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domingo, 21 de maio de 2017

Alverca



Prova nº 62 - Corrida Cidade de Alverca 2017 - 10km - 00:51:17
Prova nº 62 a) - Corrida Cidade de Alverca 2017 - 10km - 01:28:11

domingo, 23 de abril de 2017

Em Abril, tintos mil

Ao contrário do que costuma acontecer, este post está a começar a ser escrito vários dias antes da prova. Regressar a Santarém este ano marca um ponto de viragem e tenho pensado imenso nisto sem o partilhar com ninguém. Faço-o aqui na semana antes da prova sempre que me lembrar de juntar uns parágrafos à história.

Então vamos lá fazer um pequeno flashback... No ano passado por esta altura estava - sem falsas modéstias - na minha melhor forma física até então e andava a bater recordes pessoais a cada prova que fazia. Fui a Santarém bater o que era na altura o meu record dos 10km e saí de lá a esconder as lágrimas, a frustração e o caos no qual me deixei afundar. Era o início antecipado do terrível mês de Maio e do descalabro que levou à desistência no Douro Vinhateiro.

Um ano depois tudo mudou - para melhor - e é com este espírito que a prova está a ser preparada! (Nota: não sei de que forma devo usar os tempos verbais porque hoje ainda é 2a à noite mas isto só vai ser publicado depois da prova.)
Fisicamente estou de volta ao meu andamento ideal, mentalmente estou com as ideias no sítio e estarei rodeado de verdadeiros amigos. Não posso pedir mais.

A minha análise prévia à prova diz que há ali uns quilómetros em que posso melhorar uns quantos segundos para tentar baixar o tempo de 2016 e fazer abaixo dos 50 minutos, mas sinceramente não tenho qualquer expectativa. É ver como estão as pernas, meter o meu melhor sorriso e ir até à meta.
E pronto, tudo o que vier a seguir já foi escrito depois da prova.

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E lá fomos para Santarém. Partimos cedo para termos tempo para estacionar com calma e levantar os dorsais antes das 19:00. Chegámos com alguma antecedência e deu mais que tempo para tudo, inclusivé comer e tirar fotos artísticas. E conversar bastante. No meu caso também foi bom para ver algumas caras conhecidas de outras equipas e foram várias as que encontrei, quase a cada esquina. Isto também é muito bom e ajuda a entrar no espírito antes da prova.

Minutos antes da partida fomos para o garrafão da meta. Já tinha percebido que - por alguma razão que sinceramente me ultrapassa - o meu dorsal tinha indicação de sub-50 por baixo do meu escalão de idade. Será que na altura da inscrição pediam comprovativos? Sinceramente só me lembro de enviar isso para as Fogueiras, mas se calhar nesta também. Por um lado isso foi óptimo porque me permitiu partir mais à frente - e nesta prova isso faz muita diferença nos primeiros kms - por outro lado eu era o único da equipa nessa caixa de atletas, pelo que depois dos cumprimentos habituais e dos votos de boa prova antes da partida estive uns 10 minutos "sozinho". Aproveitei para me isolar nos meus pensamentos e focar-me no que podia fazer.

O primeiro quilómetro foi o normal acertar de posição no meio do pelotão e ajustar o ritmo ideal. Nesta prova essa quilómetro inclui uma nova passagem pelo pórtico de partida para depois sermos lançados pelas ruas e ruelas de Santarém, passando a imensos pontos chave da cidade, incluindo as Portas do Sol e a Escola Prática de Cavalaria, de onde Salgueiro Maia partiu a 25 de Abril de 1974. Recordava-me de quase todos os cantinhos e pedras da calçada que estava a pisar. Estava a conseguir dois objectivos: meter um ritmo sempre constante abaixo dos 5m/km (4:45 era a média que o relógio marcava) e conseguir ter a música suficientemente alto nos phones para me manter imune a qualquer grito de golo que pudesse surgir. E descobri que os Starset da minha playlist são uma das bandas favoritas da filha adolescente de um colega meu quando antes da prova ele me mostrava a sua própria playlist. Isso será bom?

