dias consecutivos: o primeiro ontem (sozinho, coisa que já não me acontecia nem sei há quanto tempo e que, confesso, me soube bem) e o segundo hoje (junto da equipa, de quem me soube igualmente bem matar saudades).

 

No total foram 19km que muito bem me fizeram à mente e ao corpo, excepção feita à zona da articulação do pé esquerdo que me está a doer juntamente com a parte inferior da tíbia. Vou assumir que se deve à longa paragem, aos dois treinos seguidos e aos primeiros quilómetros que estou a dar aos dois pares de ténis novos aos quais estou a começar a dar rodagem. Passo a fazer as apresentações:

http://www.haddonu.org/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/A/F/AF4920_fr_sc7_1.jpg
Adidas Energy Boost 3

http://s8.galerieallegro.pl/zdjecia/z664/6649668/big_800x600/1.jpg
Adidas Supernova Sequence Boost 8

Vocês não estão bem a ver a minha cara de rapazinho num parque de diversões quando entrei no Outlet da Adidas no Freeport para aproveitar a campanha feita pela loja no início de Dezembro. Eram tantos e a tão bons preços! Infelizmente os Adidas que eu queria mesmo não havia no meu número (confesso, cheguei a ponderar trazer no número abaixo e a dizer para mim mesmo que não haveria de fazer grande diferença), portanto acabei por avançar para ideias alternativas... de acordo com a disponibilidade. As cores passaram para segundo plano.

A experiência na loja acabou por ser positiva. Trouxe dois pares de ténis com 35% de desconto em cima do já reduzido preço de outlet, no entanto acabei por ficar condicionado na escolha. Pode ter sido apenas azar de circunstância. Hei-de lá voltar da próxima vez que precisar de calçado novo, algo que espero que só aconteça daqui a bastante tempo. Fico agora com 3 ténis de estrada, dois novos e uns com quase 400kms e que uso preferencialmente em provas curtas. Ah, e uns de trail com 200kms.

Próxima prova é já no domingo. Vamos a isso!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Resumo da matéria dada

Estive a fazer balanços. De 2016 no geral, dos treinos e corridas de 2016, dos treinos e corridas de 2015 e de tudo o que aconteceu antes desde a minha primeira prova no dia 7 de Junho de 2012.


2012-2014:

O início. As caminhadas frequentes do trabalho até ao comboio. As primeiras provas. Fazer 10km em 1:13 na primeira prova e fazer 1:18 nas restantes três! A formação do grupo. Os primeiros treinos regulares. A primeira tentativa a sério de baixar da hora aos 10km. A primeira Meia Maratona.

2015:

A continuidade. O início do hábito de treinar duas vezes por semana. A participação frequente em provas. O começar a reconhecer algumas caras no pelotão nacional. Diz o Strava que corri 76 vezes durante 81 horas e 40 minutos tendo percorrido 784.7 quilómetros - caminhadas não incluídas. Diz o meu ficheiro de Excel que participei em 17 provas e gastei 130€ em inscrições. Dá uma média de 7,65€ por prova visto que participei em algumas gratuitas ou com dorsal oferecido. Os resultados foram promissores. As 7 corridas de 10km foram todas abaixo da hora e já me desafiavam a baixar dos 50 minutos. As provas de 15kms foram todas abaixo dos 6:00/km e fui sempre melhorando os tempos nas Meias Maratonas. A última de 2015 ainda marca o meu record na distância com 1:57:47 - média de 5:34/km. Inscrevo-me numa Maratona.

2016:

A confirmação. Dois e às vezes três treinos por semana. O convívio cada vez mais frequente com outros colegas de aventuras. A confusão, os desacatos, as separações temporárias e definitivas, as dúvidas e as incertezas. A Maratona. Diz o Strava que corri 88 vezes durante 100 horas e 45 minutos tendo percorrido 982.8 quilómetros - caminhadas não incluídas. Não vou passar por pouco a barreira dos 1000kms e tenho quase a certeza que não volto a correr este ano. Fica como meta para 2017. Diz o meu ficheiro de Excel que participei em 25 provas e gastei 203,45€ em inscrições. Dá uma média de 8,14€ por prova visto que participei em algumas gratuitas ou com dorsal oferecido. E os resultados? A cada prova de 10km que fazia retirava um minuto ao meu record pessoal. Comecei o ano com 54:50 e fui baixando: 53:06 (Janeiro), 52:36 (Abril), 51:02 (Abril), 50:14 (Maio) e finalmente 49:22 em Junho! E ainda acabei com chave de ouro com 48:16 em Dezembro. Perfeito!
Nas provas de 15km, andei sempre com médias de 5:30/km mas no fatídico mês de Maio consigo terminar uma prova com 1:18:27 (média de 5:18/km) que foi exactamente o mesmo tempo que fiz numa prova de 10km em 2014. Nas Meias Maratonas fica uma sensação agridoce de ter tido uma desistência (em Maio, pois claro) e de ter atinado com a distância quando comecei a preparar a Maratona, mas sem nunca ter voltado a baixar das duas horas como pretendia. E a Maratona, pois claro! 42,195kms mágicos que hei-de repetir no mesmo palco em 2017!
E o blog, que começou a ser planeado... em Maio. Ganhou vida e vai sendo um bom companheiro de desabafos.

2017:

Como será? Não sei. Cá estarei para contar, suponho. Diz o meu ficheiro de Excel que já tenho um calendário bastante bem preenchido durante o ano com 26 provas em que já estou inscrito ou estou em vias de me inscrever. Felizmente muitas são do Troféu das Localidades, portanto são a custo zero. Este fim de ano tem sido um corropio de confirmação de datas de provas e de inscrições: Lezírias, Sinos, Alverca, Santarém, o passaporte das Running Wonders, a Maratona do Porto. Entro em 2017 com 90% do calendário definido e com as inscrições quase todas pagas!

Haja sáude e pernas para correr e amigos e família com quem partilhar as conquistas!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Uma corrida por mês...*

2017 promete ser quase tirado a papel químico de 2016.
Fora um ou outro ajuste no calendário, a verdade é que ao longo dos anos já tenho uma série de corridas nas quais gosto de participar e desde que possa lá estarei. Curiosamente consigo estar a marcar uma corrida de referência por mês - e nem estou a contar com as provas do troféu das localidades.

Já tinha uma em Janeiro, já tinha outra em Fevereiro. Entretanto inscrevi-me aqui e soube há pouco que no inicio do ano abrem as inscrições para aqui:
 

Para Maio há Douro Vinhateiro e já há rumores data da "nossa" corrida. Em Junho temos as Fogueiras e rapidamente chego a meio do ano com uma corrida importante no calendário por mês, mas para a segunda metade do ano também já há várias datas confirmadas. E estou cada vez mais certo da decisão a tomar em relação à Maratona.

Venha de lá 2017, cheio de quilómetros nas pernas e sorrisos no rosto!


* era suposto terminar a frase com uma rima tipo provérbio popular, mas não consegui pensar em nada de jeito.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Maratona número 2

Ok, falemos de coisas bem melhores!

Está na hora de tomar decisões em relação à próxima Maratona e as opções em cima da mesa são várias:


Madrid, 23 de Abril, 70€

A data não é a melhor, mas um dos meus objectivos é fazer uma prova no estrangeiro. O preço também não é convidativo (e acrescem depois os custos de deslocação e estadia) pelo que resta aguardar pelos passatempos da Comunidade EDP caso voltem a fazê-lo, No ano passado uns colegas de equipa foram através do passatempo e adoraram a experiência. Aliás, o feedback das provas em Espanha é sempre fantástico em termos de condições e de apoio do público. 

Lisboa, 15 de Outubro, 25€ (até ao final de 2016, salvo erro)

A data também não é a melhor. (Mas será que isto foi tudo combinado?)
Sinto que não faz sentido não fazer esta prova um dia. No papel o percurso é interessante, sempre na companhia do rio, mas diz quem fez (mais que uma vez até) que é um percurso chato e repetitivo. O apoio na rua é escasso, o que já é típico da maioria das provas em Lisboa portanto já não me incomoda. A promoção é simpática, mas desconfio que em termos de equipa não terá muita popularidade e isso também tem influência na decisão.