Prescindi do abastecimento de vinho na Taberna do Quinzena aos 3kms. Passei pela primeira mesa onde toda a gente se estava a aglomerar e quando dei por isso já não havia mais locais para agarrar um copo. Não sendo essencial, é icónico da prova e pareceu-me que este ano o abastecimento era mais contido. Segui, a pensar que um copinho me iria deixar mais descontraído para o resto, mas paciência.

Obviamente que a certa altura ia entrar no jogo psicológico de ter a cabeça a dizer-me que aquele ritmo era parvo. Ali aos 5/6kms ao dar a volta ao Jardim das Portas do Sol estava a quebrar um pouco mas reagi da melhor maneira que soube: meti um sorriso nos lábios e olhei à procura de quem vinha em sentido contrário. Tinha que passar um ar tranquilo ao pessoal da equipa com quem me cruzasse. E sorrir torna tudo muito mais fácil. E ver caras amigas também, mesmo que nem sempre tivessem reparado que eu estava ali do outro lado. Aos 7,5km já estava curado, fiz mentalmente o percurso que faltava até à meta e isso deixou-me calmo. A passagem pela Escola de Cavalaria também é um ponto alto da prova. No ano passado havia música alusiva à revolução - e televisões com imagens também? - e desta vez havia apenas silencio juntamente com a clássica fotografia que nos é tirada naquela zona. Já tinha havido música de intervenção antes, para além da sempre interessante presença de tunas e ranchos folclóricos durante o percurso, sempre dispostos a alegrar quem passa.

A partir dali estamos no último km até à meta. Olhei para o relógio e marcava média de 4:51/km. Ora isso é mesmo "resvés Campo de Ourique" do meu record, pá! Prego a fundo e um km final a 4:31 com um bónus de ainda ter puxado pelo público - há coisas que nunca mudam - a seguir à última rotunda antes da meta. E cheguei, feliz, eufórico, enfim... Qualquer adjectivo parece pouco para descrever o que me ia alma. Mas a prova não estava terminada.

Agarrei numa garrafa de água que bem precisava e comecei a fazer o percurso inverso por fora, sem nunca perturbar o trajecto de quem estava a chegar ao fim. Vi passar um, dois colegas que vinham bem. Passaram outras caras conhecidas, outras duas colegas que iam juntas - uma que podia fazer menos 3 ou 4 minutos, mas que vinha a fazer de lebre porque tem dos corações mais bondosos que eu já vi. Muita gente me dizia entretanto que eu estava a ir em sentido inverso, algumas por brincadeira e uma atleta com um verdadeiro ar de preocupação. Senti-me como uma pessoa a conduzir em contra-mão na auto-estrada. Quase não via uma outra colega de equipa que ia sozinha mas bem. É que o Benfica tinha acabado de marcar e naquela altura já podia estar stressado com o jogo. Passa por mim uma das atletas que eu estava à procura e uma rápida troca de palavras deu para perceber que ela ia bem - e para record pessoal. Pensei em seguir com ela para a ajudar, mas não foi preciso. Ela conseguiu e eu estava era mesmo a ver se via o pessoal da equipa que faltava porque sabia que uma colega - mesmo estando acompanhada - ia precisar de um incentivo extra. E quando apareceram fomos até à meta e ainda tivemos mais companhia que isto de vir ajudar quem precisa já está enraizado. Eu falo em colegas de equipa, mas na verdade o que somos é amigos e estamos lá sempre uns para os outros. Por isso é que a minha prova teve quase 1:20 porque só terminou quando toda a equipa passou a meta.    

Passei o resto da noite - enquanto me deliciava com a bifana, imperial (mais uma tinha calhado bem) e pampilho - a dizer que tinha novo record pessoal. Tecnicamente isso não é verdade, o RP aos 10km é 48:16, mas tendo em conta que até foi feito numa prova em que corri com dorsal alheio e tendo em conta que essa prova foi o Grande Prémio de Natal que é óptima para tempos por causa do percurso final do Saldanha até aos Restauradores, não tenho problemas em adoptar o tempo de hoje como RP oficial. Da próxima vez que tiver que enviar um comprovativo de tempo tem que ser este. Olhando para trás, então não é que tirei mesmo uns valentes segundos ao registo de 2016?
   
Próxima meta: Corrida 1º de Maio, onde vou novamente atacar o record dos 15km. Porque estando bem comigo mesmo a única coisa que faz sentido é dar 110% para melhorar os meus registos. Sempre entre amigos, sempre a sorrir.

Prova nº 59 - Scalabis Night Race 2017 - 10km - 00:48:18

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

GP de Natal 2016

Em primeiro lugar, GP significa Grande Prémio, mas no caso de hoje significa Grande Prenda.

Depois da última semana mais conturbada, um resumo das minhas conversas recentes com várias pessoas amigas diz que:

- tenho vários objectivos para os próximos tempos, mas ainda não me decidi em qual focar. Isso prejudica-me a concentração porque estou a fazer uma coisa e a pensar noutra.
- tenho andado num círculo vicioso em que sinto falta dos treinos para repor as energias, mas quando é dia de treinar não tenho energia para o fazer.

Tinha prometido a mim mesmo fazer um treino este fim de semana. Foi-me sugerido convocar o pessoal para um treino no sábado ao fim da tarde, mas como tinha vários planos disse logo que não me ia comprometer. E neste altura precisava de correr sozinho. Confirmou-se que sábado não me despachei em horário útil, portanto meti na cabeça que ia treinar domingo. Era dia de almoçarada mas era só às 14h, portanto dava tempo para acordar cedo, fazer uns 10kms e estar despachado a meio da manhã para o pequeno-almoço tardio que tinha sido adiado na 5a feira e que ficou prometido para hoje. (Desculpa, eu compenso depois. Mas a ideia originalmente foi minha e na 5a feira foste tu que adiaste...)

Sábado à noite - por alguma razão sórdida a minha cabeça começou agora a cantar Whigfield - recebo uma mensagem: "Tu amanhã vais ao GP de Natal?" Vindo de quem vinha, fiz o filme todo na minha cabeça. Respondi que não tinha dorsal. Reparem que eu não disse que não ia... E meia hora depois tinha um dorsal na mão. O dorsal do LS, só para ser mais simbólico e acrescentar mais um grau de responsabilidade à coisa. Estudei o percurso rapidamente, confirmei a altimetria (os dois últimos kms a descer do Saldanha até aos Restauradores e nada de muito relevante nos outros oito) e organizei a roupa. Vamos lá a isso.

Não sei se já repararam que eu sou um bocado supersticioso. Ou tenho manias, como preferirem. A camisola da equipa é preta e nos dias mais frios levo outra preta de manga comprida por baixo. Desta vez quando estava de roda do material peguei numa camisola de manga comprida... branca. A da Meia Maratona dos Descobrimentos da semana passada. Macacos me mordam, vens comigo e hás-de ficar mais encharcada do que eu fiquei no domingo! Vais pagar a factura daquele resultado menos bom! E ainda te digo mais, fica muito porreiro o contraste entre as mangas compridas brancas e a camisola preta!

O colega que me desafiou a ir está a recuperar de lesão e se eu não tivesse ido ele também tinha acabado por ficar em casa. Felizmente fomos. Ele não sabia a que ritmo iria fazer a prova, chegámos a pensar em ir juntos para eu o ir sempre a acompanhar. Depois disse-lhe que ia ver como me sentia nos primeiros kms e se não aguentasse o ritmo que queria impor que esperava por ele. Por fim combinámos que na pior das hipóteses nos encontrávamos depois da meta. E assim foi, mais ou menos. A história do pós-meta dava assunto para um post inteiro.

Hora de começar com alguns atropelos. Não por causa do percurso que era bastante largo, mas por causa do volume de atletas na partida - eram 7500 inscrições que estavam esgotadas mas "apenas" houve 4683 classificados. (E eu que dizia que tinha que fazer um treino sozinho para limpar a cabeça, hein?) Bom, por causa disso os primeiros quilómetros foram num ziguezague constante, para além de termos apanhado uma ligeira subida em direcção do Largo da Luz. Foram os únicos que corri acima de 5:00/km. A partir daqui estava convencido que podia ter um bom dia, até porque tinha a vantagem de estar a correr em estradas que conheço perfeitamente. Benfica, Largo da Luz, Telheiras, o eixo Campo Grande-Saldanha e daí em diante até ao Marquês e Restauradores. É uma Lisboa de que eu gosto e onde cada cantinho me diz algo muito pessoal.