Porto, 5 de Novembro, 28€ (até ao final de 2016)

Repetir o Porto é uma forte possibilidade. O hotel até já está pré-reservado e tudo. Independentemente do número de maratonas que fizer durante o resto da vida, a primeira vai sempre ter um cantinho especial no coração. Nem sou grande conhecedor da cidade, mas depois de Novembro vou sentir-me sempre em casa ao passar nas ruas que percorri. É certo que numa prova tão longa é muito difícil fazer previsões, mas gostava de lá voltar com mais experiência acumulada para tentar fazer melhor do que na estreia. A promoção é simpática - mais 3€ que no ano passado - e aposto que na equipa esta prova será sempre mais popular do que a de Lisboa.

Valência, 19 de Novembro, 47€ (até 9 de Janeiro)

Repito quase tudo o que disse em relação a Madrid. Excelente feedback, não de membros da equipa, mas de outros amigos do mundo da corrida. O preço é mais agradável, mas a validade é curta. Depois sobe para 50€.


Para além destas também há Sevilha e Barcelona, mas ir lá em 2017 já está fora de questão portanto fica em mente para 2018.

Parece-me que o Porto está na pole position. Tenho até ao final do ano para decidir.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

I Got My Mind Set On You

Não sou uma gajo vingativo. Tento não guardar rancores. Gosto de ser o mais boa-onda possível. A vida é curta. Carpe Diem. Etc, e tal.

Mas tenho um objectivo muito específico em 2017. Ser feliz aqui!
Apagar de vez todos os fantasmas que provocaram este desfecho. Devolver a medalha que tenho e que não é minha. Completar aquilo que deixei inacabado naquele dia.

A data já está marcada, as inscrições já abriram, mas o que eu gostei mesmo de fazer para dar o pontapé de saída para este desafio foi na semana passada ter entrado no booking.com, ter procurado alojamento na zona e ter feito reserva de quarto em dois (sim, dois) hotéis diferentes tendo apenas visto por alto as condições e focando o critério no preço e na proximidade para o local onde se faz o transporte da Régua até à barragem onde a prova começa. Depois com calma escolhe-se melhor o hotel, que isto dá para cancelar a reserva sem custos até um ou dois dias antes e até pode ser que alguém do grupo aproveite uma das reservas porque as vagas vão acabar num instante para esse fim de semana. No ano passado ficámos relativamente longe, em Amarante, onde a noite de sábado com a malta foi fabulosa. Aliás, corrida à parte foi um fim de semana simpático e despreocupado. Mas não o quero repetir naqueles moldes. Eu estava incompleto.

Faltam 6 meses para o Douro Vinhateiro 2017, mas já estou focado no que quero.

I got my mind set on you
Set on you
I got my mind set on you
Set on you


(...)

 It's gonna take time
A whole lot of precious time
It's gonna take patience and time, ummm
To do it, to do it, to do it, to do it, to do it
To do it right


(O login que uso no booking não é meu, portanto vinte horas depois de ter feito as reservas tive feedback a perguntar-me - de forma meio retórica - o que eram aqueles e-mails de reservas em hotéis na Régua. A conversa acabou com uma pergunta chave: "Então e não é melhor marcar também já o mesmo hotel para o Porto para o ano que vem?")

(Reservei lá quarto enquanto escrevia este post.)

texto escrito no dia 21/11

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ainda o Porto

Como era de esperar já li e reli o meu próprio relato. Faço-o quase sempre que venho ao blog ou que tenho um comentário novo no post. Eu sei, chega de narcisismo, pá!

Mas foi por ler o post na totalidade há pouco - e como o escrevi por fases tinha sempre que ver o que já tinha escrito antes para não perder o fio à meada - que percebi que me esqueci de relatar um fait-divers importante. Ou pelo menos curioso.

Naquela fase complicada pelos 35km cada quilómetro parecia ser uma maratona e olhei para o relógio mais vezes que nunca na esperança que ele já marcasse mais do que aquilo que eu já tinha corrido. Numa dessas vezes o relógio tinha uma mensagem. Não era de motivação, não era de alento, não era de força. Era uma mensagem que dizia: LOW MEMORY!