Decidi dividir a prova em três partes. A primeira era desde a partida - jura? - até passar Telheiras e dar a volta ao estádio para o Campo Grande. (Fait divers: até me ri com a malta a cantar o "Só eu sei porque não fico em casa")
Depois do arranque, comecei a puxar por mim para os 4:40/km sempre na esperança de conseguir fazer 4:30/km e estava a sentir-me bem, sem receio de quebrar, e entrei confiante na segunda fase que seria toda a zona entre o Campo Grande e o Saldanha onde o objectivo era manter o ritmo abaixo dos 5:00/km ou próximo disso. A passagem a meio da prova com 24:20 era um bom presságio.

A "surpresa" veio depois com a passagem pelos três túneis da Avenida da República. Então não é que eu tinha metido na cabeça que íamos passar sempre por cima? Até deu para tolices destas! Não faz mal, um gajo embala nas descidas e não quebra nas subidas mesmo quando via a ouvir malta ao lado a dizer que "esta subida é a pior delas" ou "agora vai custar mais a subir". Isso é que é motivação, pessoal! E eu que não levei playlist, por opção e por ainda não ter afinado uma coisa para os 10km.

Com o Saldanha à vista tudo batia certo. Estava dentro do ritmo, ia entrar na parte final que era sempre a descer e estava a receita para o sucesso. Passou-me só pela cabeça que tinha que fazer menos de 49 minutos, porque o meu record é era 49 e qualquer-coisa segundos e eu não me lembrava do qualquer-coisa. Não me podia dar ao luxo de fazer 49 minutos hoje e depois ficar na dúvida se tinha dado para record. As coisas parvas em que uma pessoa pensa quando tudo corre bem... 

 

Apesar do piso estar em mau estado na Fontes Pereira de Melo, a descida fez-se dentro do esperado e depois do Marquês foi quase um sprint constante já com os olhos postos na meta. Dorsal do LS ao peito, camisola da Meia dos Descobrimentos a sofrer no tecido aquilo que eu tinha sofrido na pele. Um pórtico, outro pórtico, mais um pórtico, afinal qual é mesmo a meta, ah, é aquele, ok. Corto a meta e festejo - nem me lembro bem como - mas pouco depois de olhar para o relógio tive uma epifania: o João Lima deve tem que estar a chegar! Viro-me para trás e lá estava ele. Não havia dúvidas, novo record batido! Dei-lhe um grande abraço ali mesmo. 

Restava esperar pelo meu colega de equipa - que fez uns excelentes 55 minutos e pouco - mas tivemos um desencontro tal que eu fui a pé até quase ao Marquês a ver se o via a descer e acabei por regressar e acompanhar até à meta uma amiga - também ela a recuperar de lesão - que fez perto de 1:20. Disse-lhe que havia de chegar lá abaixo e ter o meu colega à espera e assim foi. Levei novo discurso sobre o facto de não levar telemóvel, apesar de andar actualmente com um mais velhinho e que cabe bem no bolso dos calções ou no Flipbelt. Pronto, isto era o assunto que dava para um post inteiro.

E agora? Um dos objectivos que falei lá no cimo do texto era voltar a dedicar-me aos 10km porque me andava a sentir bastante bem nesta distância antes da preparação para a Maratona. Sem esperar, melhorei hoje o meu tempo. É certo que a prova ajuda, mas também é certo que ainda antes do Saldanha eu já estava com ritmo para baixar dos 50 minutos com boa margem.

E agora? Fazer a prova de Barcarena do Troféu das Localidades de forma séria mas sem querer perturbar as classificações das equipas da zona. E pensar se faço a São Silvestre de Lisboa em modo treino para acompanhar a malta da equipa.

E agora? Dormir que amanhã é dia de trabalho e à noite é dia de treino. Hoje foi fantástico, mas amanhã começa tudo novamente.

Prova nº 51 - Grande Prémio de Natal 2016 - 10km - 00:48:16

domingo, 28 de agosto de 2016

Tagarro 2016

Depois do sucesso da edição de 2015, voltei com o pessoal à vila de Tagarro para participar na sua prova de 10km. Prova muito bem organizada e com aquele que o presidente da organização considera - com grande justiça - o saco de ofertas mais completo do calendário nacional:  t-shirt técnica com o logótipo dos 10 Km e um saco com garrafa de vinho, caneca em barro, lata de atum e bolos tradicionais da região. Para além disso, cada dorsal dá direito no final da prova a uma sandes de porco no espeto e a um (ou vários) copos de vinho servidos na caneca é oferecida. Tudo isto por 8€. Digam lá se encontram tantas ofertas nas provas mais tradicionais de Lisboa? São 10€ e um saco com a t-shirt da prova e umas amostras.

A eficiência da organização começa na frequente divulgação de informação via e-mail. Se por vezes pode parecer repetitiva, a questão é que todas as respostas a eventuais perguntas estão respondidas nas diversas comunicações. Este modo de operar não me é estranho visto que se trata da mesma equipa organizadora da prova de Alverca, pelo que nos últimos dois anos fiz 4 provas desde grupo organizador e gostei bastante da frequente interacção com os participantes.

Da nossa parte estava tudo bem organizado, ponto de encontro e boleias combinadas, algumas pessoas a irem ter directamente a Tagarro. Os problemas começaram com um acidente na A1 antes de Aveiras que nos atrasou uns bons 30 minutos e que causou ainda mais problemas a quem ia chegar perto da hora da partida. Tudo se resolveu, com maior ou menos dificuldade.

Ao chegar a Tagarro tínhamos imediatamente staff a coordenar o estacionamento e a orientar-nos até à entrega dos dorsais. Ao chegar ao local foi muito fácil e tudo estava separado à nossa espera. Perfeito.

Dorsais e chips colocados, algumas fotos de última hora, confirmar onde estavam os colegas que ainda não tinham chegado e quando menos demos por isso estávamos a partir.

O percurso é circular e damos duas voltas quase iguais, com uma primeira passagem junto à meta para depois iniciar a segunda volta. Os primeiros kms são por dentro da vila num carrossel de curvas e contra-curvas em zonas mais estreitas e, pior que isso, num ligeiro sobe e desce que mói por ser constante. Antes dos 3kms estamos na EN366 onde temos uma recta mais longa para poder rolar ao melhor ritmo possível. Foi exactamente nessa zona que percebi que, apesar de um arranque vivo ia ter dificuldades em aguentar a minha própria pedalada pelo que decidi moderar o meu esforço e alterar o objectivo inicial de tentar voltar a fazer abaixo dos 50:00 e passei a ter em mente fazer menos que no ano passado e divertir-me pelo caminho. Duas semanas e meia sem treinar fazem mossa e não foram os dois treinos recentes que me devolveram a forma ideal. Sem stress!

À medida que me ia cruzando com outros colegas percebi que não estava muito distante deles mas que quem tinha o mesmo objectivo inicial que eu também não o ia conseguir atingir.

A partir daqui foi gerir o andamento, posar para as fotografias (aguardo com curiosidade ver algumas), ir trocando uma ou outra palavra com outros atletas para dar força e ir puxando pelo público sempre que possível sobretudo nas zonas onde havia mais espectadores dentro da povoação, pedindo palmas e para fazerem barulho para apoiar os atletas. Fui sempre bem correspondido. Já na recta da meta (uns 600 metros sempre a subir) pedi apoio a quem estava de fora e alguém me ofereceu a bicicleta para acabar a prova. Respondi que não podia ser, não sei andar de bicicleta portanto tinha que terminar a correr. Assim foi, sempre com um ar triunfante independentemente do resultado. No fim de contas, acabar sempre o primeiro objectivo.

Seguiu-se o apoio a quem ainda terminava a prova e uma ida ao fundo da recta da meta buscar colegas que chegavam com mais dificuldade. A camaradagem de sempre, porque se não for assim não faz sentido. E depois de uma rápida mudança de roupa (também havia banhos para quem quisesse ficar na festa até mais tarde) vieram os comes e bebes a que tínhamos direito e a confraternização final antes do regresso a casa. Pelo meio uma conversa com o mesmo atleta, agora com 74 anos, com quem troquei umas palavras no ano anterior e votos de boas provas e saúde que é o mais importante para continuar a desfrutar destes momentos. O meu pai fez 75 anos na semana passada e tomara que tivesse 10% da saúde física e da força mental deste atleta. 