O quêêêêê?!? No dia da Maratona?!?!?

Então fui alegremente durante uns bons 10 quilómetros - pensava eu - a correr e a procurar nas opções do bicho o menú certo para apagar treinos. E quando dei por isso e resolvi o problema já ia a chegar aos 37kms - afinal aqueles 10 quilómetros na minha cabeça foram no máximo dois.

Há uma boa explicação para isto ter acontecido. Eu descarrego religiosamente todos os treinos para o Strava, mas não os tenho apagado do relógio. Da última vez que tinha o relógio cheio de actividades apaguei-as todas. No dia seguinte fui fazer os 20km de Cascais e ele nunca apanhou GPS. Nem nesse dia nem nunca mais. Felizmente estava na garantia e deram-me um novo à troca. Com o relógio novo nas mãos disse que só voltava a apagar treinos depois do Porto, não fosse dar-lhe outra travadinha. Felizmente não foi o caso. Nem sei se o problema do GPS esteve relacionado com o facto de ter limpo os treinos todos ou se foi apenas coincidência. O que é certo é que toda esta longa história me ajudou a fazer dez dois quilómetros da Maratona de forma mais descontraída e numa altura crítica.

Isto continua a ser aquela coisa do destino?

(Tenho uma epifania - sobre a Maratona, imaginem só! - mais antiga para partilhar, mas isso fica para outro post. É da maneira como já tenho assunto para escrever amanhã ou depois.)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Bohemian Rapsody

Não, não vou fazer um post sobre a melhor música de todos os tempos.
Este foi o nome que dei ao meu treino de ontem. Basicamente, tal como a música tem um mix de vários géneros musicais, o treino de ontem também teve um pouco de tudo: corrida, trail e caminhada.

Corrida
Voltei aos treinos depois da Maratona do Porto. Estava ansioso por me voltar a equipar, por voltar a correr. Senti-me preso de movimentos no primeiro km mas depois o corpo lembrou-se como é que isto se fazia. É como andar de bicicleta, não se esquece. Mesmo tendo em conta que eu - hahahaha - não sei andar de bicicleta! Como andei os últimos meses mais preocupado em resistência e não velocidade, tinha verdadeiramente saudades de acelerar um pouco, portanto em duas zonas propícias a isso - e a aproveitar o "picanço" de outros colegas - meti prego a fundo e tenho um segmento de 500 metros a correr a 3:30/km e outro de quase 1km a 4:00/km. Agora é fazer isto um dia durante 10kms seguidos, boa?

Trail
A meio caminho tínhamos duas opções: subir pelo caminho normal pela estrada ou fazer o percurso pelo monte. A ideia era chegar ao miradouro para vermos a tal super lua lá de cima. Íamos todos com frontal e como já sabia que havia essa possibilidade até tinha levado os ténis de trail. Ofereci-me para levar a malta pela estrada, mas acabámos por ir todos juntos pelo mato. Foi um bom momento para me lembrar as poucas saudades que tenho de fazer trails, sobretudo à noite. Não é que desgoste - e se fosse de dia teria certamente gostado mais - mas não me anda a cativar nada. Foi só um quilómetro e meio, dois no máximo. Não me imagino a fazer 15km ou 20km nos próximos tempos. A parte boa foi que quando chegámos ao miradouro havia abastecimento providenciado por quem não chegou a tempo do treino. Gosto tanto destes mimos espontâneos que existem na equipa.
No regresso, parte do grupo voltou pelo caminho de trail e outro grupo desceu comigo pela estrada. Não me importo de subir zonas com inclinação de 25%, mas descê-las - e de noite - não é para mim, obrigado.

Caminhada
Quando tudo estava previsto para que fosse um regresso calmo, umas das minhas colegas deu um trambolhão e esfolou o joelho. Acabei por fazer o resto do percurso a caminhar com ela para garantir que chegava minimamente bem. Ela bem me mandou embora, mas o mais importante era o estado dela. Treinos há muitos.

E pronto, i'm back in business. E prometo não escrever um romance sempre que for treinar. Guardo só isso para as provas.