Para o ano há mais. Esta prova está nas provas obrigatórias do calendário anual e espero que se continue a repetir por muitos e bons anos.



Por falar em calendário, salvo alguma surpresa em contrário, esta foi a última prova de 10km que fiz em 2016. Agora seguem-se sempre provas mais longas, a próxima das quais será a Meia Maratona de São João das Lampas dia 10 de Setembro - só preciso de acertar umas arestas para confirmar a inscrição. A partir de agora foco total nos treinos para a Maratona do Porto: faltam 70 dias!

Prova nº 41 - 10km de Tagarro 2016 - 10km - 00:53:31

sábado, 4 de junho de 2016

Fechar o ciclo

Voltar ao início, onde tudo começou em 2012.
Exorcizar todos os fantasmas.
Mandar uns à merda e abraçar quem sempre esteve do meu lado.
Gritar na meta. Gritar muito alto na meta.

Prova nº 39 - Corrida de Santo António 2016 - 10km - 00:49:22

domingo, 22 de maio de 2016

Tão perto e tão longe

Na ressaca do Douro Vinhateiro, a prova de Alverca. Aquela onde toda a gente me dizia que ia baixar dos 50 minutos. Foi quase.

Tão perto do objectivo e tão longe de tanta coisa à minha volta.

Siga - venha a próxima.

Prova nº 38 - Corrida Cidade de Alverca 2016 - 10km - 00:50:14

sábado, 16 de abril de 2016

Comer, beber, correr

É o lema desta prova que foi uma bela surpresa. Já me tinham falado do convívio e do ambiente e foi tudo o que me tinham contado e muito mais. E bifana, imperial e pampilho no fim! Positivo, Santarém, muito positivo!

Na estrada um início muito rápido imposto por um colega fez com que o grupo fosse sempre a abrir nos primeiros kms. Ele encostou aos 3kms - curiosamente junto ao abastecimento de vinho - e a malta conseguiu manter o mesmo ritmo até ao fim. Por momentos pensei que era aqui que ia conseguir baixar dos 50 minutos. Foi quase.

Prova nº 35 - Scalabis Night Race 2016 - 10km - 00:51:02

domingo, 10 de abril de 2016

Benfica, novamente

A sério, eu disse que só queria fazer esta prova uma vez, pela brincadeira de passar no estádio. Convenceram-me a voltar em 2016 e em boa hora porque me correu muito bem.

Prova nº 34 - Corrida do Benfica 2016 - 10km - 00:52:36

domingo, 14 de fevereiro de 2016

4 seguidas

Uma das tais corridas fetiche. Terceiro ano consecutivo nesta prova e a última de quatro provas em quatro fins de semana consecutivos. Não abuses, pá!

Prova nº 31 - Corrida da Árvore 2016 - 10km - 00:55:33

sábado, 23 de janeiro de 2016

2016 - um ano em grande!

Ano novo, provas novas! A primeira estava incluída no Campeonato Nacional de Estrada. Foi curioso cruzar o aquecimento com os craques dos principais clubes portugueses, mas foi desagradável a falta de organização nos abastecimentos com garrafas de 0,75cl a meio e sem águas no final da prova... Lamentável.

Prova nº 28 - Circuito Lisboa a Mexer - 10km - 00:53:06

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Sãos Silvestres

Acabar o ano com duas provas. a 26 e a 30 de Dezembro.
Não esperava participar na prova de Lisboa, mas ofereceram-me um dorsal e lá fui completamente na desportiva. Fui lebre de uma colega de equipa que ainda não tinha registos oficiais abaixo da hora em provas de 10km. Foi a minha boa acção Natalícia.

Prova nº 25 - São Silvestre Lisboa 2015 - 10km - 00:56:32


Nos Olivais uma chuvada brutal que caiu até 5 minutos antes da partida abençoou a prova. Queria acabar o ano em grande, fiz a primeira metade da prova sempre a abrir mas ressenti-me na parte final porque me esqueci de contar com as subidas que me aguardavam. Lição para a próxima: estudar muito bem o percurso em provas que se fazem pela primeira vez, rapaz!