(E o pé voltou-me a doer. Bolas.)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Resumo

Olhem, tinha um post escrito já com várias linhas e até parágrafos e tudo a falar sobre o fim de semana - que já passou há vários dias - e sobre o treino fantástico e revigorante de 2a feira em que para além de correr se falou do passado, do presente e do futuro, mas quando estava a fazer a revisão do texto antes de publicar, apaguei-o. De forma voluntária.

Vou resumir tudo em duas imagens.

Home is wherever I'm with you

And when you say to a friend ”try as good as you can!” It a simple plan…

sábado, 22 de outubro de 2016

Porque as corridas não acabam no Porto...

... a não ser que me dê uma coisinha má durante a Maratona, claro! (E agora vou ali bater 3 vezes na madeira. Ou no que quer que seja este material de que é feita a minha secretária do computador. MDF, talvez. Conta? Serve? Ok.)

Estou verdadeiramente chateado com aquilo que descobri hoje. A prova dos 20km de Cascais acabou. Eu que tinha umas "ganas" enormes de lá ir em 2017 e fazer uma prova em grande porque no ano passado muita coisa correu lá mal, não o posso fazer.

Por outro lado.....


... a prova sofreu um upgrade e agora é Meia Maratona! (Diz que há uns 3 ou 4 anos a prova teve 21km em vez dos 20km e foi anunciado como "brincadeira de Carnaval" da organização, algo que gerou algumas críticas por parte dos atletas.)
Na verdade, uma prova de 20km é um número mais redondinho e dá para se calcular melhor o tempo final com base naquilo que se faz aos 10km, mas quem vez 20km, também faz os 21,097km e dizer Meia Maratona tem mais impacto! (A não ser que aconteça como eu ouvi há umas semanas atrás alguém a perguntar-me quantos kms tinha a meia maratona da ponte que eu ia fazer. "Uns 10?")

E assim já estou inscrito na segunda prova de 2017. E com muitas outras no horizonte...

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

"Sabes que vais penar, não sabes?"



Quando na 2a feira chego ao treino e isto é a segunda ou terceira frase que ouço depois dos boas noites, se calhar é mau sinal, não? Quando isto vem da pessoa a quem temos ido buscar forças e conselhos, pior ainda!

"Então como é que estás? Em forma para o Porto?"
"Olha, não sei. Por um lado estou confiante e muito motivado, mas por outro sinto que devia ter feito mais treinos longos, acho que devia ter sido mais rígido com o plano de treinos. Acima de tudo estou com um enorme respeito pela distância e..."
"Olha, sabes que vais penar, não sabes? Mas..." (e o que foi dito após este "mas" fica só entre nós os dois, mas garanto-vos que foram palavras que me deixaram com a certeza que não aceito outro desfecho que não seja cortar aquela meta!)

Já no treino de 5a feira passada outro dos meus colegas - aquele que fez de minha lebre na primeira metade da Corrida de Santo António e me lançou para eu conseguir baixar dos 50m aos 10km - me deixava palavras de... desânimo misturadas com alguns conselhos! Que a partir dos 30km vai doer tudo, etc e tal. Ele, que foi um grande apoio aos maratonistas da equipa que se estrearam em Lisboa no dia 2, também me disse quem vai estar a acompanhar no Porto e que eu não devo ter companhia para a prova toda e terei que ir sozinho. Sozinho nunca estarei, aquilo vai estar cheio de gente a correr, pá!

Então mas agora toda a gente me quer meter medo? Agora que eu preciso de forças para esta recta final? Não, o que a malta está a fazer é a ajudar-me a manter-me focado e concentrado! Eu já disse vezes sem conta que entre ir confiante ou ir cheio de medo para a partida, prefiro a primeira! Se vou com medo é meio caminho andado para falhar, mas também não posso ir demasiado confiante. Tenho que manter os pés bem assentes no chão - sem qualquer tentativa de metáfora!

Entretanto estou a entrar no espírito da Maratona, quase literalmente. Passo algum tempo do serão a pesquisar histórias, vídeos motivacionais, imagens e vídeos de provas. Estou a tentar viver e respirar Maratona sempre que posso, mas calma que não o faço de forma estupidamente obsessiva.