Prova nº 26 - São Silvestre Olivais 2015 - 10km - 00:57:04 


(Na semana antes do Natal, aconteceu... Inscrevi-me para a Maratona do Porto.  
Objectivo: 42km + 195 metros!)

sábado, 14 de novembro de 2015

Monsanto

Novamente no Monsanto, novamente para melhorar o meu tempo aos 10km. Maravilha!


Prova nº 22 - Circuito Lisboa a Mexer Monsanto 2015 - 10km - 00:54:50

sábado, 24 de outubro de 2015

Oh Sintra...

Depois do bom em Lisboa, o péssimo em Sintra. Nunca me senti tão mal a fazer uma prova. Tudo o que podia ter corrido mal, correu. Ter deixado o relógio no carro, ter sentido pouco espírito de equipa naquele dia, ter tido dificuldades com o piso escorregadio... Enfim.

Prova nº 22 - MEO Urban Trail Sintra 2015 - 10km - 01:28:15

sábado, 19 de setembro de 2015

MEO x3

Novamente na prova lisboeta com um grande grupo de colegas. O convívio é sempre agradável.
E fazer menos 20 minutos que há 2 anos atrás na estreia é bom. Muito bom.


Prova nº 21 - MEO Urban Trail Lisboa 2015 - 10km - 01:19:51

sábado, 5 de setembro de 2015

Ai se T'agarro!

Uma prova recuperada após anos de interregno, numa vila pacata mas bastante acolhedora.
Porco no espeto e vinho no final. Muito positivo! E um tempo do caraças - prenda de anos antecipada -  a mostrar que as férias não me fizeram mal.

Depois de ter terminado voltei atrás para ir buscar colegas de equipa. Cruzei-me com um senhor com idade para ser meu pai e que terminou logo a seguir a mim - e com um caparro de fazer inveja a muita malta que anda pelos ginásios a bombar. Dei-lhe os parabéns pela prova e disse que espero estar assim em tão boa forma quando tiver a idade dele. Respondeu-me que a prova - que foi às 18h - até nem lhe correu muito bem. Estava cansado porque já tinha feito um treininho de 10km de manhã em Sintra. (Calei-me, sem reacção)

Prova nº 20 - 10km de Tagarro 2015 - 10km - 00:55:33

sábado, 6 de junho de 2015

O regresso

Depois de uma paragem forçada - e de ter percebido que me passei a tornar numa pessoa insuportável quando não posso ir correr - regressei em Alverca num dia de calor intenso onde vi colegas e amigos a passarem muito mal.

Curiosamente o calor não me afectou e o facto de só ter feito um treino desde a lesão também não me incomodou. Parecia que nunca tinha estado parado. Dadas as circunstâncias fiquei orgulhoso com o tempo que fiz e com o apoio que fui dando a quem consegui durante a prova.

Prova nº 18 - Corrida Cidade de Alverca 2015 - 10km - 00:59:54

domingo, 19 de abril de 2015

Benfica

Pois claro, tinha que fazer esta prova pelo menos uma vez. É fantástico entrar no estádio e fazer meia volta lá dentro. E bater recordes também é fixe, pá!

Prova nº 16 - Corrida do Benfica 2015 - 10km - 00:58:34

domingo, 1 de março de 2015

Acreditar

Voltei ao Monsanto. Fui sozinho e trouxe de lá um record. A partir daqui ganhei novas energias e passei a acreditar ainda mais em mim e nas minhas capacidades. A barreira mítica da hora aos 10km estava ultrapassada.

Prova nº 12 - Corrida da Árvore 2015 - 10km - 00:59:33

sábado, 27 de dezembro de 2014

Acabar 2014

Um dia hei-de fazer a São Silvestre da Amadora. Enquanto isso não acontece faço as outras.

Prova nº 10 - Corrida São Silvestre Lisboa 2014 - 10km - 01:05:22

domingo, 26 de outubro de 2014

Ambição

Na primeira vez que vesti a nova camisola da equipa começou a aparecer a vontade de melhorar os tempos, de começar a superar-me e de mostrar que estava a evoluir. Sou competitivo - comigo mesmo - e ambicioso. E a partir daqui a laranjinha ia ser uma fiel companheira de provas.

Prova nº 8 - Corrida Montepio 2014 - 10km - 01:01:21