Hoje nas minhas pesquisas encontrei este documentário de 2007 que relata a história de 6 maratonistas, uns amadores e outros profissionais, que participaram na Maratona de Chicago em 2005. Alguns, tal como eu, faziam a primeira maratona.

https://static.justwatch.com/poster/60607/s592/spirit-of-the-marathon

Ainda só vi o trailer, mas num destes serões vou ver o documentário completo. Também há um segundo documentário, de 2013, sobre a Maratona de Roma. Infelizmente não o consegui encontrar disponível online, o que é pena por se tratar de relatos ainda mais recentes. Do trailer, fica a frase que está na capa da imagem:

"When you cross the finish line - no matter how slow, no matter how fast - it will change your life forever!"

Arrepiou-me ouvi-la, arrepia-me escrevê-la!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

It's the final countdown...


Como o tempo voa.
Ainda "ontem" faltavam 100 dias.
Ainda "ontem" era dia 22 de Dezembro de 2015 (!!!) e eu completava o pagamento da minha inscrição sem contar a ninguém.
Ainda ontem - agora sem aspas - tinha dois dos mais experientes membros do grupo a combinar entre eles quem seria a minha lebre no Porto.

Vamos a isso! De sorriso na cara e sem medos!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Olá 2017

Quase que a data de início das inscrições passava despercebida, mas no sábado abri oficialmente o calendário para 2017:

https://scontent-lhr3-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/14445968_1025484924227176_7659838316789679184_n.jpg?oh=09a11a697a6378bc9d36f2ed58ed7177&oe=58A6AD9F

Entretanto hoje foi dia de treino de recuperação. 8km a ritmo soft.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Dúvidas existenciais - sim, este post fala novamente de corridas!

Ontem foi dia de ir levantar dorsal para a Meia Maratona de Lisboa - e nem vou falar do meu estado de espírito com todos os preparativos para a Maratona de domingo. Na SPORT EXPO – Feira do Desporto e Lazer que está na sala Tejo do Pavilhão Atlântico da MEO Arena estavam vários stands de vários patrocinadores e afins com ofertas, promoções, passatempos e descontos.
Ia fisgado em ver os Flipbelts ao vivo - não conhecia e numa prova recente tinha recebido dentro do saco do dorsal um voucher para os poder encomendar online com oferta dos portes de envio. Sabia que iam estar em promoção e era uma boa maneira de os poder experimentar, sobretudo para perceber o tamanho certo e se, de facto, valia a pena ter um. E não é que gostei mesmo? Com a promoção que tinham ficou a 20€ (40€ por dois, um para mim e o outro para outra pessoa que também estava interessada). Não sou de usar cores garridas, portanto trouxe em cinzento e já o usei no treino de ontem. Sim, porque não se estreia nada em provas! Regra de ouro!

Depois veio o stand da Adidas e aí é que eu me ia perdendo... Convenceram-me a experimentar os Adidas Ultra Boost que estavam em destaque (com oferta da personalização com o nosso nome e tudo) e, meus amigos, aquilo é um conforto do caraças. Estive um bocado a correr com eles lá - sim, na rodinha do hamster, no comments - e estive a um passinho de lá deixar os meus ténis e sair a correr porta fora com os Adidas. Ainda estive uns bons 20 minutos à conversa com um funcionário
sobre as virtudes dos ténis e fiquei verdadeiramente tentado. Pena que só faziam 10% de desconto naqueles (e 20% em todos os outros). Saí de lá com ideias para o Natal e com duas dúvidas existenciais:

1- Preciso mesmo de uns ténis tão topo de gama para 2017?
2- Vermelhos ou azuis?



Quando percebi que isto das corridas era para ser a sério tive outra dúvida entre Adidas e Asics. Ganhou a Adidas e em equipa que ganha não se mexe, portanto quando renovar o meu calçado vou manter-me na marca. E não é que assim que comecei o treino ontem à noite - com os meus Sonic Boost - o meu joelho esquerdo doeu-me na primeira passada e assim ficou durante o primeiro km. Foi falta de aquecimento ou foi queixa por já não estar com aquelas pantufas que experimentei na loja?

Diz que domingo vou fazer uma maratona antes da Meia Maratona, mas isso são conversas para outro dia.